Engenheiro agrônomo, nascido em Curitiba, capital do Paraná, no dia 5 de novembro de 1975. Logo, um escorpiano com as qualidades (muitas) e os defeitos (em quantidade razoável) do signo.
Quarta-feira, Março 07, 2007
Sábado, Março 03, 2007
Atenção para o resultado da promoção do novo template! Os vencedores de cada categoria, escolha da audiência e escolha do dono são, respectivamente: sr. ninguém e madame nenhuma!
Pois é, amigos... Não foi dessa vez que consegui arrebanhar um número mínimo de inscritos para a brincadeira, ou alguém disposto a fazer um novo visual para o blog de graça, como aconteceu tempos atrás. Até que o L.C. Logan tentou, timidamente é verdade, mas não me convenceu a dar pra ele os prêmios.
Assim sendo, o novo lay-out ainda vai demorar mais um tempo pra ficar pronto. Já tenho nome novo, bem como logotipo para o futuro blog, que além de tudo será hospedado fora do blogger da Globo.com, mas até eu terminar de me entender com o Macromedia Dreamweaver, nada feito.
Para facilitar meu aprendizado com o software, acabei baixando um torrent do livro "Dreamweaver 8 for Dummies". Em função disso, surgiram duas notícias:
- Uma boa. Meu inglês ainda está em relativa boa forma, pelo menos para leitura e compreensão de textos;
- A outra, ruim. O livro diz que qualquer pessoa, mesmo sem nenhum conhecimento de HTML ou afins, poderia facilmente criar um website. As primeiras tentativas frustradas, fracassadas e malfadadas me convenceram que eu devo ser the dummiest dummy (existe isso?) em se tratando de HTML e afins. Damn!!!
Mas nada disso será capaz de barrar minha vontade de captar todas as nuances dessa bela prática internética, tanto que baixei inclusive "Macromedia Flash 8 For Dummies", para colocar também animações no meu futuro blog novo. Afinal, eu sou brasileiro e não desisto nunca, sendo dummy or not! O problema é que sou autodidata de final de semana, e o tempo fica curto pra fazer tudo que se tem vontade em apenas dois dias.
Enfim, dessa história toda, até que saí no lucro. Não precisei enviar nenhuma das revistas da promoção pra ninguém e ainda estou aprendendo coisas novas. Tudo isso graças ao apoio (ou melhor, a falta dele) de meus leitores... Huhauhauhauhauhauhauah!!!
Domingo, Fevereiro 25, 2007
A maioria do pessoal que passa por aqui curte ler revistas em quadrinhos e afins,bem como muita coisa relacionada ao universo de super-heróis criados pela DC, Marvel e, vá lá, Image, sem falar nos mangás (que particularmente não gosto). Provavelmente esse povo também ficou sabendo que, no ano passado, rolou nos EUA um reality show criado por Stan Lee (hã, quem?) - Who Wants To Be a Super Hero? - atualmente em exibição no Sony Entertainment Television, nas TV`s a cabo.
Partindo do princípio que esse tipo de reality (muito mais engraçado do que qualquer BBB) dificilmente será produzido no Brasil e que é complicado ir até a terra do Tio Sam para poder participar, pergunto: quais seriam os seus superpoderes e como seria seu uniforme, caso pudesse entrar na brincadeira?
Não custa nada lembrar que essa pessoa que vos escreve já possui um alter-ego superheróico, criado em novembro de 2005, pela Renata, do ReB. Tá certo que eu preciso fazer um upgrade no meu outro eu, bem como definir quais são os superpoderes que o AgroMan possui. Duvida? Clique aqui e procure o post relativo.
Mas e você?
Participe deixando suas características e poderes nas Espinafradas ou envie o desenho/foto montagem da sua contraparte heróica pro email da Era (eradourada@yahoo.com.br). Nem preciso falar que todo o material enviado será devidamente colocado no ar...
PS: a idéia do post veio de uma conversa com a ZooGirl, que sugeriu o tema.
Segunda-feira, Fevereiro 19, 2007
Ainda no campo de controle populacional, descobri um site há algum tempo, não lembro como nem porquê, mas achei interessante a idéia. Trata-se da adesão ao VHEMT - O Movimento de Extinção Humana Voluntária. Houve uma época que eu abraçaria a causa com toda a paixão. Passados alguns anos, percebi que extinguir por completo a raça humana não é a solução para o problema. Como eu disse no post passado, precisamos é diminuir a pressão ambiental através da diminuição do número de habitantes no planeta.
O lado irônico disso tudo é que estamos efetivamente extinguindo voluntariamente a nossa raça. Você está contribuindo pra isso. Duvida?
Quando você está no chuveiro, quanto tempo leva o seu banho? Mais do que 10 minutos? Sei... E durante o banho, você se ensaboa com a água correndo, né? Agora imagine a quantidade de água que você iria economizar se fechasse a torneira enquanto se ensaboa. Sem falar na economia de energia elétrica ou no gás, caso seu chuveiro seja aquecido dessa forma.
Quantas vezes você deixou de ir para o trabalho de ônibus, pra poder dormir mais um pouco e ir sozinho no seu carro para o trabalho? Já reparou quantas pessoas fazem isso? Deixam de usar transporte coletivo, aumentam o número de veículos trafegando e, conseqüentemente, aumentam a poluição do ar.
Quantas pessoas você conhece que estão reformando a casa, mas estão mais preocupadas em economizar nos materiais utilizados e, por isso, não compram vasos sanitários cuja eficiência no uso da água é muito superior aos convenvionais? Sem falar na taxa de reaproveitamento da água de chuva, que, numa reforma simples, pode representar uma grande economia.
A simples menção a um aumento de custo em obras faz com que muitas construtoras simplesmente não invistam em moradias ambientalmente corretas, o que aumenta a bola de neve do desperdício. E, caso venham a adotar práticas que aumentem a eficiência ambiental da moradia, terão que repassar o custo ao comprador, que em alguns casos vai achar absurdo o preço elevado só porque a casa é ecologicamente correta.
Quantas vezes você não ouviu que existem energias menos agressivas ao meio ambiente, como a solar e a eólica, mas que ainda são muito caras para serem usadas em larga escala?
Já percebeu o paradoxo? Se existem maneiras de diminuir o impacto humano na natureza, os custos são proibitivos, mas se continuarmos utilizando os meios "tradicionais" estaremos caminhando a passos largos para o cadafalso. Vale a pena economizar dinheiro num momento como esse que estamos vivendo, e colocar em risco a sobrevivência da espécie humana? Até alguns dias atrás, parece que valia. George W. Bush que o diga...
Alguns de vocês talvez tenham parado pra pensar naquelas perguntas que fiz sobre o banho, condução para o trabalho e sobre construções e fizeram correlações com outros fatores, que entrariam num cálculo complexo de custo-benefício. Por exemplo, o banho. A água que sai de sua caixa d`água foi tratada com vários componentes químicos. Componentes estes que estão sendo cada vez mais utilizados porque a água captada pela companhia de saneamento tem sua qualidade comprometida dia após dia, quer seja pelo despejo de dejetos não tratados nos rios que abastecem a rede, quer seja pela ocupação desordenada de mananciais, enfim, basta saber que o custo para o tratamento da água aumenta em relação direta com a piora da qualidade que ela apresenta ao chegar na estação de tratamento.
Os compostos químicos que são utilizados para o tratamento da água do seu banho são produzidos em indústrias, que com o aumento da demanda por esses produtos, aumentam sua produção. Ao fazer isso, aumentam a quantidade de dejetos lançados na atmosfera e aumentam o consumo de energia elétrica para a realização do processo de produção.
Ao aumentar a demanda de energia elétrica, as indústrias forçam a criação de novas unidades de geração de energia, quer seja ela hidroelétrica, termoelétrica, nuclear etc. Cada uma dessas usinas geradoras de energia realizam um tipo de impacto ambiental típico.
Ou seja, a partir do seu banho, foi possível avaliar o tamanho do impacto que uma ação simples como essa pode gerar. Amplie isso para todas as tarefas cotidianas realizadas apenas dentro da sua casa e imagine o impacto que apenas a sua família gera.
Deu pra notar o tamanho da encrenca, né? Assim, eu pediria apenas uma coisa: avalie suas atitudes, diminua seu tempo de banho e aproveite melhor a luz do sol, evitando acender desnecessariamente lâmpadas, cobre que seja feita a separação do lixo no seu condomínio. Use menos seu carro, mas se for usá-lo, verifique se não há a possibilidade de dar carona a outras pessoas que estão indo para a mesma direção que você. Consuma menos produtos embalados, dando maior preferência para produtos naturais. Compre somente aquilo que for necessário, evitando excessos consumistas.
Esse discurso está muito parecido com o que aparece nos créditos finais do documentário Uma Verdade Inconveniente. De certa forma, pode-se dizer que é eco do apelo realizado pelo filme.
De qualquer forma, vale a pena o esforço para realizar aquilo que é certo e que poderá garantir a sobrevivência do Homo sapiens nesse frágil planetinha por mais alguns séculos...
Sábado, Fevereiro 17, 2007
Nada como um feriadão para poder colocar as idéias em ordem. Esse final de semana vai ser bom porque vou escrever, pelo menos, três novos posts, que serão postados em doses homeopáticas.
Não é por ter sido reprisado ontem o Globo Repórter que indica novos caminhos para a reciclagem, construções ambientalmente mais adequadas ou assuntos correlatos que resolvi botar esse aqui no ar, mas sim porque tenho pensado nisso sistematicamente nos últimos dias.
O que vocês mais tem escutado nas últimas semanas é relativo ao relatório da ONU sobre o excesso de CO2 emitido pela atividade industrial, pela destruição de florestas ou outras fontes emissoras resultantes de atividades humanas, causando o efeito estufa.
Muito bem, se é a atividade humana que vem causando o problema, uma das soluções passa pela redução do tamanho da população. Já ultrapassamos a marca de 6 bilhões de bocas, exaurindo os recursos naturais do planeta, renováveis ou não. Pra piorar, muitas das novas bocas que nascem dia após dia são de famílias pobres ignorantes no tocante ao planejamento familiar, quer seja pela falta de condições dignas, ou pela adoção de políticas claramente assistencialistas de seus governos, caso do Brasil. Aumentando o número de habitantes com consciência ambiental zero, pouco estudo e cultura, aumentam ainda mais os problemas relativos às catástrofes naturais, pois essas pessoas tendem a se mudar para grandes centros urbanos em busca de melhores oportunidades de emprego, e acabam ocupando áreas inadequadas para moradia, áreas de mananciais de água e outros pontos críticos para a manutenção básica de necessidades de grandes cidades.
Não vou extrapolar e comentar casos como Índia e China, pois se já é complicado acertar nossos erros internos, que dizer de meter o bedelho nos erros de outros países.
Voltando ao assunto, seria o caso de se estudar o uso de métodos contraceptivos eficientes em comunidades carentes, visando diminuir a população mais pobre através de procedimentos cirúrgicos adequados (vasectomia e/ou laqueadura) e não usando os tradicionais métodos como a camisinha ou pílula. O sucesso desse procedimento poderia ser notado em menos de uma geração. Segundo os autores do livro Freakonomics, a legalização do aborto na década de 70 ajudou a diminuir o número de crimes em Nova York nos dias atuais, pois evitou o nascimento de muitas pessoas que seriam marginalizadas pela sociedade e que, conseqüentemente, cometeriam crimes quando se tornassem adultas. Além de combatermos um problema social, estaremos também contribuindo para a diminuição de problemas ambientais. Quero frisar e deixar muito claro que não defendo isso como uma maneira de limpeza social, uma vez que a idéia que exponho aqui é a da diminuição populacional. Uma vez que a população menos favorecida diminui seu tamanho, mais fácil se torna a adoção de políticas de educação e saúde para essas pessoas. Como conseqüência disso, essa parcela da população tenderá a ter melhores condições de especializar sua mão-de-obra e melhorar suas condições de vida.
Outra maneira para auxiliar na diminuição do número de habitantes é a redução de incentivos para famílias com mais de dois filhos. Estabelece-se um prazo e a partir dele podem ser criadas taxas e impostos para diminuir o tamanho das famílias. E não devem ser criados mais programas como o famigerado Bolsa Família, que incentiva os mais pobres a se encostarem nas tetas do governo e aumenta o problema, ao invés de solucioná-lo.
Pode parecer uma alternativa um tanto quanto radical, mas se você trouxer algo que contribua para a discussão do problema, muito bem. Mas não esqueça que, com o aumento da expectativa de vida em todo mundo, girando atualmente em torno dos 65 anos, ainda estamos longe do equilíbrio natural entre nascimentos e mortes. Em se tratando de manutenção da espécie, não me parece tão radical assim.
Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007
Pessoal,
Em contraponto ao post fútil de ontem, venho pedir hoje para que vocês tomem uma atitude cidadã: escrevam um e-mail para o seu deputado federal pedindo urgência na mudança do código penal.
É lamentável saber que foi necessária a morte absurdamente violenta de uma criança de 6 anos para que o Fantástico e outros programas de TV resolvessem pedir a reflexão sobre o momento em que vivemos. Não foi o primeiro crime covarde e vil cometido por marginais nesse país. Exemplos de violência encontramos todos os dias na mídia em geral.
Mas se não tomarmos atitudes cabíveis e necessárias HOJE, pode ser seu filho ou um parente próximo que poderá vir a sofrer com a truculência impune dos marginais à solta.
Não custa nada, é apenas o tempo necessário para, no mínimo, redigir apenas uma frase e enviar aos parlamentares: MODERNIZAÇÃO DO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO JÁ!
Domingo, Fevereiro 11, 2007
Bem amigos, mais uma vez o autor da casa está com problemas para escrever com maior freqüência. Eu até tinha algumas idéias para posts tipicamente 'eradouradianos', onde eu resmungo, resmungo, resmungo e encho o saco de quem lê. Quer saber? Vou botar os neurônios aqui pra funcionar e tentar execrar aquilo que assim deve ser tratado, segundo meu ponto de vista, claro.
Sobre as chamadas pra assistir à Xuxa Gêmeas: chega a ser constrangedor o depoimento de algumas das pessoas que foram escolhidas após a sessão, dizendo que vale a pena, que é divertido, uma ótima pedida, blá, blá, blá. Beira o ridículo. Qualquer pessoa em sã consciência SABE que os filmes da Xuxa são um acinte à inteligência e ao bom gosto. Mas ainda assim existe uma legião de retardados (entre mães, pais e filhos) que não se incomoda de deixar dinheiro nas bilheterias, justificando a produção de um novo filme para as férias de verão do ano seguinte. Na minha opinião, Maria da Graça Xuxa Meneghel é um câncer e, como todo câncer, deve ser combatido.
Mas em se tratando de cultura popular brasileira, o que mais se prolifera nos meios de comunicação de massa são esses tipinhos de câncer, quer seja na televisão com Luciano Huck ou Luciana Gimenez, quer seja na música, com Pity e Calypso. Não é à toa que fico cada vez mais feliz ao pegar um cd nacional antigo da minha estante e notar que, passados 'x' anos, aquilo ainda guarda uma qualidade que atualmente raras bandas e cantores conseguem alcançar. Ao mesmo tempo, lamento pela falta de originalidade e, lógicamente, de qualidade das produções musicais de hoje em dia. Nem mesmo as bandas mais antigas estão conseguindo manter um nível razoável, e se vêem obrigadas a revisitar os bons tempos através de versões acústicas para continuar na mídia, ou então na tentativa de cativar uma nova audiência, cada vez mais voraz por coisas novas, sem se preocupar se é algo bom. Basta ver a propagação de clones do Charlie Brown Jr no final da década de 90 e as bandas emo atuais, que brotam aos montes do esgoto.
Ainda assim é preciso manter o otimismo, afinal fases negras nada mais são do que períodos onde novidades estão sendo orquestradas e, espera-se, em breve modifiquem o status quo para melhor.
Mudando de assunto: a promoção do novo template vai ter em breve o detalhamento dos brindes.
Segunda-feira, Janeiro 29, 2007
Caríssimos, venho mui humildemente pedir escusas pela falta de novidades nesse vosso querido blog, uma vez que meu tempo para realizar as devidas postagens ultimamente se apresenta demasiado curto. Nos últimos dias estive ocupado em virtude de um vindouro concurso público, para o qual carrego esperanças de ser aprovado, haja vista as condições de emprego nesse país onde vivemos. Porém, todavia, contudo e entretanto, chega de rebuscar demais a linguagem. É isso aí! Vamos parar com essa frescura de falar tudo certinho, com os ésses e érres todos bem pronunciadinhos, que isso é coisa de frutinha.
O papo que eu queria levar com vocês durante a semana passada ia de xingamentos a seres nojentos e repulsivos, como o tal do Armandinho, passando por discussões sobre a sucessão na presidência da Câmara dos Deputados, mais um pouco de aquecimento global e algumas futilidades. E por falar em futilidades, nada mais fútil e inútil que o tal "Mundo da Muóda", como diria nosso amigo Angeli. Essa frescura de SPFW deu no saco. Se alguém conseguir me convencer de que eventos desse tipo são necessários, capitularei.
Enquanto isso não acontece, veremos nos primeiros minutos desse vídeo da saudosa TV Pirata o que é moda pra quem não pisa na chapinha, nem dá a ré no kibe, muito menos joga água fora da bacia.
Salut!
Domingo, Janeiro 21, 2007
O que eu tenho a falar sobre...
Sábado, Janeiro 13, 2007
Não sei quem aqui chegou a assistir ao filme/documentário Uma Verdade Inconveniente. Fiz isso durante a semana que passou. Admito que muito do que foi dito no filme pelo senhor Al Gore já faz parte do meu dia-a-dia, que tenho consciência de todos os malefícios que nosso cotidiano vem trazendo para o meio ambiente e como deveríamos nos portar para diminuir os efeitos nocivos que a vida moderna produz. Ainda assim, alguns dados e informações são extremamente bem apresentados, fazendo com que aqueles que estão um tanto quanto alienados em relação às questões ambientais se sintam impelidos a, ao menos, repensar suas atitudes. Esse é o grande trunfo do filme, que nos coloca frente a frente com as mazelas causadas por uma sociedade de consumo desenfreado e que está se auto-destruindo de uma maneira melancólica.
Se 2006 foi o ano marcado pelo despertar definitivo da raça humana para uma iminente extinção de boa parte da biosfera, 2007 poderá ser marcado (benza Deus) pelo arregaçar das mangas e início do processo de reversão desse quadro. Ainda há tempo hábil para isso e, mesmo sabendo da morosidade de autoridades mundiais para a tomada de atitudes mais efetivas, eficazes e eficientes para a busca de soluções viáveis, não vejo motivos ainda para fatalismos ou anúncios do fim da raça humana.
Há quase dois anos atrás, em dezembro de 2004, minha postura era diferente. Eu não tinha esperanças de que as pessoas tomariam consciência do tamanho do problema e que seriam criadas ou descobertas maneiras de minimizar o impacto de nossa passagem pelo planeta. A única certeza que eu tinha era de que, independente do grau de destruição que pudéssemos causar, a Mãe Natureza teria mecanismos para se recompor. Hoje, em função de várias informações que obtive, acredito que estamos no caminho para a mudança.
Ainda que lentamente, muitos líderes mundiais estão percebendo que os alertas dados por cientistas desde, pasmem! a década de 70, são reais e mais perigosos do que muitos querem admitir. Mesmo dentro do quintal do senhor George "Alfred E. Newman" W. Bush já tem gente mexendo os pauzinhos para que o Protocolo de Kyoto seja cumprido. No próprio filme, Al Gore demonstra isso. Até mesmo os egoístas e egocêntricos norte-americanos estão percebendo o quanto seu país está contribuindo para a piora da qualidade de vida no mundo.
Se até os ianques estão começando a ficar preocupados, percebe-se que o tamanho do buraco é grande. Mas temos condições de tapá-lo.
E, assim que puder, assista ao documentário. Aprenda mais sobre o que está acontecendo com o mundo onde você vive e procure modificar suas atitudes para que a sua parte seja feita, no sentido de reverter o problema.
Lembre-se: a Terra ainda é o único planeta habitado por vida inteligente que nós conhecemos. Usemos nossa inteligência para manter o nosso lar habitável para nossa espécie e todas as demais das quais dependemos.
Sábado, Janeiro 06, 2007
Imagino que estavam cansados de olhar a cara da Simony toda vez que abriam isso aqui, certo? Seus problemas acabaram! Post novo, meus amigos!
Tomei uma resolução essa semana. A Panini fez um excelente trabalho publicando grandes clássicos da DC em 2006. Para que isso continue esse ano, vou enviar uma sugestão para eles: republicar O Messias, HQ que saiu em no Brasil no final da década de 80, como parte das comemorações do 50º aniversário de criação do Homem Morcego.
Guardadas as devidas proporções, é uma história clássica, mas pouco lembrada pelos fãs. Com elementos excelentes, uma violência crua e a demonstração de um Batman fragilizado, O Messias não deveria ter sido apagada da memória dos leitores e ainda não mereceu um tratamento que outras histórias receberam. Tem como único defeito, mas ainda assim pequeno, a presença de Jason Todd, o segundo Robin. Nem o erro de impressão da 4ª parte, cometido pela Abril na época, compromete a leitura.
Para quem não leu, vale o aviso: dificilmente você verá um Batman tão humano quanto nessa minissérie, chegando ao ponto de... Rá! Até parece que eu vou contar alguma coisa... Não sou do tipo que fica propagando spoilers, mesmo de histórias antigas. Caso a Panini não aceite a sugestão de republicar o material, corra para um sebo. É muito difícil de encontrar as quatro edições da história (ao menos aqui em Curitiba), mas vale a pena.

Quinta-feira, Dezembro 28, 2006

Sábado, Dezembro 23, 2006
Fiquei devendo, no post com aberturas de desenhos, uma versão melhorzinha para a do Duck Tales. Felizmente encontrei a versão em português! Pra quem curtia, taí:
Sexta-feira, Dezembro 22, 2006
Já perceberam como a indústria cinematográfica se aproveita da benevolência dos seus fãs? É quase a mesma babaquice que o Governo Federal faz com o povo brasileiro! Tá bom, tá bom... Nem tanto.
A cada lançamento de um novo filme de franquias de sucesso, os anteriores ganham versões estendidas, deixando um belo rombo no bolso daqueles que gostam de ter sob sua posse tudo referente aos filmes em questão. É versão do diretor pra cá, versão sem cortes pra lá; e aos fãs sempre são apresentadas razões para esvaziar os cofrinhos e deixar seu rico dinheirinho no bolso das distribuidoras e estúdios de cinema. Esse problema fica ainda maior para os moradores dessa zorra chamada Brasil, pois aqui tem distribuidora que nem se dá ao trabalho de lançar as melhores versões de alguns filmes. Ou então, quando o fazem, cobram os olhos da cara e mais o seu rim esquerdo.
A solução às vezes está em esperar que esses filmes encalhem e seus preços caiam. Um exemplo é o box da trilogia Indiana Jones. Hoje você vai pagar menos pelos 4 DVD's e terá em sua estante a mesma qualidade que o fã mais afobado, e que comprou o box na data de seu lançamento, tem.
A mesma coisa tem acontecido com algumas edições de histórias em quadrinhos. A saga Silêncio, que não foi nenhum primor em termos de roteiro, mas que tem sua arte como pomo de discórdia entre muitos leitores, ganhou uma edição encadernada. Nos EUA saiu uma edição comemorativa do grande clássico Cavaleiro das Trevas, em um tijolaço que a Panini promete lançar aqui também. Só que se nos EUA o preço era algo em torno de US$ 100,00, imagina o preço disso por aqui.
Como se não bastasse ser fã de filmes e quadrinhos, agora tenho que virar milionário pra poder acompanhar quase todas as Versões "definitivas" que saem no mercado. Eita!
PS: Serão bem vindas quaisquer doações em dinheiro para que o sr. Rodrigo, ou seja, eu mesmo, compre muitos presentes nerds para uso próprio.
Quinta-feira, Dezembro 14, 2006
Mais uma vez colocaram nariz de palhaço nas nossas fuças.
Parabéns ao Congresso e ao Senado.
Onde está a revolta de quem ganhará R$ 375,00? O povo brasileiro é realmente um rebanho fácil de conduzir...
Domingo, Dezembro 10, 2006
Dando um tempinho nessa fase de escrever só bobagens e futilidades, ainda que isso seja melhor do que fazer vocês aturarem meu mau humor, essa notícia eu gostaria de compartilhar: Renda da classe média cai 46%
Não me interessa se é desde o governo incompetente do FHC. Não me interessa se tem gente da classe baixa se beneficiando da atual conjuntura econômica. Isso é até obrigação desse governozinho pseudo-socialista que assumiu o poder em 2003. Me interessa saber por quê os ricos não são obrigados a entrar no rachão do bolo. Isso sim, é problema. É o tipo de notícia que tira o humor de qualquer um.
Segunda-feira, Dezembro 04, 2006
Hora de dar uma espanada no sótão e tirar de lá boas memórias. Com vocês, Back To The 80's:
Quando você queria ouvir sua música preferida, ligava pra rádio e pedia pra que ela fosse tocada. E se você fosse um daqueles que queria botar essa música pra tocar na "festinha americana" do final de semana, mas não tinha grana pra comprar o K7 ou o vinil (que eram caros pra caray), colocava uma fita virgem no deck e, com os dedos grudados nos botões "rec" e "pause", esperava ela tocar. E, só de sacanagem, o disc-jóquei mandava a vinheta da rádio no meio da música, estragando seus planos.
Quando chegavam as férias de verão, você ia para o cinema assistir o novo filme dos Trapalhões e depois se empanturrar de sorvete. Pelo menos comigo era assim...
No início da década de 80, quando minha mãe ia para o centro de Curitiba, me deixava no "estacionamento de crianças", situado no Bondinho da XV, onde as "tias" ensinavam a gente a usar o giz branco, a fazer colagens, a pintar com guache, a criar arte. Mesmo que fosse tosca. E a tarde passava tão rápido que nem dava vontade de sair de lá.
A melhor brincadeira era colocar a roupa do super-herói favorito e transformar a turma da rua em Superamigos. Pena que minha máscara de Batman tenha sido detonada. Ainda assim, eu me divertia muito. E quando a roupa do Batman não serviu mais, eu ganhei um kit dos CHiP'S, com direito a Ray-Ban de plástico e bloco de multas. Era subir na BMX Pantera e virar patrulheiro.
Eu não tive um Atari, nem um Dactar, muito menos um Odyssey (esse era pra quem tinha grana). Eu tinha um Supergame CCE, cujo jogo brinde, aquele que acompanhava o console, se chamava Mr. Postman - O Carteiro. No primeiro dia que o videogame chegou em casa, passamos horas e mais horas (pai, mãe, eu e meu irmão Diego) tentando chegar o mais longe possível. E o joguinho era enjoado e difícil pra caramba. Deu trabalho chegar na "Cidade do Silêncio". Mas nada supera Enduro, Pitfall, River Raid e Pac Man no quesito games mais populares dos anos 80.
Meu primeiro disco de rock chegou no ano de 1985. Tinha um "Submarino Atômico" na capa e as fotos dos 4 integrantes da banda. "Nós vamos invadir sua praia" foi o hit daquele verão. Precisa falar o nome da banda? Só lamento nunca ter ganhado o primeiro disco da Blitz, aquele com faixas censuradas e riscadas com prego(!). Droga... =/
Diversão nos finais de semana era assistir Disneylândia no sábado de manhã (me corrijam se eu estiver errado) e Domingo no Parque no domingo, oras! Isso além de juntar todos os primos pra tomar gasosa Cini gengibirra. Refrigerante era só nos finais de semana e Coca-cola, só nos aniversários.
Dentre os melhores brinquedos que eu tinha: o kit de Hering-Hast (um jogo de peças de encaixar, estilo Lego), o kit do Pequeno Engenheiro com suas peças de madeira e, clássico dos clássicos, o Playmobil. Infelizmente os "hominhos" do Playmobil morreram no cumprimento do dever. Já meus bonecos dos Comandos em Ação ainda estão operantes e inteiraços. Pelo menos para brinquedos com quase 20 anos.
Além disso tudo, haviam também os desenhos excelentes da década. Encontrei um link no Omelete que leva a um blog com várias aberturas de desenhos. Aqui eu vou colocar a lista dos meus preferidos. Não tive saco pra procurar a versão nacional dessas aberturas, então fiquei com as originais. Em alguns casos, como na abertura de He-Man, dá pra perceber que a escolha de vozes para a dublagem nacionais supera de longe as vozes originais.
Centurions
Os Defensores da Terra
Ducktales (esse está com a qualidade ruim)
Caverna do Dragão
Flash Gordon (desse lembro pouco, mas sei que era um dos meus preferidos no início dos 80)
GoBots (primos pobres dos Transformers)
He-Man (original, em inglês)
He-Man (abertura brazuca)
Comandos em Ação
Ursinhos Gummi
Jayce e os Guerreiros Relâmpago (nomezinho escroto que deram pra esse desenho no Brasil...)
Jem (não era grande coisa, mas vale pela curiosidade. Você deve ter assistido, mas não lembrava... hehehehe)
Mask (junto com Defensores da Terra e Pole Position, era um dos melhores do programa da Mara Maravilha)
Pole Position
Caça-Fantasmas
Silverhawks (Thundercats genérico)
Thundercats (ainda hoje uma das animações mais elaboradas)
Transformers (a abertura é horrível, mas o desenho - e os brinquedos - eram show de bola)
Thundarr, o bárbaro (Ariel! Ucla! Vaaaaaamooooos!)
A lista com mais desenhos você encontra no blog gringo IZ Reloaded. Dá uma passada se quiser viajar ainda mais no túnel do tempo.
E, para fechar o post, uma frase off-topic seguindo a linha "cafa" atualmente em voga neste blog, para as garotas que por aqui passam:
Segunda-feira, Novembro 27, 2006
A notícia da morte de Jece Valadão não me causou profunda tristeza, mas ainda assim, por toda sua contribuição para a dramaturgia nacional, cabe aqui uma homenagem ao maior cafajeste do Brasil.
Quinta-feira, Novembro 23, 2006
Blog é uma coisa engraçada, mesmo. Neguinho vai, escreve o que quer, o pessoal comenta e se alguém critica, o dono fica ofendido. Ah, vai se catar... Tem aqueles que saem com classe da discussão, respeitam o ponto de vista alheio e seguem em frente. Agora, os que ficam trocando farpas pelos comentários com seus leitores precisam procurar terapia. Eu deixei de comentar os comentários (credo) pra não parecer que cada linha escrita aqui precisa de uma justificativa plausível e aceitável. Demorou algum tempo, mas hoje eu lembro de quando eu também tinha meus pitis por causa de comentários e dou risada. Pode-se dizer que liguei o "foda-se" e sou muito mais feliz com esse espaço.
Aproveitando, vou me retratar e colocar aqui os seis pecados/segredos que o Marlo me "desafiou" a relatar. Afinal, quem tiver teto que não seja de vidro que atire o primeiro matacão*.
1 - Meu primeiro porre - e entenda-se como porre a seqüência completa, que vai desde o primeiro gole até a saída do hospital após uma bela injeção de glicose na veia - foi aos 8 anos de idade. Não pude sentir nem cheiro de vodka por muitos anos...
2 - Até meus sete anos, morávamos em uma casa cujo quintal abrigava uma criação de galinhas e um pequeno pomar. Como é comum, alguns pintinhos morriam de causas naturais antes de chegarem à idade de frango (ou galinha, conforme o caso). Às vezes eu desenterrava um desses cadáveres galináceos e saía correndo atrás do meu irmão, três anos e alguns meses mais novo que eu, e que morria de medo disso. Arrependo-me por não aprontado com ele coisa pior, afinal irmão mais velho tem a obrigação de manter o coração dos mais novos aterrorizado. Sempre.
3 - Na década de 80, quando a inflação era algo absurdo e as compras do mês eram compras do mês (entendeu?), meus pais e meus tios iam ao mercado juntos. Meus primos, eu e meus irmãos ficávamos zanzando pelo Carrefour até o período de compras acabar. Naquele tempo, nas embalagens de iogurte traziam brindes, como animais em miniaturas de plástico. Em frente aos refrigeradores tinha uma casinha que a Chambourcy (desenterrei essa, hein) havia montado. Entrávamos nela, retirávamos os bichos das embalagens de iogurte, e as devolvíamos para a gôndola. Com a maior cara de pau...
4 - Comecei a colecionar histórias em quadrinhos de super-heróis em 1991. Antes disso, muita coisa bacana já havia sido publicada e eu precisava recorrer a sebos para encontrar edições antigas. Nem sempre a grana era suficiente. E no inverno as roupas eram excelentes esconderijos pra revistas afanadas... Acho que esse é o pecado mais recorrente entre os "amaldiçoados" por essa corrente. Ê bando de pobre! Hehehehehe...
5 - Certa vez, no trânsito, resolvi carcar a mão na buzina em protesto a uma fechada que levei de uma caminhonete. Esta parou no meio da avenida e dela desceram três filhinhos de papai que não gostaram da chamada de atenção e partiram pra cima do meu querido Monza (saudades desse carrinho), chutando a porta. Por sorte não aconteceram amassados nem arranhões severos ao carro. Apenas meu orgulho foi ferido. Dias depois, estávamos meu amigo Neto e eu no bom e velho Monza, andando pela mesma região onde o ocorreu o evento acima. Porém o Neto carregava uma réplica de pistola consigo naquela noite (não me pergunte a razão). Ao reparar que a caminhonete estava ao meu lado, contei o fato para meu amigo que tirou a cabeça pra fora do carro e começou a puxar briga com os playboyzinhos. Quando eles resolveram encarar, o Neto apontou a pistola pra cara do motorista da caminhonete, que arrancou desesperado. Aproveitei e fui atrás dos imbecis, em uma perseguição que durou o suficiente para que os babacas nunca mais dessem uma de fodões. Ao menos com alguém andando de Monza. Hahahahhaha... Nunca me diverti tanto por tão pouco.
6 - Pra fechar com chave de ouro, uma canalhice. Anos atrás, conheci uma menina na formatura de um amigo. Percebi que ela estava dando muito mole. Na noite seguinte, no baile, resolvi sair mais cedo do lugar e levá-la pra dar uma voltinha "inocente". Papo vai, papo vem, mão boba aqui, mão boba ali, ela disse que só iria rolar algo mais se eu a pedisse em namoro. Sem pensar duas vezes, fiz o pedido ali mesmo. Foi o namoro mais curto da minha vida...
Até tentei garimpar coisas mais relevantes ou picantes, mas esse é um blog de família. Tem criança lendo e pornografia não cai bem por aqui... Heheheh...
Repasso a maldição pra qualquer um que gostou da brincadeira e quer compartilhar conosco seus podres.
*Matacão: pra quem não conhece, grande bloco de rocha maciça.
Segunda-feira, Novembro 20, 2006
Passou-se uma semana (e que semana), a casa está em desordem - muito pra escrever e pouca paciência pra tanto. De lá pra cá fui "amaldiçoado" pelo Marlo, finalmente comprei a edição nº1 da Rolling Stone brasileira, não agüentei a curiosidade e li DC: A Nova Fronteira Volume 2 sem ter comprado o Volume 1 e me acalmei em relação à sede de sangue nerd xiita.
Antes de qualquer coisa, vou dar o bolo no Marlo. Se eu resolver colocar aqui 6 defeitos/pecados meus, a casa cai. Já me basta essa fama de ranzinza e reclamão adquirida pelos posts mal humorados. Não quero uma horda de gente comentando o quanto eu sou mau...
Em segundo lugar: vale cada centavo a edição brazuca da RS. O único incômodo é o formato da publicação, que poderia ser menor. E de repente até poderia ajudar a reduzir ainda mais o preço já justíssimo e acertado da publicação. Trema nas pernas BIZZ, trema nas pernas. Além de música e cultura pop, as páginas com conteúdos políticos estão bem dosadas. Informa sem ser chata. Uma revista que tem muito mais pontos a favor do que contra e que merece votos de vida longa e próspera.
DC: A Nova Fronteira Volume 2 é uma daquelas HQ's que te fazem sorrir de orelha a orelha. Mesmo não sabendo o início da história, dá pra saber que o final vai agradar a todo mundo que ficou extasiado com o Volume 1. Nota dez para os desenhos, que retratam com fidelidade a arte da Era de Prata. Em certos momentos é muito melhor do que aquilo que estamos acostumados hoje em dia, com heróis hiper musculosos em uniformes colantes revelando anatomias perfeitas. Se na década de 90 o grande clássico da DC foi O Reino do Amanhã, a primeira década do século XXI já tem o seu. Nessas horas os marvecos devem roer os próprios cotovelos, pois a "Casa das Idéias" não consegue emplacar grandes obras com tanta desenvoltura como a DC. Pena que esse tipo de evento (grande roteiro e grande arte) acontece com menor freqüência do que gostaríamos...
Segunda-feira, Novembro 13, 2006
Voltando a falar em U2: por que não foi lançado o DVD com os clipes da coletânea Best of 1980-1990, como foi feito com o Best of 1990-2000? Não lembro de ter visto em lugar nenhum esse DVD, que seria menos vergonhoso (e muito mais interessante) que a atual coletânea em CD, que será lançada no dia 20 de novembro do corrente ano.
Domingo, Novembro 12, 2006
Saiu o trailer de Homem Aranha 3! Ooooooooh! "Fodástico!" dizem uns, "Sensacional!" exclamam outros, "2007 tá longe!" reclamam os fãs.
Quer saber? Pro inferno com essas adaptações de quadrinhos pro cinema. Pra mim, encheu o saco. Não fico mais contando os dias para a estréia desse ou daquele filme.
Me chamem de herege, de babaca, do que quiserem, mas essa babação de ovo em cima de filmes do super-heróis começou a me irritar.
"Ah, porque X3 é melhor que Superman Returns, com o pé nas costas"
"Batman Begins não chega nem perto de Homem Aranha 2"
"Marvel dá de dez na DC em termos de cinema"
Sei lá... Chega uma hora que dá vontade de empurrar imbecis que ficam perdendo tempo em tópicos na internet sobre X é melhor que Y em uma fossa e jogar concreto em cima. Bando de infelizes. Principalmente os manés que infestam blogs como o Melhores do Mundo. Os donos daquele blog "ateiam fogo em terreno baldio e saem correndo", deixando os idiotas que levam quadrinhos mais a sério do que suas vidas discutindo sobre o post. Nessas horas sinto uma inveja descarada daqueles filhos-da-mãe, pois eles sabem mexer com o brio dos virgens espinhentos.
Mas chega uma hora que esse tipo de coisa perde a graça. A diversão que envolve filmes desse gênero diminuiu pra mim, ao perceber que tem gente que realmente leva a sério esse negócio de ser nerd, que não percebe que a vida no mundo real está passando e que o tempo perdido em cima de um mangá ou jogo eletrônico não volta mais.
Num ímpeto de mafioso à moda antiga, eu colocaria esse bando de nerds imbecis, juntamente com a Regina Casé, Luana Piovani, Dado Dolabela, Lulla e seus asseclas, mulheres/homens que não respeitam o mandamento de não cobiçar a mulher/homem do próximo etc. pra dormir com os peixes, usando sapato de concreto. Mas, como em breve nem lugar pra isso no mundo real vai existir, deixo essa opção para os meus devaneios...
Quinta-feira, Novembro 09, 2006
Acabo de ler no Omelete sobre a próxima coletânea do U2. Cheiro de caça-níquel no ar, pois não há motivo racional pra comprar o CD, a não ser que você seja o fã mais xiita do grupo. Desnecessário e irrelevante para a carreira da banda, principlamente porque o grupo não está em decadência. Pra piorar, a foto da capa não condiz com a seleção musical.
Lamentável...
Segunda-feira, Novembro 06, 2006
Essa é do fundo do baú. Sempre curti a música, quer seja pela letra, melancólia e belíssima, quer seja pela melodia, belíssima e melancólica. Efeito Tostines... Porém tudo fica ainda mais sublime com a presença de Helena Christensen no vídeo.
Sexta-feira, Novembro 03, 2006
Não sou do tipo que curte comemorar aniversários. Nessa época, me sinto meio ¿Urtigão¿ e prefiro deixar passar em branco a data. Ainda não sei ao certo o motivo disso. Ou sei, mas prefiro fazer de conta que não.
Assim sendo, me dei de presente essa semana uma enxurrada de revistas em quadrinhos, mas percebo a cada edição lida que minha vontade em continuar acompanhando essas obras diminui. Por ter aumentado, e muito, meu senso crítico em relação aos roteiros, fica cada vez mais complicado sentir prazer ao ler quadrinhos. Já não acompanho as revistas mensais por duas razões: preço e qualidade.
Passo, então, a comprar apenas mínis que ouço falar ou leio em algum lugar aqui na internet. Daí começam problemas, em maior ou menor grau, por não acompanhar de perto a cronologia de alguns personagens, pois podem acontecer citações de fatos ocorridos nas revistas mensais e que ajudariam a compreender melhor o que acontece na minissérie.
Outra coisa irritante nas mínis é o fato da editora atrelar eventos em várias revistas, obrigando o leitor a adquirir material que não faz parte da sua previsão. Entendo que isso é importante para a formação e novos leitores e/ou criar o interesse por outras revistas. Mas fica difícil de sentir interesse quando as histórias que estão nas publicações interligadas não têm um mínimo de qualidade.
Mas o mais decepcionante mesmo é essa praga da internet, que acelera de maneira absurda a velocidade das informações e, já de antemão, fiquei sabendo que uma das séries que teria tudo pra colocar a casa da DC abaixo, e provocar grandes e proveitosas mudanças, não passa de uma série que foi finalizada meio nas coxas, com uma conclusão difícil de engolir e conseqüências nulas ou mínimas para os heróis da editora. Malditos spoilers! Bom, maldita seja a curiosidade que faz com que os spoilers não sejam evitados...
Uma das conclusões que tiro disso tudo é que eu me daria muito bem se pudesse dar pitaco em uma ou outra história que li, onde furos graves de roteiro foram provocados mais pela pressão dos editores do que por falha dos roteiristas. Pelo menos espero que seja essa a razão para os erros que encontro. Outra conclusão: o negócio é rezar pra Pixelmedia voltar a publicar a linha Vertigo com preços acessíveis, pois geralmente as histórias dessa linha editorial são muito interessantes e bem produzidas.
Mas voltando ao pacotão de revistas que me dei de presente, entre elas está DC: A Nova Fronteira. Segurei o tempo que pude pra não gastar grana com essa revista, mas impelido por tudo que li em outros blogs, me rendi e comprei a dita.
O problema: por não ter prestado atenção quando apanhei o exemplar da prateleira, peguei o Volume 2 pensando ser o 1. No meio do caminho para casa, percebi o erro, voltei à Comic Shop (não é frescura, pois aqui em Curitiba são raríssimas as bancas que vendem quadrinhos atualmente) e perguntei se ele dispunha do Volume 1. Infelizmente a reposição dessa revista só será feita semana que vem. Haja paciência pra me segurar e não começar a ler a história do fim pro começo... A vantagem: eu sei que muito neguinho ta roxo de ansiedade para que chegue logo o Volume 2 na sua cidade... Hehehehehehe!!!
Domingo, Outubro 29, 2006
Bem amigos, é com pesar e profundo desânimo que analiso a reeleição do sapo barbudo. Teremos mais quatro anos de crescimento econômico pífio, "companheiros" incompetentes ocupando cargos importantes e mostrando que com o PT o que funciona é o ditado "aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei".
Lulla sendo reconduzido à cadeira de presidente mostra que brasileiro DEFINITIVAMENTE não liga pra ética e é vadio.
Explico, ou melhor, exponho meu ponto de vista: não liga para a ética porque fez vista grossa pra tudo de errado que aconteceu no governo petista porque acredita na máxima do "rouba, mas faz". E é vadio porque a maioria dos pobres que reelegeram o sapo barbudo o fez porque prefere receber o "Bolsa miséria", ficar coçando o saco e colocando filho no mundo.
A coisa agora é rezar pra oposição incompetente do PFL e PSDB tenha aprendido a fazer o que precisa ser feito e que o Lulla GOVERNE essa baderna chamada Brasil.
Se bem que existe a possibilidade de dar nhaca por lado do Lulla, uma vez que ele e seus "cupanheiros" continuarão sendo investigado pelas burradas cometidas. Só que isso não é algo a ser comemorado, pois eu tenho mais medo do José Alencar na presidência do que do Lulla... Ou seja: tem como ficar pior.
Segunda-feira, Outubro 23, 2006
Domingo, Outubro 15, 2006
Quinta-feira, Outubro 12, 2006
Esse todo mundo tá fazendo. A Re me indicou, depois de ter visto em outro blog. Só que não curti muito o resultado do meu teste. =/

Segunda-feira, Outubro 09, 2006
Sábado, Outubro 07, 2006
Era por volta das 07h00min da manhã quando cheguei em casa hoje. Desde as 18h00min horas de ontem eu estava participando da produção de um longa metragem, como figurante. Fazia 6 anos que eu não tinha contato com o mundinho artístico, desde minha última peça de teatro.
Mais por curiosidade do que qualquer outra coisa eu aceitei o convite para essa participação, pois tinha muita curiosidade em saber como funciona a produção de um filme. E sinceramente eu não invejo quem trabalha com cinema.
Pra mim foi a coisa mais chata do mundo. Mesmo que eu estivesse participando como ator no filme, eu ficaria aborrecido, pois a linguagem do cinema é muito mais maçante que a do teatro. No cinema você precisa repetir a mesma cena várias e várias vezes num espaço de tempo curto, diferente do teatro, onde você fará essa repetição apenas uma vez por apresentação. Assim, fica mais fácil manter o pique no teatro, o timing da cena. No cinema, a concentração e a boa vontade de toda equipe precisa ser muito maior.
E ficou muito mais fácil de perceber a razão para os custos elevadíssimos de uma produção de boa qualidade, pois se em um filme "alternativo" tem todo o trabalho que presenciei ontem, os gastos de Hollywood com suas superproduções se justificam.
Finalizando, quando eu souber que o filme estará em cartaz ou disponível para locação eu aviso. Não é sempre que se tem seu rostinho bonito viajando pelo mundo afora, em festivais de cinema, mesmo que seja pra aparecer por apenas alguns segundos.
Quarta-feira, Outubro 04, 2006
Começou mal...
Se esse tipo de apoio está sendo aceito, já começo a perceber que o discípulo não segue seu antigo mestre.
Alckmin perde apoio de Denise Frossard no Rio de Janeiro
Terça-feira, Outubro 03, 2006

Sexta-feira, Setembro 29, 2006
Admito que saí da faixa de telespectadores da MTV há uns 10 anos, mas não é possível deixar de comentar sobre o VMB desse ano. É bem verdade que não me dei ao trabalho de assistir à premiação, mas pelo que li até o momento, seria uma perda de tempo igual a ter assistido ao debate dos presidenciáveis (que também não vi).
Ao que tudo indica, a mesmice do evento reflete muito bem a atual fase pela qual a música nacional passa. Não existe uma banda lançada nos últimos seis anos que merece ser indicada como revelação, no melhor sentido da coisa. Não temos artistas preocupados em criar nada atualmente. Todos não passam de cópias pasteurizadas de bandas estrangeiras, tão medíocres quanto suas imitações nacionais, mas que fazem a alegria das gravadoras e entopem de lixo a cabeça dos adolescentes de hoje.
Quando a MTV Brasil foi ao ar, no início da década de 90, havia muita coisa boa pra ser mostrada, os VJ's tinham algum conteúdo e a programação agradava pela sua grande variedade. Será que a razão pra agradar era pelo fato de eu ser adolescente naquela época? Ou será que tinha qualidade mesmo? Infelizmente não tenho condições de responder à essas questões, mas não vejo razão nenhuma pra elogiar que a MTV brazuca coloca no ar hoje me dia.
Voltando ao VMB, fica fácil perceber que o programa foi fraco quando damos uma olhada na lista de convidados para apresentar os prêmios: Bruna Surfistinha, Fernando Vanucci, Vesgo, Sílvio e Sabrina, Tom Cavalcanti... Lamentável... Quando se chama uma puta (que se diz ex) para dividir o palco com outra (aquela do famoso vídeo espanhol) é porque tem coisa muito errada na cabeça de quem bolou o evento.
Tem coisa muito melhor pra mostrar, tem banda muito melhor pra convidar pra tocar, tem muita idéia nova pra se jogar no ar. Mas o que foi feito não passou de arroz-com-feijão, muito mal temperado.
Parece que os medíocres realmente estão tomando conta de todos os espaços importantes, no Brasil e no Mundo.
Tristes tempos esses que vivemos.
Quarta-feira, Setembro 27, 2006
Espero que todo mundo já tenha feito sua colinha para levar às urnas no domingo, sem esquecer de evitar o voto na turma do mensalão, sanguessugas e qualquer um que esteja sob investigação.
Não sei como foram os debates entre os candidatos ao cargo de governador fora do Paraná, por motivos óbvios. Mas posso dizer que o debate aqui foi gelado, sem grandes discussões - no sentido de discutir positivamente as idéias. Desde 1994, quando votei pela primeira vez, nunca me senti tão mal em um pleito.
A sensação não poderia ser pior. Para o governo do Paraná a expectativa são mais quatro anos sob a batuta do Requião, aquele que não bate bem das idéias e teve um assessor engaiolado por estar envolvido com grampos ilegais. Não faço a menor idéia em quem votar para deputado estadual, de tão ruins que são os candidatos. Para o Senado e para a Câmara Federal já tenho meus candidatos, mas não conto porque o voto é secreto...
Só posso dizer uma coisa: votar nos corruPTos, NUNCA MAIS!
Saber que o Lulla vai ficar na cadeira de presidente por mais um mandato é algo que eu esperava se ele realmente tivesse sido um bom governante. Mas ele repetiu - e piorou - muitas práticas do FHC. Você sabe bem do que estou falando. Se não sabe, por favor, se atire de um penhasco, mas antes beba uns 2 litros de cicuta. Chega de brasileiro sem memória na hora de votar.
Por mais cansativo que seja acompanhar o que acontece na política nacional, é mais do que necessário que todo mundo saiba o que está acontecendo. Essa alienação geral está reconduzindo um hipócrita ao Palácio do Planalto.
Mas podem se preparar para quatro anos terríveis. O Lulla busca se descolar da imagem do PT, que está desgastada. Ao fazer isso, o partido perde votos preciosos para conseguir uma bancada no Congresso que possa auxiliar Lulla em seu próximo mandato. Sem essa base, a solução será o Mensalão II - A Missão.
Mesmo levando a sova que levaram nos últimos anos, PSDB e PFL não vão arregaçar as mangas e fazer uma oposição forte ao governo, porque têm telhado de vidro e toda a sujeira varrida para debaixo do tapete pode vir à tona, matando politicamente ambos os partidos. Coisa que pode ter acontecido com o PT nessas eleições, mas isso só saberemos após os resultados nas urnas.
Provavelmente aquela figura nojenta do Severino Cavalcanti estará zanzando pelos corredores de Brasília, cometendo seus crimes, junto com o baixo clero da Câmara. Sem esquecer que nosso querido amigo Collor estará no Senado.
Mas o cenário pode ser ainda pior: se o escândalo do dossiê conseguir impedir que Lulla volte ao Palácio do Planalto, o povo poderá se revoltar, mesmo que o processo de impedimento de Lulla tenha sido realizado legalmente. O PT saberá usar isso a seu favor e poderá amplificar a revolta. O MST e a CUT se mobilizarão para paralisar o país. Aquele que assumir o governo federal estará com um belo abacaxi nas mãos. Ruim com o Lulla, pior sem elle... Estamos numa sinuca de bico, no mato sem cachorro, num beco sem saída, enfim, arrume sua definição para a situação e chore comigo (e com todos aqueles que esperavam um candidato decente para votar).
Quarta-feira, Setembro 20, 2006
Eu, volta e meia, encho o saco do Benett pra ele liberar algumas tiras e/ou charges para que eu publique aqui. Não sei se vocês acessam o link para a página dele, na barra ao lado, tomo a liberdade de divulgar algumas criações aqui mesmo. O cara manda muito bem, pois além de criticar com inteligência, é capaz de tirar um belo sarro da situação. Fique à vontade para clicar sobre as imagens, que estão "linkadas" à página do guri...

Domingo, Setembro 17, 2006
Crianças, hoje o negócio aqui será sério e extenso (ou um post-testamento, como diria Sérgio... heheheh). Há tempos não escrevo nada sério e estava na hora de fazer isso.

Quarta-feira, Setembro 13, 2006
Não tem o que fazer nesse momento? Está catando algo interessante na net? Quer uma dica?
Quinta-feira, Setembro 07, 2006
Coisas que fazem dizer ARGH!
Gente que se acha;
Brasil (pense o que quiser);
Falta de vergonha na cara;
Precisar de assistência técnica por telefone;
Trânsito na hora do rush quando você tem horário marcado.
Certamente existem muitas outras coisas que me fazem dizer, ou melhor, gritar ARGH! Minutos atrás, estava eu a ler o Omelete quando deparei com a notícia de que SUPER NACHOS não será lançado nos cinemas brasileiros, mas sim direto em DVD.
Pergunto: quantos filmes são lançados no Brasil diretamente em DVD e não merecem nenhuma nota a respeito, sendo alguns desses filmes melhores do que essa nhaca estrelada por Jack Black?
Pelo que notei (há algum tempo, diga-se de passagem) o pessoal do Omelete se acha muito bam-bam-bam em qualquer coisa que escreve. Por duas vezes peguei barrigas* nos textos do site e mandei e-mail para que fossem feitas as correções - afinal errar é "umano" (segundo Lula). Em nenhum dos casos recebi resposta, mesmo que automática. Os putos simplesmente disponibilizam um canal de contato e não fazem acontecer o negócio de maneira satisfatória. Acho até que já reclamei disso aqui na Era em outros tempos.
Por mim, Super Nachos pode ir direto pra latrina, pois vi o trailer que o Omelete havia disponibilizado e que, segundo eles, era divertidíssimo mas não vi a menor graça. Esses caras pagam pau pra cada um, viu... Jack Black até é bacana, fez algumas participações legais em filmes igualmente bacanas, mas lamber o chão por onde ele pisa e ainda dizer que tudo que ele faz é ótimo, com certeza faz com que eu berre ARGH!
Se o Omelete não fosse uma fonte razoável para acompanhar o que acontece nos quadrinhos, cinema e música, certamente eu já teria limado o link aqui da minha página, afinal só o que eu gosto é que é bom... (felizmente você percebeu meu tom irônico ao ler essa última parte, certo?)
Em tempo: *barrigas são textos publicados na imprensa com pequenos erros.
Terça-feira, Setembro 05, 2006
Há 60 anos nascia em Zanzibar (atualmente um pedaço da Tanzânia) um dos maiores nomes do rock mundial: Freddie Mercury. O roqueiro, responsável por shows memoráveis, faz uma falta danada no cenário musical, pois suas performances no palco eram sempre arrebatadoras e faziam com que a platéia entrasse em transe coletivo. Se você duvida, ouça a versão ao vivo de Love of My Life e depois venha discutir.
O Queen é, junto com o U2, uma das minhas bandas favoritas. Aliás, o antigo Queen, aquele que todos conhecem. Não essa formação atual, que conta com Paul Rodgers (quem?) no vocal e apenas Brian May e Roger Taylor da formação clássica (e única). Seria o mesmo que querer manter os Rolling Stones sem um de seus membros. Soa estranho uma banda com o nome Queen sem a sua "rainha" nos vocais...
Além do sucesso com o Queen, Freddie ainda lançou dois álbuns solo de sucesso (ainda que relativo). Em Mr. Bad Guy (1985) encontra-se o hit I Was Born To Love You e em Barcelona (1988), How Can I Go On, cantado com Montserrat Cabalé, cantora de ópera que o sr. Farrokh Bommi Bulsara ( seu nome de batismo) idolatrava.
Para comemorar o aniversário do grandioso cantor, siga agora para seu MP3 ou CD player, ponha pra rodar Bohemian Rhapsody no último volume e saia cantando com Freddie e sua banda: Mama mia, mama mia, mama mia let me go - Beelzebub has a devil put aside for me, for me, for meeeeeeeee!!!!

Sábado, Setembro 02, 2006
Sim! Sim!!! Siiiiim!!! Voltei, minhas crianças! Depois de um longo período sem dar as caras de maneira decente por aqui, eis um novo post! Infelizmente não encontrei nenhuma mulher pelada pra subir o Ibope, mesmo sabendo que agosto foi um mês cuja safra balzaquiana foi excelente, afinal as edições da VIP e da Playboy mostram que mulher de 30 batendo um bolão não é difícil de encontrar.
Enfim, o importante é botar as engrenagens aqui pra girar novamente.

Terça-feira, Agosto 15, 2006
Nos últimos 12 anos, três tipos de brasileiros têm lucrado com os governos:
1º - Os banqueiros
Nunca os lucros obtidos por bancos foram tão bons no Brasil (queria saber quantas mega-senas eu preciso ganhar pra abri o meu)
2º - Os políticos
Nunca a corrupção foi tão aberta e tão impune quanto nos dias de hoje (eu ainda saio candidato à alguma coisa)
3º - Os chargistas
Bom, esses estão fodidos como todo mundo, mas pelo menos têm sua profissão facilitada pelos FDP's dos políticos corruptos.

Terça-feira, Agosto 08, 2006

Sexta-feira, Agosto 04, 2006
Mais uma vez André Dahmer nos presenteia com um pensamento verdadeiro, honesto e certeiro:

Quinta-feira, Agosto 03, 2006
Momento Túnel do Tempo (pra variar)
Essa saiu do ano de 1987, quando o pequeno Rodrigo contava 12 anos de vida, era um moleque serelepe e adorava revistinhas em quadrinhos do Pato Donald, principalmente pela alta identificação com o personagem de Walt Disney.
Na época, todos os meses chegava um pacote na casa do pequeno Rodrigo, com as seguintes revistas: Tio Patinhas (geralmente com ótimas histórias), Disney Especial (com temáticas variadas, em um gibi bem grosso) e 2 revistas do Pato Donald (fininhas e simples demais, até). Era uma dádiva divina ser assinante do pacote Disney na época. Porém algo perturbou essa sensação de regozijo e júbilo. Uma propaganda que constava em uma dessas revistas supracitadas! Sim, caro(a) leitor(a)! Algo capaz de fazer o pequeno Rodrigo perder o sono! Algo que faria uma revolução na vida de toda Patópolis! Algo que traria uma nova era de prosperidade! Bom, essa foi a promessa do Plano Cruzado, então esquece...
Mas o que seria tal evento? Qual a razão para o pequeno Rodrigo se sentir fora da casinha naquele momento? O que levava o mesmo a uma peregrinação quase diária até a banca de jornal mais próxima?
O evento era, nada mais, nada menos, do que O Casamento do Pato Donald!!! Sim, caríssimos! O Pato Donald iria se casar! E o pequeno Rodrigo, como bom colecionador que era, não poderia perder esse número bombástico, cujo evento parecia bom demais pra ser verdade.
Essa revista foi a primeira de uma série que a Editora Abril (aquela que um dia foi boa) trazia com eventos impossíveis de acontecer no Universo de Walt Disney, e o casamento do pato mais esquentado da família era o gancho inicial para atrair os leitores.
A primeira decepção do pequeno Rodrigo em relação à revista foi com o atraso da publicação. Por pelo menos dois meses ele esperou até que os exemplares aportassem nas bancas desde o anúncio do lançamento. Mas o pequeno Rodrigo, como muita criança da época, não sabia que podia escrever pra editora, esculachando a falta de respeito com os leitores. Se sabia, não o fez por preguiça, pois precisaria passar nos Correios, comprar selo e postar a carta, algo que dava muito trabalho pra um pequeno vadio como ele.
A segunda decepção foi perceber que o tão esperado gibi não passava de um engodo. Os eventos nele mostrado não entrariam para a cronologia do personagem, ou seja, depois de ler a história, percebe-se que tudo não passou de um sonho, aliás, pesadelo, do pobre Donald.
A terceira decepção veio com o cancelamento da série após 5 números (se não me engano), pois a brincadeira de mexer com as possibilidades absurdas de alguns personagens teve ótimos momentos - Peninha como prefeito de Patópolis foi um desses.
Ainda assim, relendo hoje a revista, pude perceber que realmente a idéia foi muito boa, pois abria espaço para os desenhistas fugirem um pouco dos padrões de uma publicação normal. Assim, o figurino e os traços dos personagens mudavam um pouco - em alguns quadrinhos mudavam muito - o que dava um ar mais moderno aos desenhos e facilitavam a identificação do leitor com a situação corrente. E nada impede que essa série seja republicada hoje, pois como personagens infantis não sofrem as mesmas agruras daqueles direcionados para o público adulto, essas histórias se tornam atemporais.
Mas como eu não sei se isso algum dia vai acontecer, só digo uma coisa:
Sexta-feira, Julho 28, 2006
Depois de Aristeu, O CARA


Quinta-feira, Julho 27, 2006

Terça-feira, Julho 25, 2006
Post de blogversário atrasado... Dia 20 do corrente mês essa bagaça aqui completou 3 anos de existência. A idéia original do blog, que no início se chamava A Era Dourada do Grotesco, era enumerar comportamentos que não condizem com pessoas civilizadas em vários níveis da sociedade. Até o momento foram 5 templates diferentes e o atual, já com o nome simplificado é de longe o melhor de todos (it's evolution, baby!).
Com minha mudança para o interior do estado, entre novembro de 2003 e março de 2005, as postagens adquiriram um teor muito diferente da proposta inicial e ficaram focadas na minha adaptação a uma nova vida. Ao retornar para Curitiba, novamente mais uma mudança na linha editorial, que por um bom tempo ficou estagnada em reclamações e alfinetadas em leitores específicos. Dei uma relida em alguns desses textos e, se eu tivesse cabelos, eles ficariam arrepiados. Quanta porcaria já foi escrita nesse tempo de vida do blog... Em agosto de 2005 houve mais uma mudança significativa por aqui, sob as "bênçãos" do BloggerMan, mas ainda com muitas postagens ranzinzas e textos pseudo-intelectuais.
Ainda há muita coisa pra melhorar e essa evolução provavelmente se dará de maneira lenta, ainda que contínua.
Não posso, claro, deixar de agradecer às visitas que a cada dia aumentam, mesmo sem os registros pertinentes dos leitores nas espinafradas, mas só o fato de ter gente vindo aqui ler o que escrevo é gratificante.
Brigaduuuu!!!
Clipes relacionados aos filmes do Homem Morcego. Razão pra colocar isso aqui? Sei lá... Deu vontade...
Segunda-feira, Julho 24, 2006
Esse ano eu cheguei a pensar seriamente em votar nulo. Não acreditava que os candidatos à Presidência mereciam meu voto, até começar a prestar mais atenção no que o senador e candidato Cristovam Buarque propõe. Agora admito que estou indeciso, mas se ele continuar com a atual linha de campanha e com um discurso consciente (e coerente), leva meu voto.
Assim que eu conseguir maiores informações sobre ele, postarei aqui.
Sábado, Julho 22, 2006
Volta e meia a criatividade dá lugar à falta de assunto. Nessas horas o negócio é encher lingüiça e escrever um post safado e sem-vergonha. Mas não tem sem-vergonha como alguns leitores, que visitam blogs alheios e deixam comentários agressivos sem se identificar (coisa ridícula se esconder atrás do anonimato). Tive esse problema no ano passado, xinguei, esperneei e a pessoa nunca mais me encheu o saco.
Porém, como alguns blogs amigos ultimamente vêm se aborrecendo com esse tipinho de gente, e existe a possibilidade de ser alguém que também lê A Era, sugiro: se ligue! Existem maneiras de se rastrear o computador de onde foram feitos os comentários...
Blogueiro não vive só de confete em relação àquilo que escreve. Os mais sensatos aceitam as críticas, desde que não venham acompanhadas de baixaria. Mas se for o caso de escrever baixaria, não seja duplamente covarde e coloque nome, e-mail e/ou outra maneira para entrar em contato, possibilitando assim a lavagem de roupa suja de maneira privada.
É bem verdade que existem maneiras de fazer a moderação dos comentários, mas isso às vezes se torna uma maneira de cercear a liberdade de quem comenta. Infelizmente parece ser um mal necessário.
A você, que não tem nada a ver com o caso, minhas desculpas.
Terça-feira, Julho 18, 2006
Lista dos parlamentares envolvidos no escândalo das sanguessugas
Vamos ficar de olho, pessoal!
Sábado, Julho 15, 2006
I Drove All Night. Diz algo a vocês? Não? É uma das minhas músicas prediletas, traz boas lembranças e com certeza muitos eventos futuros poderão ser embalados por ela. Preferencialmente na versão original, cantada por Roy Orbison, já que dentre as versões, a de Cindy Lauper ficou legal, mas original é original e ponto.
Muitos fatos na minha vida têm trilha sonora oficial. Todo mundo tem pelo menos uma música que marcou e I Drove All Night teve um papel importante no meu passado recente; sempre lembrava dessa música quando embarcava de Toledo para Curitiba... Tá certo, não era eu quem dirigia a noite toda, mas dava na mesma... hehehehe...
O clipe da versão supracitada é também um dos meus preferidos, pois a bela presença de Jennifer Connelly complementa muito bem a música, o que estraga é aquela cara de songa-monga do sr. Jason Priestley... :P Ouça e me diga se não dá vontade de botar o pé na estrada.
Quinta-feira, Julho 13, 2006
Hoje é o dia mundial do Rock, data escolhida em função do mega show beneficente Live Aid, que aconteceu simultâneamente na Europa e nos EUA em 1985. Para o bem ou para o mal, o Rock alterou o rumo de muitas coisas no mundo, após mudar a postura da juventude, que encontrou no novo gênero musical uma maneira de se expressar.
Longa vida ao Rock'n'Roll!!!
E depois de algum tempo sem encher os pacová de vocês com assunto político, vou colocar aqui uma "listinha" com nomes de parlamentares sob suspeita de ter cometido algum crime. A fonte é a revista Veja, edição 1964, de 12 de julho do corrente ano.
Selecione os nomes relativos ao seu estado, imprima essa lista e mantenha em lugar de fácil acesso para, quando chegar o dia de votar, evitar reconduzir esses senhores aos cargos que pleiteiam. Isso no caso daqueles que terão a cara de pau de pedir seu voto. Não duvide que alguns darão preferência aos bastidores, de onde poderão controlar eventuais "laranjas". Prestem também atenção nas legendas. Algumas aparecem em maior número, mostrando que investigar alguns partidos poderia ajudar na moralização da política nacional (impossível pela má vontade política, eu sei, mas sonhar não custa nada).
Paraná
Abelardo Lupion (PFL)
Airton Roveda (PPS)
Alex Canziani (PTB)
André Zacharow (PMDB)
Chico da Princesa (PL)
Dilceu Sperafico (PP)
Giacobo (PL)
José Janene (PP)
Ricardo Barros (PP)
Minas Gerais
Ademir Prates (PDT)
Aelton Freitas (PL)
Cabo Júlio (PMDB)
Eduardo Azeredo (PSDB)
Jaime Martins (PL)
João Magno (PT)
Márcio Reinaldo Moreira (PP)
Romeu Queiroz (PTB)
Vittorio Medioli (PV)
Maranhão
Albérico Filho (PMDB)
Antonio Joaquim (PSDB)
Clóvis Fecury (PFL)
Remi Trinta (PL)
Roraima
Alceste Almeida (PTB)
Romero Jucá (PMDB)
Suely Campos (PP)
Ceará
Aníbal Gomes (PMDB)
José Linhares (PP)
Marcelo Teixeira (PSDB)
Zé Gerardo (PMDB)
Mato Grosso
Antero Paes de Barros (PSDB)
Pedro Henry (PP)
Ricarte de Freitas (PTB)
Thelma de Oliveira (PSDB)
São Paulo
Antonio Carlos Pannunzio (PSDB)
Celso Russomano (PP)
Elimar Máximo Damasceno (Prona)
Ildeu Araújo (PP)
João Batista (PP)
João Herrmann Neto (PDT)
João Paulo Cunha (PT)
José Mentor (PT)
Jovino Cândido (PV)
Luiz Antonio Fleury (PTB)
Paulo Lima (PMDB)
Professor Irapuan (PP)
Professor Luizinho (PT)
Vadão Gomes (PP)
Vanderlei Assis (PP)
Vanderval Santos (PL)
Paraíba
Benjamim Maranhão (PMDB)
Enivaldo Ribeiro (PP)
Inaldo Leitão (PL)
Goiás
Carlos Alberto Leréia (PSDB)
Jovair Arantes (PTB)
Lúcia Vânia (PSDB)
Sandro Mabel (PL)
Piauí
Ciro Nogueira (PP)
Júlio César (PFL)
Mão Santa (PMDB)
Rio Grande do Sul
Darcísio Perondi (PMDB)
Eliseu Padilha (PMDB)
Érico Ribeiro (PP)
Paulo José Gouvêa (PL)
Amapá
Davi Acolumbre (PFL)
Santa Catarina
Edison Andrino (PMDB)
Leonel Pavan (PSDB)
Paulo Afonso (PMDB)
Tocantins
Eduardo Gomes (PSDB)
João Ribeiro (PL)
Osvaldo Reis (PMDB)
Ronaldo Dimas (PSDB)
Rio Grande do Norte
Garibaldi Alves Filho (PMDB)
Pernambuco
Gonzaga Patriota (PSB)
Inocêncio Oliveira (PMDB)
Bahia
Guilherme Menezes (PT)
Paulo Magalhães (PFL)
Rodolpho Tourinho (PFL)
Rio de Janeiro
Itamar Serpa (PSDB)
Julio Lopes (PP)
Laura Carneiro (PFL)
Marcelo Crivella (PRB)
Nelson Bornier (PMDB)
Sergipe
Jackson Barreto (PTB)
Pará
Jader Barbalho (PMDB)
José Priante (PMDB)
Acre
João Correia (PMDB)
Júnior Betão (PL)
Distrito Federal
Jorge Pinheiro (PL)
Tatico (PTB)
Valmir Amaral (PTB)
Mato Grosso do Sul
Juvêncio da Fonseca (PSDB)
Amazonas
Lupércio Ramos (PMDB)
Espírito Santo
Marcelino Fraga (PMDB)
Roraima
Valdir Raupp (PMDB)
Existem mais alguns deputados e senadores sendo investigados por participar da máfia dos Sangessugas, mas como esta se encontra em segredo de justiça, seus nomes não foram divulgados. Não devemos esquecer também que existem aqueles que conseguiram esconder seus crimes e não estão listados pela força que exercem dentro do Congresso, como José Sarney e ACM.
Meus parabéns ao PP, PMDB e PSDB pela quantidade de nomes aqui presentes. Mas parabéns mesmo merece a atual legislatura. Nunca tantos canalhas foram escolhidos como representantes do povo. Povo este que vota mal, não é politizado e muito menos educado.
Brasil: um país de tolos
Segunda-feira, Julho 10, 2006
Revista Playboy realiza o sonho de dez entre dez mocréias brasileiras: transformar Mariana Felicio, musa do BBB 6, em um tribufu. Bom, na verdade não chega a tanto, mas a equipe de produção da revista (principalmente maquiador e cabeleireiro) conseguiram estragar a mulher mais linda de todas as edições do BBB até agora. Com exceção de uma ou outra foto, o ensaio ficou um lixo (foto com aparelho de barbear? De novo?).
Antes que você ria da minha cara, não, eu NÃO comprei nem comprarei a revista. Dessa vez ficarei com as fotos da internet (descaradamente chupadas do Omedi), o que vai me valer uma bela economia. Se a estrela da edição foi tratada dessa maneira, imagina o resto.
A edição de julho de 2006 prova que a revista tem o dom de transformar uma mulher totalmente sem graça, como a Hortência do basquete, em algo até que razoavelmente sensual (forcei a barra...) e tornar uma mulher de corpo e rosto perfeitos em um traveco. Não é de hoje que a revista está em declínio, mas parece que o fundo do poço não é suficiente pra eles.
Quinta-feira, Julho 06, 2006
Não sei se já aconteceu com você, duvido que não, afinal todo mundo tem um pouco de egocentrismo curioso (ou seria curiosidade egocêntrica?). O negócio é que fui dar uma procurada no Google digitando meu nome. Admita: você já fez isso, pelo menos uma vez.
Pois bem, encontrei alguns homônimos, o que é chato, pois assim percebi que meu santo nome não é tão puro. Tem mais gente com bom gosto nessa terra, além dos meus pais. Heheheheh... Além dos homônimos, encontrei no topo da lista minha participação na coluna Poison On The Rocks, do Omelete, cujo assunto era o miguxês, aquele jeito de ixcreve axim, sem si preokupah se kem tah lendo vai entendeh. Nem precisa falar qual foi minha posição em relação a esse assunto. Tenho pavor de quem escreve desse jeito e detestei a idéia da Net de colocar legendas assim em alguns horário de filmes, onde se chegou ao cúmulo de trocar o "C" pelo "K" em algumas palavras, como preocupação, que virou preokupaçaum. Ficou claro que escrever em miguxês é muito mais prático e rápido...
Depois, em terceiro lugar na lista do Google (o segundo era um dos homônimos), veio uma participação minha no artigo de uma amiga jornalista, que escreveu para a revista Paradoxo um texto sobre a ditadura da beleza. Minha opinião sobre o assunto não agradou 100% das leitoras... Hehehehehe... Essa mesma amiga já tinha me entrevistado sobre medicina ortomolecular, pois fiz uso da mesma pra tentar segurar alguns fios de cabelo no cocuruto, mas não rolou.
Mas de todos os sites onde meu nome aparece, nenhum foi mais vexatório do que o Garotas que Dizem Ni. Na hora que enviei o e-mail pras editoras do site, não imaginava que ele seria publicado. Quando reli o que escrevi, putz, que coisa mais GAY que ficou aquilo... Faz tempo que não leio mais o Garotas, pois os textos ficaram chatos e sem querer descubro que meu nome está lá desde 08/03/2004, no antigo layout do site e dificilmente vai sair... Mas, dentre todas as citações do meu nome na internet, essa eu dispenso. Ah dispenso!
Sexta-feira, Junho 30, 2006
Crianças do meu Brasil Varonil! Regozijemos! Argentina eliminada é motivo pra feriado nacional!
Bom, o motivo desse post não é falar de futebol. Quero evitar falar de Copa aqui, pois esse assunto está maçante. Assim, escrevo pra comentar a resposta ao e-mail que enviei ao pessoal do Hopi Hari, conforme eu havia prometido. Segue abaixo o e-mail deles na íntegra:
"Hopi Hari, 29 de junho de 2006.
Rodrigo,
Bon Lua (boa noite)
Oiê (Oi) Gostaríamos de agradecer sua sugestão e informar que suas observações foram encaminhadas à gerência responsável e que muito contribuirão para a melhoria da qualidade de nosso trabalho.
Informamos que os preços praticados em Hopi Hari, são embasados em pesquisa na area de turismo. As considerações sobre manutenção e limpeza , serão repassadas aos responsáveis pelos setores, assim como treinamento dos nossos Colaboradores..
Danki! (Obrigado!)
Neusa
Bo ta Bon Bini a Hopi Hari!
(Você é bem vindo a Hopi Hari!)
Serviço de Atendimento ao Visitante (SAV)"
O que dizer? Bom, só o fato de ter recebido resposta já é suficiente pra perceber que eles efetivamente têm um serviço de atendimento ao visitante. A resposta soou meio CTRL+C CTRL+V, mas tá valendo. Até o dialeto local foi utilizado. Que lindo...
Enfim, se o parque se comprometer realmente em sempre buscar melhorias, terá longa vida. Espero que isso aconteça, de verdade, pois é muito mais fácil ir pra São Paulo que pra Flórida... hehehehehehehe
Quarta-feira, Junho 28, 2006
Sábado foi dia de ir ao parque. Mas não um parque qualquer e sim o Hopi Hari (faça cara de admiração e solte um Ooooooooh!!!!!).
Confesso que não fiquei ansioso nos dias que precederam a viagem, tampouco fiquei entusiasmado quando cheguei ao lugar. Sim, é um dos melhores (senão o melhor) do Brasil, mas não me deixou com aquela vontade de sair correndo, ir a todos os brinquedos e aproveitar ao máximo o tempo que tínhamos lá. E não vale culpar a idade "avançada" do cidadão aqui. O parque realmente não entusiasma. Falta alguma coisa, que não consegui identificar qual é.
Porém, vale ressaltar que é bem organizado quando se trata da distribuição das atrações, é limpo e oferece uma estrutura razoável ao visitante. Atrações para todas as idades e gostos existem, mas falta uma montanha-russa que descarregue adrenalina sem precisar esfolar quem vai ao parque, pois a Montezum pode ter um trajeto de tirar o fôlego, mas acaba com as costas da pessoa. A pergunta é: montanha-russa de madeira? Sem looping? Não gostei. A outra montanha-russa, essa no escuro, até chega a ser divertida, mas faltam curvas e descidas mais acentuadas, que dariam à atração um ponto a mais, com certeza. Não dá medo suficiente, o que a tornaria parada obrigatória.
A torre do Hopi Hari é menor que a do Beto Carreiro. Como eu já conhecia a do parque catarinense (maior e mais assustadora), não me empolguei a ponto de experimentar a do paulista. Alguns brinquedos até são repetitivos, mudando apenas o design, mas com as mesmas sensações, o que diminui a variedade de atrações. Por ser um parque situado em uma região quente, faltam atrações com água (mesmo tendo o Wet n' Wild ao lado, seriam bem vindas).
E se você não se incomodar de pagar os olhos da cara por refeições de qualidade ruim, servidas por atendentes de mau humor e má vontade, valeria a visita. Com sorte, indo num dia de pouco movimento, você será atendido rapidamente e não terá dificuldades em encontrar lugar pra sentar e curtir sua refeição. Fomos fora de temporada, o parque não estava lotado e as filas nas lojas de comida já eram absurdas. Aliás, onde se vendia pizza não havia fila. Talvez por ser uma afronta vender aquela miniatura de pizza, e só a pizza, cobrando R$ 6,50. Lembrando que antes de você entrar no parque sua mochila (caso esteja levando uma) é vistoriada, impedindo que você entre no parque com alimentos de fora. Bacana, né? Além de ser um monopólio nojento, eles te impedem de tentar economizar na hora de encher a pança. A razão pra isso? O parque se considera um país (o mais divertido da América Latina, com direito a "língua" própria) e deve ter uma política rígida quando se trata de Defesa Sanitária em suas fronteiras...
Aí você pode estar pensando: "se é tão ruim assim o atendimento e a comida, qual a razão pra não reclamar com a gerência do local?" Simples! Eu já fiz isso por e-mail. Vamos ver se terei resposta. Caso isso aconteça, conto aqui pra vocês qual foi, afinal além de ter comprado o passaporte pra entrar no "país divertido" e ter sido extorquido pela gastronomia local, acho que mereço atenção por estar ajudando a melhorar o parque.
Resumindo: conheci o lugar, mas só recomendo se você não tiver grana pra ir aos parques da Flórida. Nesse ponto os americanos ainda são imbatíveis, pois adrenalina em Orlando e Tampa é o que não falta.
Caso queira arriscar, acesse Hopi Hari e boa sorte... Você vai precisar.
Quinta-feira, Junho 22, 2006
Achei esse aqui através do Omedi. Vale a pena conferir.
Segunda-feira, Junho 19, 2006
Como sempre, eu preciso encher o saco de vocês com política. Não dê uma de desinformado, procure a lista dos mensaleiros que foram eleitos no seu estado, evite votar neles e ajude a limpar e moralizar a Câmara.

Sábado, Junho 17, 2006
Não sei se vocês já se deram conta, mas o primeiro semestre do ano está praticamente no fim. Aqueles e-mails que você recebeu no final de 2005 e no começo de 2006 não mentiram. Com essa quantidade de feriadões e Copa do Mundo, até agora o tempo voou. E como!
Talvez tenha passado tão rápido que você nem lembra mais quais foram suas resoluções de final de ano e o que iria fazer pra ser uma pessoa melhor em 2006. Como só posso falar por mim, até o momento consegui mais avanços do que imaginava, mas ainda faltam alguns detalhes pra que todos os planos estejam completados em dezembro desse ano.
Sei que tem gente que não acha correto essa divisão da vida e do que precisa ser feito em função do calendário. Realmente faz sentido, porque se formos esperar sempre pelo próximo ano pra que nossas vidas aconteçam da maneira desejada, sempre ficaremos só no planejamento, sem partir para a ação.
Então relembre aquilo que você tinha se comprometido em fazer esse ano pra sua vida melhorar e ponha em prática. Ainda temos seis meses em 2006 pra muita coisa boa acontecer (exceto a reeleição do Lula, claro).
Não posso deixar de comentar o fato triste do dia, a morte do Bussunda. Apesar dos programas fracos do Casseta & Planeta nos últimos anos, o cara fará falta, com certeza. Talvez ele seja um raro caso de pessoa que todo mundo gostava e que tenha realmente motivos pra ser lamentado o falecimento, porque qualquer global que morre era um "gênio", uma "pessoa iluminada" blábláblá. Morreu? Era da Globo? Ah, coloca num pedestal... Pelo menos esse cara merece os elogios dos amigos, por sempre se mostrar uma pessoa simples e carismática quando aparecia fora do programa.
A contribuição do Casseta & Planeta pro humor brasileiro nos últimos 20 anos é incontestável e Bussunda era um dos membros mais queridos. Que ele descanse em paz.
Terça-feira, Junho 13, 2006
Dia de jogo do Brasil, tenho pena daqueles que terão que agüentar o Galvão Bueno berrando Rrrrrrrrrrrrrrrronaldinho!!!!
Se você se estressar com o comentarista mais "Magda" da televisão brasileira, apareça aqui e assista Manah Manah!
Deixa relaxado que é uma beleza... Hehehehehe..
Sábado, Junho 10, 2006
Dia 12 está aí, nada mais justo do que dar uma mãozinha pra quem está precisando...

Terça-feira, Junho 06, 2006
Esse aqui devia ter saído ontem, no Dia Mundial do Meio Ambiente.
Apesar de não termos muito que comemorar quando o assunto é esse, volta e meia surgem lampejos de esperança que ainda dá tempo de reverter a situação. Por isso mesmo não vou ficar fazendo previsões apocalípticas ou questionando meus leitores se economizam água e separam lixo orgânico do reciclável.
O ponto aqui é o seguinte: se o pensamento pessimista tomar conta de todos, a conseqüência disso será a apatia, a falta de motivação pra mudar o que PRECISA ser mudado. Nossos hábitos individuais ditam os hábitos coletivos, por isso seja consciente, faça sua parte, dê o exemplo. Faça o policiamento dos seus atos, mesmo que isso pareça não surtir efeito. Converse com as crianças, mostrando a importância de tudo que existe no mundo e qual será o papel delas aqui também. Mostre-se disposto a realizar o suficiente e, ao fazer isso, acredite que alguém usará teu gesto como exemplo a ser seguido.
Como foi postado no blog do Marco Pozzana, Meio Ambiente Urgente: "não existe ecochato, você é que preserva pouco".
Terça-feira, Maio 30, 2006
Ano de Copa do Mundo, ano de eleições importantes, o povinho brasileiro esquece o que é preciso e assim vamos levando a vida.
Ontem, ao voltar pra casa, parado em um semáforo onde mais um desses "artistas de rua" exibia sua performance, lembrei do meu primeiro livro. Aliás, lembrei disso porque estava ao lado da Praça 29 de março e me veio uma recordação de infância, onde meu pai, comigo no colo, no final da década de 70 (êta veiêra...) tentava pegar um dos brinquedos que estavam sendo distribuídos naquele local. Por sorte ele conseguiu um que gostei muito. Essa lembrança trouxe uma enxurrada de fatos relativos àquela época e, conseqüentemente, me lembrou do primeiro livro que eu ganhei.
Ainda não sabia ler, mas gostava muito de ouvir meus pais me contar a história chamada Pluminha procura amigos, sobre um passarinho que vivia numa gaiola, mas sonhava com a liberdade, pois via outros pássaros voarem livremente, enquanto ele continuava em cativeiro.
Esse pode ter sido o primeiro contato que eu tive com minha futura consciência ambientalista, mas não é sobre isso que quero falar. Prefiro ser mais simples e agradecer aos meus pais e tias por terem me incentivado desde cedo a ler, exercitar minha imaginação em páginas recheadas de letras e, vez ou outra, de figuras.
Não lembro qual dos Cassetas disse essa frase, que me chamou atenção pela cutucada dada no nosso ilustríssimo Presidente da República: "Que saudade da época que Presidente sabia escrever."
Votei no semi-analfabeto na esperança que ele desse valor à educação que não teve. Mas, em oposição a isso, ele só enaltece o fato de não ter curso superior e, ainda assim, ter sido eleito como mandatário supremo da nação. Não devia ser assim. Ele deveria dar o exemplo, incentivar o povo a ler mais, a estudar mais e, melhor preparado cultural e intelectualmente, estar apto a lutar por um país melhor.
Eu tenho vergonha de morar num país com um presidente desses.
Quarta-feira, Maio 24, 2006
Aproveitando o embalo, verborragia desconexa:
- Por que de alguns pesadelos a gente não acorda?
- O Lula tem chances de se reeleger já no primeiro turno. Não se depender de mim.
- Quando essa po##@ de música da Kelly Clarkson - Because of you - vai parar de tocar nas rádios?
- Esse cara que escolheram pra fazer o novo filme do escoteirinho azul (Superman, para os leigos) não engana: essa coca é fanta!
Domingão fui assistir ao Código Da Vinci. Admito que, quando comecei a ler o livro, achei muito bom e fiquei imaginando como seria o filme. À medida que fui chegando ao final do livro, essa impressão de coisa boa diminuiu muito. O final do livro foi a coisa mais babaca que li nos últimos tempos. Pra mim, depois de toda a pesquisa realizada pelo escritor pra compor sua obra, o final merecia um tratamento melhor. Não vou me estender muito por aqui, pois críticas especializadas estão disponíveis em vários sites e revistas. Vou dar apenas minha breve opinião.
Uma coisa que me dizia que o filme seria meia-boca foi a escolha do elenco. Não gostei da escalação do Tom Hanks e de Audrey Tautou para os papéis principais. Pude ter certeza disso pela falta de química apresentada pelos dois na telona. Ian McKellen, ao contrário, foi uma ótima escolha. As poucas partes boas do filme se devem a ele, pois o filme é muito arrastado. Você curte uns 30 minutos do começo. Depois o ritmo despenca inexplicavelmente. Não há bons momentos de tensão, como acontece quando se lê o livro. Dizem os boatos que Anjos e Demônios (que também tem um final ridículo) já está sendo cogitado para ser filmado. Esse, pelo menos, tem maior potencial cinematográfico que O Código, basta não deixar a direção nas mãos de Ron Howard...

Sábado, Maio 20, 2006
A propaganda dos 30 anos de Brasil da FIAT está no ar há algum tempinho, sempre quis deixar um comentário rápido sobre os "pimpolhos" que expressam suas opiniões sobre o futuro e, indubitavelmente, a criança que mais cativa é a pequena Julia, de 7 anos, com sua capacidade de ser meiga e uma incrível consciência do mundo onde vive. Em compensação, existe uma garota de 10 anos que dá a opinião mais fútil possível, dizendo que o mundo deveria ser cor-de-rosa e comandado pelas mulheres. Não quero dizer com isso que as mulheres são incapazes de tomar conta da Terra, mas sim que não vejo maneiras de, homem ou mulher, não se tornar títere do dinheiro e as coisas continuarem do jeito que estão.
Tentei colocar um link do vídeo da Julia; não encontrei, mas pra não dizer que ela é a única que têm noção de como está a situação do planeta, abaixo está o Bruno, de 6 anos, com sua visão do futuro... Tomara que nada disso venha a se tornar realidade.
Sábado, Maio 13, 2006
Descoberta a razão para Minnie e Margarida continuarem solteiras...
Quinta-feira, Maio 11, 2006
Quem acompanha minha saga via Era Dourada sabe que eu havia decidido parar de comprar a VIP, em função da baixa qualidade editorial apresentada pela revista nos últimos tempos. Mas eles são astutos e matreiros; descobriram uma fraqueza minha que me fez gastar dinheiro, mais uma vez, com essa porcaria de revista. Bastou colocar Mariana do BBB6 na capa e pronto! Lá foi o Tio Rodrigo abrir a carteira pra levar pra casa o exemplar do mês. De todas as edições do BBB até agora, Mariana é a mais bela entre as belas. Nem mesmo a Miss Simpatia Grazie tem cacife pra desbancar a beleza da morena.
A foto de capa está muito boa, mas com essa mulher não daria pra imaginar foto ruim. Não vou ficar aqui rasgando seda, pois faltariam adjetivos pra descrever o quanto dona Mariana é bela, mas essa não é a única qualidade da moça. Infelizmente o pessoal da VIP pisou na bola ao escalar uma fotógrafa pra realizar o ensaio. Até onde sei, mulher não sabe fotografar mulher pra revista masculina; sempre fica faltando alguma coisa. Se alguém tiver argumento contrário, manda. Mas duvide-o-dó que alguém vai conseguir defender a profissional. Outro motivo pra revista estar com o preço superfaturado foi a presença de Penélope Nova. Putz, a guria era feiosa quando estava de cabelos escuros e entrou na MTV, mas ainda assim tinha um certo charme. Agora que está loira e mais malhada que a Feiticeira nos seus tempos de Rambo dá medo, muito medo. Acho que a equipe da revista está precisando ser reformulada urgentemente.
Ares novos fariam muito bem pra revista, a começar pela redução do preço abusivo, que eles têm a cara-de-pau de botar em R$ 9,99. Dez pila por essa revista é roubo! Aliás, todas as revistas do grupo Abril estão com os preços fora da realidade, pois o papel utilizado em algumas publicações (Você S/A, por exemplo) é mais vagabundo que papel higiênico de terceira. Vamos ver se a nova parceria, com uma empresa estrangeira, coloca a Abril nos trilhos novamente.
Segunda-feira, Maio 08, 2006
Já faz algum tempo que não escrevo sobre cinema. Até porque também faz tempo que não vou ao cinema... De qualquer forma 2006 tem tudo pra ser um ano muito bom se considerarmos o cinemão-pipoca que está sendo prometido para o decorrer do período.
Não vou comentar A Era do Gelo 2 por ter achado o primeiro filme um saco e não me dei ao trabalho de gastar dinheiro com essa coisa. Quem gostou que me perdoe (ou não).
Começou com V de Vingança. Ainda não fui assistir, mas esse filme tem dividido opiniões. Quem leu a história em quadrinhos que originou a produção diz que o filme foge da idéia principal de Alan Moore. Outros, dizem que o filme critica de maneira inteligente a atual política estrangeira norte-americana. De qualquer forma eu já deveria ter visto o dito e formado minha opinião.
Semana passada estreou M:I:III, com muitos elogios à direção de J.J. Abrams. O cartaz do sujeito está em alta pelas excelentes séries que ele criou e ter entrado na franquia, além de ter dado novo ânimo para uma possível seqüência, mostra que é possível fazer filmes de ação com qualidade.
Ainda teremos O Código Da Vinci, prometendo manter-se fiel ao livro, mostrando que a produtora respeita a liberdade de criação. Os incomodados com as teorias levantadas pelo livro que não vão ao cinema. Eu vou, mesmo não gostando da escolha de Tom Hanks e Audrey Tautou (essa uma sem sal até não poder mais) para encabeçar o elenco e sabendo do final ridículo escrito por Dan Brown. Vai ser divertido mais pela possibilidade de ver todos os lugares citados no livro do que pela história em si.
Depois do Código teremos o quebra-pau nerd nas telonas: Superman versus X-Men. Até agora a Warner foi extremamente comedida na divulgação do filme, enquanto a Fox disponibilizou tanto material que chegou até a enjoar.
Na seqüência ainda resta Piratas do Caribe 2. O primeiro foi muito, mas muito bom. Espero que mantenham o ritmo nesse e no terceiro.
Até agora a safra de filmes promete. Resta saber se todos esses lançamentos conseguirão fazer com que a indústria cinematográfica tenha esse ano a reposição das perdas sofridas em 2005, que, mesmo com Batman Begins, Quarteto Fantástico e Sin City (só pra citar os maiores blockbusters) não foi bem das pernas...
Sábado, Abril 29, 2006
Hoje o post é pra quem estava com saudades de ler aqueles meus relatos intermináveis, revoltados e mal humorados, falando sobre a mania do brasileiro em querer tudo na mãozinha, sem ter que dar algo em troca.
Vou pegar dois exemplos: cultivo ilegal de transgênicos e vacinação contra febre aftosa, mas poderia usar muitos outros, porém prefiro não me estender demais.
Transgênicos: seu cultivo em larga no Brasil iniciou-se quando alguns agricultores espertalhões gaúchos (tinha que ser) trouxeram ilegalmente sementes geneticamente modificadas da Argentina. Acreditavam que estava fazendo um baita negócio, pois teoricamente os transgênicos têm custo de produção mais baixo ¿ 8%, em média. Esqueceram-se, porém, que essas variedades estavam adaptadas para condições argentinas. Melhor explicando: uma variedade de soja plantada no Mato Grosso tende a ser diferente em termos de ciclo de uma variedade plantada mais ao sul, devido às condições climáticas (calor, luz, regime de chuvas etc.). Dependendo da região do RS, não haveria muita diferença em termos de produtividade. Tudo bem, não é esse o caso. O problema é que resolveram plantar OGM's quando a legislação brasileira proibia a prática. Não foi há um ou dois anos atrás que começaram o cultivo de transgênicos no Rio Grande do Sul, foi há muito mais tempo. Assim sendo, os agricultores que adotaram essa prática estavam agindo contra a lei e, se não me engano, esse tipo de violação justificaria a perda da posse das terras onde aconteceu o plantio dos transgênicos. Quando houve problemas, no início de 2004, devido às restrições de alguns importadores de soja do Brasil no tocante às plantas transgênicas, a gauchada (e todos os outros agricultores espertalhões que embarcaram na onda) chiou porque tinha contas a pagar e precisava vender a produção transgênica. Violaram a lei e ainda por cima queriam que o Governo Federal desse respaldo pra cagada que cometeram.
O curioso é que, quando o MST vinha com suas ondas de invasões ensandecidas pra cima dos agricultores, eles queriam que a lei fosse aplicada aos sem-terra. Não quero aqui defender esse bando de desordeiros, que há tempos perdeu a razão de sua luta. Por mim o MST já estaria extinto. Quero sim mostrar a ironia dos fatos. Se por um lado os agricultores podem desrespeitar as leis, eles não aceitam que outros, contrários aos seus interesses, o façam.
O caso da febre aftosa é outro bom exemplo. Ninguém teve coragem de noticiar sobre a prática adotada por uma parcela dos pecuaristas, na época de vacinação do rebanho, quando estes compram as vacinas, mas não às aplicam porque o desempenho do rebanho pode sofrer uma redução no ganho de peso e, conseqüentemente, atrasa o período de abate. Então, pra ganhar esse pouco tempo, descartam as vacinas compradas e não imunizam o rebanho. Essa informação eu consegui com um colega agrônomo, que constatou o fato em algumas propriedades de Goiás e Mato Grosso do Sul. Não duvido que essa prática seja exclusiva apenas dos dois estados citados, quando acontece caca joga-se no colo do Governo e que ele se vire pra dar um jeito de ninguém quebrar. Fica fácil pedir pinico nessas horas. É o tal de "vinde a mim o vosso reino", mas na hora de dar algo em troca, não é comigo o negócio. Pergunto: qual é a dificuldade de seguir a lei nesses casos? A resposta se encontra no imediatismo, na falta de escrúpulos de outros e no pouco respeito com o conhecimento técnico passado aos produtores.
Se eu tivesse maior conhecimento de causa e menos preocupação com sua paciência leitor(a), falaria também do caso Varig, que está indo pro limbo por incompetência administrativa.
Melhor mesmo é finalizar o texto.
Concordo que os impostos cobrados são exorbitantes e mal aplicados, mas isso não justifica a prática do "pra mim tudo, pros inimigos, a lei". Se existe insatisfação com a legislação, existem também mecanismos legais e democráticos para que aconteçam alterações necessárias e desejadas nessas leis. Por isso devemos cobrar o poder legislativo. Um sistema de leis mais ágil e moderno acarreta em um sistema judiciário mais eficiente, facilitando o trabalho do Executivo e impulsionando positivamente muitos setores da sociedade. Coisa que no Brasil parece que vai demorar pra acontecer...
Quarta-feira, Abril 26, 2006
Qual foi seu primeiro show de rock? Ou melhor, qual foi o primeiro grande show que você foi? Minha resposta pra essas perguntas encontrei a pouco, quando procurava algumas revistas antigas. Sem querer encontrei uma edição da General, finada revista editada pela Sampa e Acme editoras. Era uma revista assumidamente nerd, numa época em que ser nerd não era nem um pouco glamouroso (se bem que não sei se hoje em dia é). Ao folhear a revista, encontrei o anúncio do meu primeiro show. Longe vai o ano de 1994, o pequeno Rodrigo já não era tão pequeno assim, mas ainda guardava receio de ir a shows, porque sempre ouvia histórias de violência e desordem. Por ser um tanto quanto franzino, o pequeno Rodrigo temia por sua segurança, caso resolvesse dar as caras em um desses eventos. Por esse temor bobo perdeu grandes e raros shows (Paul McCartney e Ramones são ótimos exemplos).
Mas voltemos ao assunto. 1994 estava apenas começando e lembro que fiquei sabendo do show ao ouvir o anúncio na rádio, dizendo a data, local e pontos de venda dos ingressos.
Data: 12/03/94
Local: Pedreira Paulo Leminski
Pontos de venda: C&A
Não lembro como arrumei dinheiro, pois ainda não trabalhava nessa época. Com certeza foi na base do "paitrocínio", mas isso não vem ao caso. Eu e alguns amigos (e amigas, claro) formamos um grupo pra curtir o show, afinal era a primeira vez que a banda vinha pro Brasil. Aliás, foi a única vez, pois em 97 seu vocalista cometeu suicídio. Mataram a charada sobre qual banda era? Tá fácil, vai... Já, já conto pra quem ainda não descobriu.
Outra coisa: ainda não tinha tirado carteira de motorista, apesar de já contar 18 anos e iria precisar de carona pra chegar. Não era preguiça em tirar, mas sim vergonha de pedir dinheiro pro pai pra pagar auto-escola. Mas em novembro daquele ano, quando eu já estava fazendo estágio remunerado, consegui pagar o curso de motorista. Olha eu tergiversando novamente...
Passemos para o dia do show. Sabíamos que a banda que iria abrir era uma que estava estourando na época, com a música Runaway Train: Soul Asylum. Mas, pra nossa surpresa, ao chegarmos à Pedreira Paulo Leminski, havia uma banda nacional tocando. Banda de abertura pra banda de abertura... Nunca acreditei, em sã consciência, que veria um show do RPM ao vivo. Deu pra notar o caráter "caça-níquel" do show deles, fazendo força pra voltar aos áureos tempos de sucesso. Não era o que eu esperava, afinal há tempos a banda havia perdido aquele "tchan" que a transformou em fenômeno nos anos 80. Após tocarem umas quatro músicas a galera já chiava. Ninguém estava lá pra ver RPM. Eu não me incomodei, pois era a primeira vez que pisava na Pedreira, local de shows homéricos em Curitiba. Como tudo era curtição, que o RPM fizesse seu show e entrasse em cena o Soul Asylum.
Terminada a apresentação nacional, visivelmente acelerada pelas vaias da moçada, chega a hora de conferir o som da segunda banda da noite. O pessoal só conhecia uma só música deles e, pra ser sincero, as desconhecidas eram beeeeem chatinhas. Quando tocaram Runaway Train, a platéia agitou um pouco e se animava para o show final.
Demorou algum tempo, mais ou menos 45 minutos, até que os primeiros acordes fossem ouvidos. Como geralmente acontece, o pessoal vai pra shows esperando ouvir suas músicas preferidas da banda. Eu conhecia uns 90% do som dos caras. Os 10% restantes que não conhecia estavam no cd que originou a turnê pelo Brasil - Full Moon, Dirty Hearts. Talvez esse tenha sido o disco menos popular da banda, com apenas um hit que tocou pouco nas rádios. Independentemente disso, o show do INXS foi excelente, me diverti demais, teve promessa de voltar pra Curitiba, mas infelizmente aquela tresloucada do Michael Hutchance tinha que se matar... Lamentável.
Bom, enrolei, enrolei, enrolei todo esse tempo só pra dizer que o primeiro show que fui foi o do INXS, que esse show foi excelente e inesquecível e que me mostrou que vale a pena enfrentar multidões só pra conferir sua banda preferida ao vivo. Motivo pelo qual ainda não me conformo por ter perdido o show do U2. Sobraram ingressos, cacete!!! Eu queria muito ir, pôxa... Agora só verei U2 no Brasil quando for quase um quarentão, pois dado o período entre o primeiro e o segundo show deles aqui, U2 só em 2024...
E vocês? Me contem qual foi o primeiro show...

Quarta-feira, Abril 19, 2006
Pra quem não ficou sabendo da repercussão do trabalho voluntário durante as convenções da ONU em Curitiba, aí vai um link mostrando a importância do que foi realizado. Clique aqui... e confira!
Estranho foi não ter sido feita uma cobertura decente sobre as convenções sobre biodiversidade e biosegurança pela mídia nacional. Talvez, se as reuniões tivessem sido realizadas fora da "província" aqui, o evento teria sido tratado de outra maneira. Uma pena também as decisões terem ficado mais uma vez adiadas para a próxima COP/MOP, diminuindo as chances de solucionar muitos problemas ambientais antes que algo muito ruim aconteça. Como é natural da espécie humana, há necessidade de acontecer uma catástrofe para que as atitudes necessárias sejam tomadas.
E, aproveitando o embalo, publico aqui o texto que escrevi num fórum do Orkut, sobre transgênicos, dentro da comunidade COP8/MOP3. Como engenheiro agrônomo até demorei a me posicionar aqui no blog sobre o assunto, mas antes tarde do que nunca.
"Realmente seria interessante saber que tipo de matéria-prima é utilizada na fabricação daquilo que ingerimos. Porém isso não garante que estamos livres dos transgênicos se supusermos o seguinte: que a legislação sobre a rotulação obrigatória dos transgênicos seja aprovada e cumprida a risca. Haverá diferença no preço entre os produtos que contém e os que não contém, mas sua família não se incomoda em pagar um pouco mais por produtos livres de transgênicos. Ótima escolha, afinal ainda não existem estudos conclusivos sobre possíveis problemas ou benefícios trazidos por alimentos com OGM's. Porém, imagine que, apesar dessa escolha, alguém da sua família (filho(a), irmã(o) etc.) resolve se casar com uma pessoa cuja família não se incomode (ou não pode) comprar alimentos livres de transgênicos. Os filhos desse casamento, apesar da escolha de sua família, não têm a garantia de um futuro livre de eventuais problemas causados pelo consumo de OGM's.
Disso, podemos tirar que os transgênicos merecem muito mais atenção do que atualmente dispensamos. Sou favorável às pesquisas, mas ainda acho cedo pra colocar produtos transgênicos no mercado.
Infelizmente o dinheiro fala mais alto nessas horas e quem investiu em pesquisas e já conseguiu algum resultado positivo (do ponto de vista mercadológico) quer ver o retorno pra esse investimento."
E vocês, o que acham?
Domingo, Abril 16, 2006
Domingão de Páscoa, família reunida - o que significa muito falatório aqui em casa, chocolate e um tiquinho do pensamento na verdadeira razão da festa. Mas sem problemas, se lembraram um pouco que seja o motivo da celebração, imagino que Deus deve ter levado isso em conta.
O interessante dessa Semana Santa foi o documentário sobre o Evangelho de Judas. Quando criança eu não entendia como Jesus tinha deixado alguém traí-lo, uma vez que ele era O CARA. A resposta veio, em parte, nesse documentário. Judas não é esse sacana maldito que todo mundo odeia. Ele até é um cara legal, pois segundo o documentário foi um dos apóstolos que melhor captou a mensagem passada por Jesus e, exatamente por isso, foi quem teve que levar a fama de vilão. Eu achei o documentário bastante interessante e elucidativo, porque mostrou que Judas foi o braço direito de Jesus no quesito "me ajude a concluir minha missão". Recomendo a todos que se interessam por esse assunto que busquem as informações sobre o Evangelho de Judas. Uma nova visão sobre fatos antigos sempre é interessante.
Ah! Antes que esqueça: a "tradução livre" da frase em latim Ad eundum quo nemo ante iit acima é corajosamente indo onde nenhum homem foi antes.
Terça-feira, Abril 11, 2006
Ano: 1982
O pequeno Rodrigo contava seis anos de idade e estava matriculado na primeira série do primeiro grau (atual ensino fundamental). Era uma criança feliz e nesse mesmo ano viveu mudanças. A primeira delas foi a mudança de escola, afinal deixava pra trás o pré-escolar. Outra grande mudança foi a de endereço. Seus pais haviam comprado uma casa em um bairro distante e agora o pequeno Rodrigo se via diante de um desafio: fazer novas amizades. Não foi tão difícil como ele imaginava e logo já estava integrado à convivência com os novos colegas.
Mas o assunto aqui não é sobre infância, mudanças ou novas amizades. O assunto, mesmo que superficialmente falando, é a Copa de 82, a primeira da vida do pequeno Rodrigo. A de 78 ele não se recorda, afinal ainda era muito pequeno. Mas a de 82, puxa vida, essa foi especial! Até mesmo a mascote Laranjito acompanhada por Paula Saldanha, durante o programa Globo Esporte daquele ano ainda permanece firme em sua memória. Antes de pegar a condução até a escola era sagrado assistir ao boletim da Copa no programa.
Naqueles dias o pequeno Rodrigo começava a entender melhor como era o esporte que deixava muita gente eufórica e mexia com as emoções do brasileiro. A Seleção daquele ano é considerada por ele como a melhor que já existiu desde seu nascimento e sabe que dificilmente verá um conjunto com tantos artistas da bola em campo como naquela Copa. Ronaldinho Gaúcho é craque, fato indiscutível, mas em 82 ele não faria falta, seria talvez um reserva de luxo. A Seleção de 82 era virtualmente imbatível, jogava com leveza, classe e estilo. Isso o pequeno Rodrigo só pôde afirmar com veemência após assistir às reprises dos jogos do Brasil daquela Copa, fato que só serviu pra reforçar ainda mais o sentimento de injustiça contra aquele grupo, cujo técnico era Telê Santana. Não devia ter sido daquele jeito. A Itália em momento algum justificou o fato de ter sido campeã. Que futebol era aquele jogado pela Squadra Azzurra? Truculento e sem graça, isso sim!
Triste dia 5 de julho de 1982. O Brasil inteiro calou-se após o apito final. Só se ouvia o soluçar de alguns e a expressão de "não acredito" na face de outros. Um jogador do escrete foi pego pra "cristo": Toninho Cerezzo. Injustamente, diga-se de passagem, mas alguém acreditou ser necessário jogar a culpa pela derrota nos ombros de algum jogador. A Seleção Canarinho não merecia uma eliminação tão dolorosa. Mas assim quiseram os deuses do futebol...
Ronaldo, o Fenômeno, pode até ter razão em uma de suas afirmações mais recentes, quando disse que a atual Seleção tem todas as condições de se tornar mais famosa do que a geração de 70, considerada por muitos como a mais importante. Mas, para o pequeno Rodrigo, a maior e melhor Seleção Brasileira de todos os tempos era formada por Waldir Peres, Leandro, Oscar, Falcão, Luizinho, Júnior, Sócrates, Toninho Cerezzo, Serginho, Zice e Éder.

Sexta-feira, Abril 07, 2006
Não é de hoje que só acesso o Omelete por puro hábito. Inexplicavelmente o site tem sido feito de uma maneira que deixa muito a desejar. Há tempos não se lê uma nota sobre os assuntos ali presentes com toques de humor leve, coisa que havia quando descobri o endereço há seis anos. Um exemplo é a "omelista" com os 13 mais valentões do cinema. Leia e compare com a atual, das maiores festas do cinema, que serve apenas pra lembrar aqueles filmes que você viu na infância (em sua maioria), que foram emblemáticos e hoje estão guardados no cantinho de boas lembranças do cérebro. Pára por aí, pois não tem nenhum comentário digno de esboçar um sorriso pelo conteúdo escrito, mas sim pela memória saudosa que o filme traz. A diferença cronológica entre as listas é de apenas um ano... Hoje praticamente tudo que é escrito no Omelete faz-se de uma forma quase burocrática, sem falar na lerdeza em informar algumas notícias, coisa que nos tempos atuais é imperdoável para um site de variedades culturais. Vá lá, qualquer site profissional da web.
Outro ponto que considero negativo é a "contribuição" em algumas críticas de filmes deixadas pelo senhor Érico Fuks. Pelamordedeus! Todas as críticas escritas por ele me deram sono. Ele esquece que nem todo mundo tem saco pra aturar uma pretensa intelectualidade cinematográfica. Fico imaginando a razão pra todo crítico de cinema se expressar de maneira tão boçal, como se qualquer pessoa que lê a crítica se preocupasse em analisar o filme de maneira técnica. Tem gente que só vai ao cinema pra fugir da rotina e se divertir. Se a crítica fosse voltada exclusivamente pra estudantes e profissionais do cinema, tudo bem. Mas no Omelete nem todo mundo é expert no assunto e procura apenas saber se o filme é bom ou não. E não é preciso linguagem rebuscada pra ser isso ser entendido.
Fechando a parte de reclamações, nenhum dos e-mails que enviei pra lá recebeu resposta. Entendo que eles devem receber vários por dia, mas pelo menos poderiam gerar uma resposta automática, simplesmente avisando o recebimento da mensagem. É o mínimo de consideração esperado de um site que disponibiliza um endereço eletrônico pra correspondência.
Atualmente o lugar mais divertido pra saber o que acontece no mundinho nerd é o site dos Melhores do Mundo. A linguagem é leve, com opiniões próprias dos escritores, que pouco se preocupam em agradar a todos e com um ponto importante: a possibilidade do visitante comentar o artigo escrito no blog. O único defeito é sua limitação em termos de variedades de mídia, pois estão mais focados em quadrinhos e cinema, com uma ou outra colocação sobre TV e, até onde me lembro, nenhuma citação musical foi feita.
De qualquer forma, estou na torcida para que a reformulação do Omelete, prometida pra acontecer em breve, traga de volta a boa forma do site.
Terça-feira, Abril 04, 2006
O papo agora pode soar meio fútil, mas, mantendo a linha de "variedades" do blog, vou falar sobre novela.
Brasileiro adora novela e indiscutivelmente a Rede Globo criou uma linguagem que é reconhecida, consumida e admirada em diversos pontos do planeta. Tanto que outras emissoras nacionais buscam copiar o que a "Vênus Platinada" cria.
Apesar da estrutura que basicamente não se alterou nas últimas décadas, algumas novelas não conseguem capturar a atenção do público da maneira esperada e emplacar na audiência. Um exemplo atual é a novela Bang Bang. O elenco pode não ser o mais expressivo já unido para uma produção, mas está longe de ser o pior. O problema parece ser o distanciamento entre a trama e local onde ela se passa e a realidade, ou melhor, o gosto do brasileiro.
Não sei quanto a você, mas não consegui assistir a nenhum capítulo do início ao fim. Não tem Fernanda Lima, Alinne Morais ou Carol Castro que prendam minha atenção naquilo. Falta a identificação com a história contada.
Em minha opinião, a Globo perdeu uma baita oportunidade de manter o tom humorístico das novelas do horário com uma história que fizesse alusão ao atual momento político que vivemos. Quem já passou dos vinte e tantos anos talvez lembre de uma novela passada entre 1989 e 1990, chamada Que Rei Sou Eu?.
Nela éramos transportados para o reino de Avilan, onde uma rainha alienada era manipulada por seus conselheiros corruptos e o povo ansiava por um reinado mais justo. Em uma crítica aberta ao que acontecia nos altos escalões do poder nacional, ficava fácil aceitar a trama, mesmo passando em uma época onde a justiça era feita através da guilhotina (que, na novela, nunca funcionava - bem como nosso sistema atual e da época). Romance, humor e aventura em cada capítulo garantia a diversão dos telespectadores.
Pergunto: uma vez que o atual governo foi uma promessa não cumprida, uma mentira mal contada, por que não fazer uma Que Rei Sou Eu? - 2 Os conselheiros corruptos estão aí (Dirceu, Gushiken e Palocci), o Rei patético e manipulável está aí (Quem? Quem? Quem?), o povo esperançoso por uma vida melhor continua só na esperança.
Garanto que uma história dessas teria uma audiência muito melhor do que essa bomba chamada Bang Bang. E se a Globo decidir usar minha idéia, até tenho como alegar plágio, pois você está lendo a sugestão aqui, em primeira mão...
Segunda-feira, Abril 03, 2006
Nem teve tanta graça minha brincadeira de primeiro de abril... Talvez por ter caído num sábado, dia que pouca gente aparece por aqui. Repare, é possível perceber que essa foi a maior mentira que já contei. Vamos à análise dos fatos:
1º - Já na primeira linha, começa-se a sentir que há algo de estranho. Há tempos não escrevo nada sobre minha vida pessoal na Era;
2º - Eu, feliz por ser papai? Oras, todo mundo que aparece por aqui sabe que desisti (mesmo que temporariamente) da idéia de ter filhos;
3º - Se eu mudar de idéia quanto a ter filhos, jamais, nunca, de maneira alguma, vou chamar meu filho de Júnior. Maria Joaquina, caso fosse loirinha, era uma brincadeira alusiva à novela Carrossel. Daphne, com ph, dois éfes ou coisa do gênero também jamais será nome de filha minha.
4º - Casar em três meses? Ha! Ha! Ha!
Tá, a brincadeira não foi tãããããão engraçada assim. Mas que deixei gente de cabelo em pé, deixei... E, mesmo sendo mentira, agradeço a Saint-Ange pelo carinho no e-mail. Gostei mesmo. =)
Sábado, Abril 01, 2006
Esse talvez seja o post mais esperado por mim nos últimos tempos. Essa manhã acordei com o toque do meu celular. Era uma boa notícia. Boa não. Ótima. Excelente!
Vou ser papai!!!
Nada que eu ouça hoje me fará mais feliz. Nem hoje, nem nos próximos anos.
Ela fez um teste de farmácia para confirmar as suspeitas que surgiram essa semana. Já decidimos o nome, caso seja menino. Obviamente ele se chamará Júnior. Se for menina, ainda estamos em dúvida entre Maria Joaquina e Daphne. Isso vai depender da cor dos cabelos da criança. Se for loirinha, Maria Joaquina. Se for morena, Daphne. Vamos essa semana para nossa primeira consulta como futuros papai e mamãe. Por mim, não saberíamos o sexo do bebê até o nascimento, mas ela quer gravar todas as ecografias que forem feitas. Não sei dizer não, então...
E, pra completar a boa notícia, já anuncio que no máximo em três meses estaremos casados. Vai ser uma correria danada pra arrumar tudo pro casório, mas vale a pena. Estamos felizes demais! E eu quis dividir isso com vocês.
Quinta-feira, Março 30, 2006
Olá, pequeninos! Saudades do Tata? Muito bem, então. Estou aqui hoje pra fazer uma pesquisa: devo criar um novo blog pra falar exclusivamente de assuntos sérios (política, meio ambiente, religião)?
Se você acha que sim, deixe seu comentário e escolha o número 1.
Se você acha que não, que posso e devo continuar escrevendo sobre esses assuntos aqui mesmo, escolha o número 2.
Agora, se você quer um Big Mac, com dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles num pão com gergelim, uma Coca 500 ml e fritas pequenas, perdeu seu tempo. Saia já daqui, assista Super Size Me e saiba os "benefícios" que o fast-food pode te trazer.
PS - ou off topic: ontem (29/03) Curitiba completou 313 anos. "E eu com isso, Rodrigo?" Oras, apenas quis aumentar seu conhecimento geral. Foi mal aí...
PS2 (Não, não é PlayStation 2): hoje a deputada Ângela Guadagnin foi afastada do Conselho de ética da Câmara. Boa notícia é isso aí.
PS3: ontem também o repórter da Globo News, André Trigueiro, estava aqui pra lançar seu livro Mundo Sustentável, leitura que recomendo por dois motivos: primeiro porque você irá se tornar uma pessoa mais bem informada sobre atitudes ambientais que podem ser tomadas e; segundo porque todos os direitos autorais do livro serão destinados ao Centro de Valorização da Vida (CVV). Portanto seja um(a) bom(a) menino(a) e compre djá!
Sábado, Março 25, 2006

Domingo, Março 19, 2006
Salve, meu povo! Essa semana foi corrida, divertida e valeu a pena. O balanço final foi extremamente positivo. Como assim? Bom, eu trabalhei todos os dias no aeroporto, como voluntário para o COP8/MOP3. A princípio eu fiquei desanimado, pois não era nada disso o que eu esperava fazer. Eu queria estar no centro de eventos onde as decisões estão sendo tomadas. Mas voluntário não pode (nem deve) escolher onde vai trabalhar. O espírito é esse.
Assim sendo, fui religiosamente todos os dias ao aeroporto para ser membro da linha de frente. O papel dos voluntários destacados para cada tarefa é facilitar a vida dos membros participantes das convenções. É importante destacar que Curitiba tem hoje um pequeno exército de voluntários estimado em aproximadamente 3.000 pessoas. Todo esse empenho em fornecer um suporte de excelência está sendo muito elogiado pelos participantes. E é nessas horas que dá um orgulho danado dessa terra onde vivo. Perfeitos não somos, mas estamos dando show em termos de organização para o evento.
Mas, voltando especificamente ao que aconteceu comigo, conheci um par de havaianos no aeroporto e a conversa com ambos foi agradável; não é apenas aqui no Brasil que tem gente preocupada com biopirataria e dilapidação de recursos naturais. Esses havaianos contaram que estão aqui para acompanhar as decisões sobre pesquisas com espécies nativas endêmicas, ou seja, que ocorrem em regiões muito específicas. Isso porque também as ilhas do Havaí sofrem com esse tipo de problema.
No dia seguinte, para minha surpresa e satisfação, acompanhei um engenheiro agrônomo inglês até o seu hotel. Esse senhor conhece mais o Brasil do que muita gente aqui dentro. Elogiou a posição do governo do Paraná em relação aos transgênicos, criticou a apatia do governo Lula na área ambiental e me convidou para assistir aos debates sobre agroecologia - entre outros assuntos - que acontecerão nessa semana de 18 a 22 de março. Melhor do que isso pra sentir que estou participando acertadamente do evento, só se eu fosse convidado pra passar uma temporada fora...

Quarta-feira, Março 15, 2006
Olá, pequenos infantes! Continuando só mais um pouquinho com posts politizados, informo a todos que recebi respostas da Câmara dos Deputados relacionadas às críticas que enviei àquela casa, para o endereço cidadao@camara.gov.br, cujo conteúdo reproduzo aqui: "É uma vergonha o que os deputados estão fazendo no caso das cassações. O desrespeito aos eleitores e à nação ferem a dignidade da casa, tão abalada em virtude dos escândalos que se arrastam há tempos."
Fui curto e grosso, não esperava receber nenhuma resposta, afinal trata-se do Congresso Nacional. Porém, para minha surpresa, os deputados Luiz Carlos Hauly, Dr. Rosinha, Roberto Freire e Dilceu Sperafico retornaram com mensagens que vão desde a repulsa pelo comportamento apresentado na Câmara (Dr. Rosinha e Roberto Freire) até um comentário estilo "CTRL+C CTRL+V" do deputado Dilceu Sperafico, que dizia ter acusado o recebimento de minha mensagem e que daria "atenção devida ao assunto". Já o deputado Luiz Carlos Hauly ressaltou que seu voto foi pela cassação.
O que dizer? Exceto pelo sr. Dilceu Sperafico, cujo sobrenome me traz a memória o período que morei em Toledo e fiquei sabendo ser essa uma família não muito confiável, espero que os outros deputados que se deram ao trabalho de me responder - bem como seus pares - continuem na busca pela moralização do Congresso.
Caso contrário, em 2010 estarei lançando minha candidatura. Alguém aí quer ser suplente?
Sexta-feira, Março 10, 2006
Como está se sentindo, amigo(a) cidadão(ã) brasileiro(a)? O nariz de palhaço que o Congresso Nacional colocou em sua face serviu direitinho? Pois é, crianças... Pizza já não é mais como poderemos chamar o que vai acontecer com essa história de mensalão. Como caixa 2 não é crime, liberou geral!!! Faça a sua caixa 2 também e diminua seus problemas.
E o Lula vai se reeleger. Isso que é o pior. Mais quatro anos de incompetência, corrupção deliberada e liberada e retrocesso.
Começo agora minha campanha pelo voto NULO. Tanto para a Presidência da República, como para o Congresso Nacional. E em relação a lista dos FDP que liberaram Prof. Luizinho e Roberto Brant da cassação, a página da Câmara disponibiliza a mesma, mas não divulga o voto dos presentes.
Sacanagem pouca é bobagem.
Clique aqui e confira.
Terça-feira, Março 07, 2006
Apesar de ainda não estar contente com o mundo, basicamente por tudo que escrevi nos últimos dois posts, posso dizer que meu humor deu uma bela melhorada depois desse final de semana. Nem os problemas no banco conseguiram me fazer gritar com o funcionário que me atendeu. Afinal eu entendo que muitas vezes o problema se encontra no programador que desenvolveu o sistema utilizado pelo banco. Coisas da vida moderna, definitivamente.
Enfim, o que me deu uma bela injeção de ânimo durante o final de semana foi minha participação efetiva no processo de treinamento de voluntários, que deverão participar como colaboradores nas convenções da ONU, a serem realizadas a partir de 13 de março. A princípio eu seria responsável por apenas um assunto, com uma turma de voluntários, no sábado. Porém não havia número suficiente de multiplicadores para o domingo e me coloquei à disposição para mais uma palestra. A diferença é que no domingo eu teria que passar a tarde nas Faculdades Curitiba, onde seria realizado o treinamento. E, se fiquei sabendo das maneiras de participar do evento, devo agradecer à uma certa carioca, que me deu o toque pra isso. Sem a dica eu duvido que teria me candidatado ao voluntariado.
Sábado foi moleza. O assunto (biodiversidade e biossegurança) eu podia não dominar totalmente, mas estava dentro de uma área do conhecimento onde me sinto à vontade para falar. Por sorte a turma que peguei era relativamente calma e contribuiu para que todos saíssem dali com as noções necessárias sobre as convenções, pelas opiniões trocadas.
Porém nem tudo foi perfeito, pois o número de candidatos a voluntários que apareceu nas Faculdades Curitiba foi muito superior ao esperado pela organização e aconteceram alguns problemas. Quem estava lá como multiplicador, como eu, em alguns casos foi ofendido pela falta de organização, que não dependia da gente. Felizmente isso não aconteceu comigo.
Já no domingo os problemas foram solucionados e somente aqueles que estavam interessados em prosseguir como voluntários apareceram. Mas daí foi minha vez de perceber coisas que até então eu não fazia idéia... Pessoal, professor sofre. Dei palestra para três turmas, com duração média de uma hora. Ou seja, falei, falei, falei por três horas praticamente seguidas. Dar aulas é algo que penso em fazer porque gosto. Mas vou ter que aprender as técnicas pra não ficar com varizes, voz rouca e cansaço na hora de corrigir provas... O ponto positivo ficou por conta dos elogios que recebi de alguns dos "alunos" que tiveram que me agüentar nas palestras.
Finalizando o post, vou colocar aqui um link para a chamada inglesa da nova temporada (já é a décima sétima!) dos Simpsons, que ficou muito boa.
Até mais, crianças!
Quarta-feira, Março 01, 2006
Fato irritante: o aumento indecoroso dos combustíveis, principalmente do álcool. A justificativa dada pelos usineiros e postos de combustíveis é que a demanda aumentou. Sei, sei...
E o preço vai diminuir na safra, certo? Certo, mas agora vamos jogar os preços lá em cima, daqui duas semanas voltamos aos patamares já extorsivos de antes do carnaval, manteremos o nosso lucro elevado e chamaremos o consumidor de burro. Impunemente.
E então, crianças? Curadas da ressaca do carnaval? Bem, isso para aqueles que se esbaldaram na festa. Eu fiquei no sossego. Concordei com um pouco da defesa do Sérgio da festa, realmente devemos aproveitar o dinheiro que é gerado pela manifestação carnavalesca brasileira, mas, antes de mudar de assunto, pergunto: por que o povo consegue se organizar para, durante um período "x", fabricar fantasias e adereços, construir carros alegóricos, ensaiar coreografias, colocar tudo isso em movimento durante 1h e 20m de maneira ordenada, mas não consegue organizar sua comunidade para diminuir a violência, conseguir saneamento básico, educação e segurança? Nem para se cadastrar nos programas assistencialistas do governo o povo se organiza. Basta ver que SEMPRE se faz necessário estender esses prazos, pois SEMPRE deixam para a última hora para fazer essas coisas.
Mudando de assunto, mas ainda permanecendo em área não tão animadora, hoje o jornal britânico The Independent publicou uma notícia que comenta sobre uma possível "guerra pela água". Já comento sobre essa possibilidade com amigos há uns cinco ou seis anos, mas não lembro se cheguei a postar algo do gênero por aqui.
Pois bem, meus bravos, calcula-se que em 20 ou 30 anos teremos conflitos abertos entre nações pelas fontes de água. Isso de acordo com o Ministro da Defesa da Grã-Bretanha, John Reid. Pessimismo a parte, engrosso o coro daqueles que acreditam nessa possibilidade. E, por estarmos deitados em berço esplêndido quando o assunto é água, suponho uma coisa: quem tiver filhos ou parentes em idade de alistamento dentro dos próximos 15 a 20 anos vai se preocupar com o bem estar deles no front. Anote aí: tem muita gente interessada em nossas reservas aqüíferas. No fundo, no fundo quero estar falando uma baita besteira. Mas motivos para temer nós temos de sobra.
"Em 2003, um relatório da ONU previu que até o meio do século, na pior das hipóteses, 7 bilhões de pessoas em 60 países poderão ter que enfrentar escassez de água, embora, se as políticas certas forem seguidas, isso pode ser reduzido a meros 2 bilhões em 48 nações."(BBC Brasil/Estadão Online)
Prestaram atenção ao detalhe dos "meros 2 bilhões"? Caramba! É gente pra Cacildis! Pode ser que não tenhamos brasileiros nesse meio, mas isso se, frise-se bem, SE as políticas certas forem seguidas. Imagino quais são as políticas certas, quem as decide e quais seriam os sacrifícios necessários para que aconteçam.
Tenha medo. Tenha muito medo...
Sábado, Fevereiro 25, 2006
E entramos no período (maldito período) das festas de Momo. Meu poder de síntese está afiado, hein? Já na primeira frase do post já deixei claro o que penso sobre o carnaval. Não é uma praga genuinamente brasileira, está em boa parte dos países católicos, porém a festa assumiu no Brasil um status exagerado. Como todo brasileiro tem "obrigação" de ser feliz e festeiro, quem não gosta de carnaval ta ferrado. Te olham como se você fosse um ET ou coisa do gênero.
Mas e daí se eu não gosto de carnaval, não vejo graça em feijoada e quero que os cantores de axé music morram? Pobres daqueles que não têm opinião própria e aceitam tudo que lhes é enfiado goela abaixo. Comigo, não!
Outra coisa irritante do carnaval é que tem gente que passa o ano todo só pensando no que vai fazer nessa época. Não é à toa que esse país não anda, não é sério e continua sendo uma promessa não cumprida. O povo não se ajuda. Prefere juntar dinheiro pra em fevereiro vestir uma fantasia e achar que a vida é perfeita porque passou uma hora desfilando em escola de samba. Putz, como odeio esse tipinho de gente.
Nessas horas é preciso enaltecer aqueles que nasceram em favelas e construíram uma vida decente, pois não se deixaram levar pela corrente do "somos pobres, morreremos pobres". Se esse tipo de brasileiro fosse mais valorizado que bundas rebolando ao som de baterias de escola de samba, muita coisa seria diferente.
Mas o que falar de um povo que não sabe cobrar de seus governantes e representantes eleitos aquilo que lhes é devido?
Celebrar a alegria de viver é muito bacana, mas deixar de viver dignamente todos os dias somente para poder se sentir rei uma vez por ano, pra mim, é ignorância assumida.
Terça-feira, Fevereiro 21, 2006
.::#Segunda edição#::. (Para adicionar algo que ficou faltando)

Domingo, Fevereiro 19, 2006
Terça-feira, Fevereiro 14, 2006
Muito bem, crianças... Preparadas para um post azedo do Tata? Hoje o humor do tio aqui não está doms melhores. Aliás, não é de hoje, mas como resolvi botar pra fora nesse momento, que hoje fique definido como um dia azedo. Serão vários comentários curtos, pra não me desgastar demais e deixar vocês complementarem o que penso.
Estarei certo ou errado sobre as coisas escritas abaixo? VOCÊ DECIDE!
1º - Cansei de Smallville. Não dá pra agüentar o que estão fazendo com o Escoteirinho Azul. Toda a mitologia criada para o Super na década de 80 de forma brilhante, diga-se de passagem, por John Byrne está sendo jogada no lixo. Isso sem comentar as ofensas abertas à inteligência da audiência. Não é à toa que o pessoal do site Melhores do Mundo chama a série de "Smalhaçãoville". Duvida? Clique aqui e confira.
2º - Provavelmente esse será o último mês que gasto dinheiro com a revista VIP, da Abril. O preço que eles cobram não justifica mais o investimento, além de dois excelentes colunistas estarem abandonando o barco. Desde que comecei a ler a revista, em dezembro de 1997, essa é a pior fase que a mesma atravessa. Encheu o saco.
3º - Sex and the City é uma porcaria e graças a Deus que não é mais produzida. Falar que aquilo é um guia para a alma feminina é dose... E se eu estivesse com mais paciência, faria um post apenas sobre esse seriado. (Sorry Aninha, mas Carrie e suas amiguinhas só serviram pra deixar no ar que ser promíscua é cool e "muderno").
4º - Vamos rezar para o padroeiro do Rock (se é que essa entidade existe) para que a Vênus Platinada tenha o bom senso de escolher gente que preste para a transmissão dos shows dos Rolling Stones e do U2. Essa parte aqui é pra engrossar o coro daqueles que esperam que a Globo não coloque gente do calibre de Zeca C'amargo', Maurício "Kubrusko" & Cia. para comandar a transmissão. Já que não será possível estar de corpo presente nos shows, que possamos curtir as bandas sem um chato falando merda. E não se esqueçam: essa provavelmente é a última vez que veremos os vovôs "rollingstoneanos" em turnê por aqui.
Para o próximo post quero ver se consigo permissão para reproduzir aqui a coluna de Stephen Kanitz, que está na Veja dessa semana. Simplesmente um texto brilhante. Se esse senhor fosse candidato à Presidência, já teria meu voto.
Po-por hoje é só, pe-pessoal!
Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006
Gostei do quebra-pau sobre o post anterior. Por vezes curto esse negócio de semear a discórdia, pois acredito que essa é uma das melhores maneiras de fazer o pessoal refletir. O vídeo a seguir também tem esse aspecto. Quero ver o que vocês tem a dizer sobre o mesmo...
Há mais de 20 anos o sujeito não consegue comer em paz, sem que um dos fantasmas atrapalhe sua refeição! Uma perseguição que aumenta seu trauma a cada dia.
Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006
Tem assunto que rende muito mais do que deveria. Surpreendo-me com a capacidade da mídia em tirar leite de pedra. Mas desde já quero deixar claro o seguinte: o protesto a seguir não é recalque, mas sim revolta. Revolta cantada pelo Skank, anos atrás, dizendo que a indignação do brasileiro é uma mosca sem asas.
Que a tal ex-prostituta tivesse seus quinze minutos de fama, tudo bem. Mas é foda, com o perdão da má palavra, ver que o "livro" por ela escrito ainda se encontra na lista dos dez mais vendidos da Veja, algo que vem acontecendo por 10, isso mesmo, 10 semanas consecutivas.
Até o Pânico na TV tirou sua casquinha domingo passado. O lado positivo foi ver Sílvio e o Repórter Vesgo zoarem com a cara (feiosa por demais) da "escritora". Deu pra perceber que Raquel não se incomoda em ser constrangida frente às câmeras. Ou ela mostrou que não tem nada na cabeça, por não ter entendido as piadinhas, ou simplesmente quer mesmo é aparecer e garantir um marketing gratuito. Fico com a segunda opção, afinal se ela tem personalidade pra declarar ao mundo que era garota de programa, qual é o constrangimento em aparecer e vender gratuitamente seu livro?
O pior de tudo é saber que gente com currículo competente, curso superior, poliglota e etc. está penando pra conseguir trabalho, enquanto a ex-rebelde e ex-prostitua goza de toda sua popularidade e colhe os louros de seu "trabalho duro" durante os anos em que vendia seu corpo.
Ainda encontro um jeito fácil de ganhar grana e vocês vão ter que me engolir, aparecendo em tudo quanto é mídia...
Sábado, Janeiro 28, 2006
Absurdos da vida moderna: seu perfil no Orkut pode ser um diferencial na hora de ser contratado. É mole? Eu queria ter feito um post sobre isso assim que li a reportagem de Rosana Zakabi para a Veja de 11 de janeiro passado, mas preferi discorrer sobre outros temas e deixar amadurecer essa idéia.
Pois bem caro(a) leitor(a), vamos direto aoassunto: a partir de agora, participe apenas de comunidades sérias e relevantes, exclua da sua lista de amigos aquelas pessoas que podem ser consideradas problemáticas e refaça sua descrição de maneira a te deixar bonito na foto. E depois crie um novo perfil, falso logicamente, onde você possa enfiar o pé na jaca sem se preocupar se o pessoal do RH de empresas as quais você se candidata vai espionar. Afinal, ali é só "marca de fantasia".
A que ponto chegamos, hein... Ainda se essa investigação no seu perfil fosse feita sob autorização ou na presença do candidato, sem problemas. A pessoa teria condições de se defender e/ou justificar a razão de sua participação em determinadas comunidades.
Eu mesmo já participei de comunidades de gosto duvidoso, mas nem sempre defendia o que ela queria dizer. Estava lá pra atazanar a vida daqueles que eu considerava preconceituosos ou que apoiavam uma idéia sem cabimento. Mas daí a considerar que eu era "farinha do mesmo saco" existe uma distância enorme. Em outras comunidades inúteis/fúteis, participava pela diversão, pura e simples. Vai dizer que você não faz o mesmo?
O problema é que nem sempre quem vasculha seu perfil, atrás de informações que podem diferenciar você de outros candidatos, se preocupa em verificar a descrição da comunidade, seus tópicos ou coisa parecida. "Ah, ele faz parte da comunidade 'eu odeio acordar cedo'. Deve ser um irresponsável, duvido que chegue para trabalhar no horário." Pronto, descarta-se um profissional que poderia se enquadrar perfeitamente na vaga por causa de uma idiotice. Saliento que a idiotice, no caso, é da parte de quem seleciona. Quem odeia acordar cedo, por vezes, pode odiar fazê-lo, mas nem por isso detesta o que faz (profissionalmente) a ponto de sempre chegar atrasado.
O fato aqui é a necessidade de critérios para essa espiada no perfil alheio. Creio que a presença excessiva de algumas comunidades ligadas a assuntos que não tratem de assuntos sérios, com teor duvidoso, até podem passar uma má impressão da pessoa. Comunidades de teor sexual, por exemplo. Ninguém quer trabalhar com um pervertido, salvo se for para uma produção de vídeos pornôs.
Outra coisa "importante" são os recados trocados com os amigos. Cuide da linguagem, não "ixcreva axim" e coisas do tipo. Recados bem humorados são permitidos, mas com moderação. Elimine aqueles comprometedores, que falem mal de outras pessoas, que façam fofocas e afins.
E mais: em seu álbum, caso você seja corajoso o suficiente em expor sua vida para nove milhões de usuários do Orkut, nunca coloque imagens que deponham contra a sua. Sempre coloque você vestido com roupinhas decentes, em atitudes positivas e que enalteçam suas qualidades. Visite um asilo de velhinhos, por exemplo, e tire várias fotos lá. Depois coloque uma legenda bem legal e pronto! Você cai nas graças do headhunter. A não ser que você queira trabalhar numa funerária. Daí a conversa é outra...
A reportagem traz ainda uma "inteligente" lista sobre alguns pontos a serem observados no seu perfil:
"O que é bom ter no Orkut para conseguir emprego..."
"- Na página de introdução, apresentar-se de forma positiva, com texto sucinto, sem erros de português"
Minha réplica: seja o afilhado do Superman! Seja um patriota! Aquele que sempre vê o lado bom das pessoas e age como um bom samaritano. Sempre!
"- Participar de comunidades que demonstram interesse no desenvolvimento profissional e cultural (aquelas ligadas à literatura ou às artes plásticas)"
Minha réplica: demonstrar interesse é fundamental! Se a vaga que você aspira tem relação com Direito, por exemplo, entre na comunidade 'Eu faço Direito'. Sacou o duplo sentido? Hã? Hã? O melhor dessa dica foi a explicação para a palavra cultural: ligadas à literatura ou às artes plásticas. Pensei que eram comunidades ligadas à cultura de plantas, afinal sou agrônomo. Ainda bem que a repórter elucidou isso pra mim no próprio texto.
"- Ter uma ampla rede de amigos. Isso indica sociabilidade"
Minha réplica: entre na comunidade 'Me adiciona aí', implore para toda e qualquer pessoa do Orkut te adicionar, convide todas as pessoas que possuem computador e que ainda não entraram para o Orkut a fazê-lo. Suplique de joelhos se necessário.
"- Colecionar depoimentos de amigos com comentários elogiosos"
Minha réplica: ah, sério? Pensei que era pra manter apenas aqueles onde sou xingado...
"...e o que derruba um candidato"
"- Participar de comunidades do tipo 'Eu odeio', como 'Eu odeio a política brasileira' ou 'Eu odeio segundas-feiras'. Indica uma atitude negativa diante da vida"
Minha réplica: só entre em comunidades do tipo 'Eu adoro', como 'Eu adoro ter meu Orkut fuçado'.
"- Estar cadastrado em comunidades com assuntos tolos, como 'Bebo até cair' ou 'Assisto a todas as novelas da TV"
Minha réplica: procure as comunidades de Simone de Beauvoir, Jean Paul Sartre, Sócrates, Aristóteles, Nietzsche, Paulo Coelho (ops, essa não) e demonstre conteúdo!
"- Ter fotografias em situações constrangedoras, em roupas íntimas ou bêbado em festas"
Minha réplica: putz, terei que tirar aquela minha foto fantasiado de Lacraia e dançando 'Égüinha pocotó' do meu perfil...
"- Trocar mensagens ofensivas com amigos na página de recados, falando mal dos outros ou contando piadas machistas ou racistas"
Minha réplica: e viva o politicamente correto!
De qualquer forma, a partir de agora seja sempre positivista, boa pessoa e alto-astral! Mostre somente seu lado "fofo"! Assim você convence que merece a vaga. E depois do período inicial de experiência, volte a ser você mesmo... Mas não esqueça de manter o emprego, do contrário todo o esforço terá sido em vão.
Depois disso tudo, resolvi que vou criar um novo perfil: Rodrigo, lado B. Eu mereço...
Quarta-feira, Janeiro 25, 2006
Crítica cinematográfica é algo um tanto quanto espinhoso. Muitas vezes acontece da crítica se derreter de elogios por uma produção e ela não consegue o mesmo efeito no grande público. Acontece que a maioria dos mortais não tem o mesmo conhecimento técnico de muitos críticos e não entende a razão de alguns filmes chatíssimos receberem elogios rasgados. Um exemplo? De Olhos Bem Fechados. Pra mim, o filme foi um saaaaaaaaaaaaaco. Pra crítica, uma semi-obra-prima. Da mesma forma, pode acontecer o oposto. Filmes que a crítica detona caem nas graças do povo e ficam em cartaz um tempão.
Mas a razão para eu ter puxado esse assunto sobre crítica cinematográfica foi ocasionado, dias atrás, pela minha visita ao espaço O Bonequinho viu..., do Globo Online.
Dá pra notar, pelo menos eu vi assim, o rabinho preso de alguns críticos com produções "da casa", ou seja, vinculadas de alguma forma à imagem da Rede Globo. Para que você siga minha linha de raciocínio, clique no Bonequinho sentado, sem bater palmas.
Vamos lá?
Há tempos Renato Aragão não faz um filme de férias decente. Xuxa vai pelo mesmo caminho. Aliás, quem acompanha as desventuras da dupla nos cinemas deve imaginar se eles travam um duelo para ver quem consegue lançar a bomba do ano. Ainda assim, Xuxa tem uma grande vantagem quando se trata de fazer filmes ruins... Por outro lado é deprimente ver um dos artistas mais queridos da minha infância ter se tornado um cara chato, insosso e sem a metade da graça que possuía, como aconteceu com Renato Aragão. Ainda assim, o generoso Bonequinho diz que o filme Didi, Caçador de Tesouro se enquadra no mesmo nível que Harry Potter e o Cálice de Fogo. Outro que está junto no páreo é Xuxinha e Guto Contra os Monstros do Espaço. Não estou querendo aqui enaltecer apenas o cinemão pipoca dos gringos, mas até onde ouvi, Harry Potter é o melhor filme da sua cinessérie. Como só assisti ao primeiro dos quatro, não posso opinar. Inclusive não posso descer a vara nos filmes da Xuxa (cuja única produção que assisti, até certo ponto de maneira forçada, foi Super Xuxa contra o Baixo Astral, no longínquo ano de 1988, mas essa é uma outra história) nem do Didi, pois não os assisti.
Mas e a falta de critérios para a realização da classificação dos filmes pelos críticos do Globo? Pelo menos eles podiam dar menos na cara. Vejamos o senhor R. Fonseca que, sobre Xuxinha e Guto contra os Monstros do Espaço, diz: "Mescla de referências que vão de 'Os Incríveis' ao metafísico 'Asas do Desejo', de Win Wenders". Duro de engolir. Vejo nesse tipo de crítica um quê de merchandising, afinal faz com que se sinta vontade de conferir a produção para verificar a procedência do que foi dito pelo crítico. Asas do Desejo citado em uma produção da Xuxa? Será?
Sobre o filme Didi, Caçador de Tesouro, pelo mesmo R. Fonseca: "Agrada na forma como revive a estética mambembe que consagrou Aragão nos anos 80". Isso pode ser interpretado de duas formas: ou Renato Aragão conseguiu sair do marasmo de suas últimas produções ou se deixou consumir pela falta de criatividade, buscando fôlego para sua atual investida cinematográfica nos bons filmes que realizou ao lado dos colegas Trapalhões. Sinceramente? Aposto mais na segunda opção...
E, por fim, Se eu Fosse Você: "Uma comédia rasgada". O que quer dizer isso??? Vá ao cinema e se parta de rir com uma história batidíssima de troca de corpos e personalidades?
Tudo bem, no espaço do Bonequinho não tem lugar pra uma crítica mais complexa, mas alguns conseguem exagerar. Repare nessa pérola, escrita por J.B. (não me pergunte), sobre o filme E Se Fosse Verdade: "Uma delícia de filme até o momento que deixa de ser. Depois volta a ser, mas o encanto já se quebrou." Hã? Você entendeu o que a pessoa quis dizer? Então me explica ou manda desenhado, pois não saquei lhufas.
Se depender do Bonequinho, ou melhor, daqueles que escrevem pelo mesmo, o desserviço está feito...
Quarta-feira, Janeiro 18, 2006
Não gosto muito dessa história de eleição presidencial em ano de Copa do Mundo. Ainda mais quando a possibilidade da Seleção ser campeã é grande. O povo esquece de muitos problemas, acha que tudo está uma maravilha e faz caca na hora de eleger os responsáveis por essa baiúca chamada Brasil.
Certa vez, li no blog da Lia que o que falta para o Brasil é matéria-prima humana. O povo brasileiro é uma mistura heterogênea demais para conseguirmos consenso. E não falo apenas em termos regionais, mas também de classes sociais - o que não é novidade pra ninguém.
Seria interessante se algumas coisas fossem mudadas. Que a reeleição fosse impossibilitada, que o mandato presidencial fosse estendido para cinco anos, que o transporte ferroviário fosse mais bem aproveitado (o que diminuiria muito o custo do frete), que realmente fosse dada prioridade para a educação de uma maneira decente. Não adiante encher as salas de aula e não conseguir fazer o pessoal aprender o básico para ser cidadão. Mas, como educação não garante voto...
O que me preocupa nesse momento é a possibilidade de reeleição do incompetente que hoje senta na cadeira de Presidente da República. Ta na cara, pelo menos pra mim, que ele vai fazer um pacotão de medidas populistas pra ficar mais quatro anos ocupando o poder.
Começou com essa balela de "Operação Tapa-buraco". Só se for pra tapar o buraco eleitoral que ele sabe que precisa ser preenchido. Reparem que esse ano ele dificilmente fará alguma viagem ao exterior. Vai ficar só zanzando em território nacional, vistoriando as "obras" do Governo Federal, mostrando pras classes C, D e E o quanto seu governo foi bom.
Eu me decepcionei muito com o PT no comando da nação. Admito que, como muitos, votei no Lula acreditando que boa parte daquilo que ele prometeu durante sua campanha pudesse ser realizado. Não nas bobagens como aumentar o número de empregos da forma como foi prometida, nem em dobrar o salário mínimo. Mas acreditava que não haveria motivos para preocupação no quesito "ética".
O que foi feito durante esse último mandato presidencial foi uma afronta à inteligência de muita gente. Os Três Mosqueteiros do Lula (Gushiken, Palocci e Zé Dirceu) deitaram e rolaram. E o presidente nada sabia... Tudo bem que, dos três, o mais confiável é o Palocci. Ao menos esse tem feito o dever de casa e mantém a economia sobre os trilhos. Já os outros dois, sem comentários.
E o presidente nada sabia...
O PT na oposição travou demais o desenvolvimento do país. No governo, conseguiu ser tão corrupto quanto seus adversários. No início do mandato de Lula, cheguei até a pensar que seria uma boa manter o PT no poder e o PSDB e o PFL na oposição "responsável". Tinha tudo pra dar certo.
As nuvens começaram a surgir no céu de brigadeiro do governo quando impediram a CPI do Waldomiro. Coisa estranha. O PT, um partido que sempre era favorável a CPI's, correndo pra barrar uma? A gente morre e não vê tudo. O tempo passou e mais podres petistas apareceram. Para conseguir "manter" a governabilidade, o Partido dos Trabalhadores se associou a legendas que antigamente não imaginávamos como parceiras do partido. E deu no que deu.
2005 deve ter sido realmente um inferno pro "Lulinha Paz e Amor". Tudo que podia dar errado para o PT, deu. E ele fazendo pose de coitadinho. De que não sabia de nada. Realmente ele nunca soube. Nunca soube governar o país, nunca soube fazer o que era REALMENTE necessário para que o Brasil se tornasse o país que todos querem.
Não voto no PT nunca mais. Aliás, pergunto: em quem votar?
Sábado, Janeiro 14, 2006
Rendeu mais do que imaginei a fase Jesse (ou Jece, você acha os dois no Google) Valadão. Todo mundo se divertiu - bem, nem todo mundo - e existe sempre a possibilidade de eu colocar algo do gênero por aqui de novo. Basta eu receber material. =D
Aproveitando a deixa dos comentários, vai uma citação sobre desenhos animados. Lembrou de onde veio a expressão "mau sapão"? Pois bem... Seu nome era Sapulha e ele era o braço-direito do Duque Duro na animação da Disney chamada Ursinhos Gummi, que fez muito sucesso na segunda metade da década de 80. O bordão "mau Sapão" ainda está impregnado na cabeça de muita gente que assistia ao desenho, mesmo não conseguindo mais ligar o personagem à expressão. Tome sua dose de suco de frutas Gummi, saia pulando pela sala e areje sua memória. Se precisar de mais informações, acesse www.infantv.com.br e relembre esse e outros desenhos, além de muitos outros programas da sua infância. Vale a visita.
Deu pra notar que anda faltando figuras por aqui, né? Preguiça de procurar e/ou scannear imagens. Mas essa semana eu passei na minha Comic Shop preferida (porque em bancas de revistas não encontrei) e comprei as edições 4 e 5 da saga Crise de Identidade, além do primeiro número da minissérie Lanterna Verde - Renascimento.



Quarta-feira, Janeiro 11, 2006
Pra quem tá no inferno, abraçar o capeta é turismo. Então, como consegui destruir minha imagem no último post de 2005, continuo aqui a saga "Irrite as leitoras". Para que se tenha uma idéia, recebi o "código" abaixo por e-mail, de uma AMIGA. Ela, como toda mulher inteligente que se preza, leu, deu muita risada e encaminhou para aqueles que, como ela, têm um grande senso de humor. Só me dei ao trabalho de formatar o texto (fazendo alguns acréscimos mínimos) e colá-lo aqui. Por quê? Oras, porque é divertido rir desse tipo de bobagem, caramba! Ou vocês preferem que eu volte a escrever posts mal-humorados? =D
Domingo, Janeiro 08, 2006
Acabei esquecendo de colocar uma coisa no post "Jesse Valadão", que por sinal foi um sucesso. Foi só dar uma de macho-man que a mulherada resolveu chiar. Só quero que fique claro uma coisa: eu não penso exatamente daquela forma, ok? Existem algumas coisas que concordo, outras eu acho bobagem, mas lembre-se que aquela lista não fui eu quem criou.
O que ficou faltando foi uma dica de filme. Não é nenhum do Clint Eastwood, Charles Bronson, Schwarzenegger, Stalone, Bruce Willis ou Van Damme. Na verdade nem lembro quem são os caras que aparecem no filme, que é francês e atende pelo nome de 13º Distrito. A história é clichê, mas as cenas de ação foram muito bem feitas e empolgam. Os diálogos são afiados e bem humorados. Em suma: o filme diverte. Basta desligar o cérebro e curtir a francesada se quebrando.
Quinta-feira, Janeiro 05, 2006
Sábado, Dezembro 31, 2005
Último post do ano! Retrospectiva? Não! Mensagens bonitinhas e edificantes? Nããããão! Resoluções para o novo ano? É óbvio e ululante que NÃO!!!
Então que diabos eu resolvi postar?
Ora, caríssimos, nada que eu não pudesse postar em qualquer outra época. Esse blábláblá de fim de ano, onde todo mundo deseja mais paz, felicidade e sorte pra todo mundo, e no decorrer do ano esquece tudo que desejou, não tem vez aqui. Prefiro fazer isso pessoalmente, com quem importa. E me comprometi com duas pessoas (uma delas sou eu mesmo) a fazer com que as pessoas importantes pra mim saibam que realmente são importantes.
Vamos então ao que interessa: ao post de homem pra homem. Que me desculpem as senhoritas; e senhoras; e garotas; e pessoas "fenfíveis", mas hoje o papo é com aqueles que se orgulham de usar cuecas, ter um saco pra coçar e uma bela bunda feminina pra admirar.
Começo exaltando a capa de dezembro da edição de Playboy. Rapaz! Ficou muito boa, mas muito boa mesmo! Sexy, bem produzida e de encher os olhos. Tudo bem que a tal "ousadia" alardeada na capa não é pra tanto e que Fernandinha Paes Leme não tenha um derrière louvável, mas ainda assim não dá pra tirar o mérito da beleza da moça. Desde seu ensaio para a VIP, em agosto de 2003, que sua presença em Playboy era aguardada. Pelo menos por mim. Só não coloco nenhuma foto aqui por respeito aos direitos autorais (ahãn... sei... nada a ver com a multa sobre a violação desses direitos, né?) A entrevista com o bocão mais famoso do Brasil (a do mundo é, indiscutivelmente, Angelina Jolie) também ficou muito bacana. Cicarelli não se incomoda em dar sua versão para o fim do seu comentado casório. Bom humor e personalidade, além de muita beleza, a menina mostrou que tem. E fica difícil de não acreditar na sua versão da história. O ruim da edição é a seção Click. Há tempos eu não comprava a revista e descobri que estragaram a seção. Ficou uma porcaria.
Quanto à edição de dezembro da VIP, não tem o que exaltar. Pelo menos em relação à capa. Raica de Oliveira? Pô, Ronaldo! Tanta mulher muito mais bonita no mundo e tu vai dar em cima dessa???
Passo então para a parte "pé-na-jaca" desse post. Decidi que, ao pegar uma balada, não vou me dar ao desfrute de beber qualquer coisa que exista no barzinho aqui de casa. Cerveja, vodka e/ou whisky? Pra quê gastar com isso? Bebo em casa, oras! Assim sendo, agora só bebo saquê, absinto e drinks, como mojito e manhattan. Energético misturado com qualquer coisa? Também to fora. Isso é estragar qualquer bebida. Pra hidratar e não ficar com ressaca, a pedida é água. Aos amigos sugiro o mesmo. E convido os mais próximos a tomar uma cerva gelada aqui em casa.
Falei de mulher e de bebida. Agora vamos falar de carro. 2005 trouxe duas boas surpresas: Fiat Idea e o novo Vectra. Não que eu tenha vontade de comprar um Idea, mas quanto ao Vectra... Ficou sensacional! Inclusive o preço: R$ 50.000,00 (aproximadamente) para a versão básica do carro, que pode passar os R$ 80.000,00. Meu bolso ainda não comporta uma compra dessas. Mas esse é o carro que eu gostaria de ver enfeitando a garagem aqui de casa.
Mulher? Ok! Bebidas? Ok! Carros? Ok! Pero no mucho... Falta falar do que? Futebol? Nem a pau! Num campeonato brasileiro roubado e com o CUrinthians campeão, não dá. Sem comentários sobre o assunto. Mais um ano futebolístico a ser esquecido. Felizmente ano que vem tem Copa do Mundo!
Pra fechar, não quero deixar as meninas sem algo que também interesse a elas aqui. Segue uma lista que vai auxiliar as madames a lidar melhor com esses seres peludos, por vezes grossos e insensíveis chamados homens. Possivelmente você já recebeu esses sábios e preciosos conselhos por e-mail, mas vamos colocá-los aqui.
Todas as regras são prioritárias, não estão colocadas de maneira hierárquica. Você pode aproveitá-las em qualquer seqüência e os resultados serão os mesmos. É aquela velha história: a ordem dos fatores não altera o produto.
- Peitos e bundas existem para serem olhados e é por isso que olhamos. Não tentem mudar isso.
- Aprendam a manejar o assento da privada. Vocês já são bastante crescidinhas pra isso. Vocês são grandes, garotas. Se ele está levantado, abaixem-no. Nós precisamos dele levantado, vocês precisam dele abaixado. Vocês não nos ouvem reclamar quando vocês deixam o assento abaixado.
- Sábado = futebol. É como a lua cheia ou a mudança das marés. Não se muda isto.
- Fazer compras NÃO é um esporte. E não adianta, nós nunca vamos pensar do outro jeito.
- Choro é chantagem.
- Peçam o que vocês querem. Vamos deixar isso bem claro:
*Dicas sutis não funcionam!
*Dicas grosseiras não funcionam!
*Dicas óbvias não funcionam!
*APENAS PEÇAM O QUE QUEREM!
- 'Sim' e 'Não' são respostas perfeitamente aceitáveis para a maioria das perguntas.
- Tragam-nos um problema se querem ajuda para solucioná-lo. É o que nós fazemos. Para solidariedade existem as amigas.
- Dor de cabeça que já dura mais de 17 meses é um problema. Consultem seu médico!
- Tudo aquilo que nós dissemos há 6 meses não será admitido como argumento. Aliás, todos nossos comentários se tornam nulos e sem efeito após 7 dias.
- Se vocês acham que estão gordas, provavelmente estão mesmo. Não perguntem isso pra nós.
- Se algo que dissemos pode ser interpretado de duas formas, e uma delas deixa vocês tristes ou magoadas, entendam: nós falamos com o significado da outra forma.
- Vocês podem escolher: ou nos peçam algo, ou nos digam como deve ser feito. Nunca as duas coisas. Se vocês já sabem qual é o melhor jeito de fazê-lo, simplesmente façam.
- Sempre que possível, por favor, digam o que precisam dizer durante os comerciais.
- Pedro Álvares Cabral não precisou de orientações. Nós também não precisamos.
- TODOS os homens enxergam em 16 cores, como o padrão do Windows. Pêssego, por exemplo, é uma fruta e não uma cor. Abóbora também pertence ao reino vegetal. Nós não temos idéia do que é fúcsia.
- Se algo pinica, será coçado. Nós fazemos isso.
- Se perguntarmos o que está errado, e vocês responderem 'nada', nós vamos agir como se nada estivesse errado. Nós sabemos que é mentira, mas não vale a pena discutir por isso.
- Se vocês fazem uma pergunta e não querem ouvir a resposta, estejam preparadas para ouvir o que não querem.
- Quando temos que ir a algum lugar qualquer, qualquer coisa que estejam vestindo estará ok se assim dissermos. De verdade!
- Não nos perguntem o que estamos pensando, a menos que estejam prontas para discutir assuntos como:
*Sexo,
*Futebol, ou
*Carros
- Vocês têm roupas suficientes.
- Vocês têm sapatos demais.
- Homens sempre estão em forma. Redondo é uma forma.
Obrigado por ler as nossas regras. Sim, eu sei; se eu fosse (argh!) casado, hoje teria que dormir no sofá, mas sabe, os homens realmente não se importam com isso, é como acampar.
Chegou até aqui? Meus parabéns pela santa paciência! Merece meus desejos de um 2006 fantástico pra você! Espero que continue passando por aqui ano que vem!
Quarta-feira, Dezembro 28, 2005
Hora de encher vocês com números, argumentos e motivos pra refletir sobre hábitos cotidianos, tudo isso vindo na esteira da história de ter ou não filhos. Os motivos aqui são racionais. Não vou entrar no mérito emocional da questão, pois esse tipo de avaliação é pessoal.
Segundo Malthus, economista e demógrafo que viveu entre 1766 e 1834, o controle da natalidade seria fundamental para evitar epidemias, guerras e outras catástrofes provocadas pelo excesso de população. Segundo a teoria "malthusiana" não haveria alimento suficiente para a manutenção da espécie humana, visto que essa crescia exponencialmente e a produção alimentícia, matematicamente. Porém, na época em que Malthus escreveu seu ensaio pessimista, ninguém poderia prever a revolução verde acontecida na segunda metade do século XX, provando que a produção de alimentos atualmente é suficiente para alimentar todos os seres humanos do planeta, fato que não acontece por falha na distribuição de renda, impedindo o acesso de muitos aos alimentos produzidos.
Se existem alimentos para todos, o mesmo não se pode dizer da água. Segundo o site da UNICAMP que discute o assunto, o volume total de água no planeta é constante e as reservas somam aproximadamente 1,386 bilhões de km3. O volume de água doce representa cerca de 35 milhões de km3, ou 2,52% da quantidade total de água no planeta. Deste volume total, os rios representam 0,00009%, os lagos 0,009% e a água contida na atmosfera 0,0009%. A distribuição de água no planeta não é uniforme, o que produz alterações continentais, regionais e locais no uso dos recursos hídricos, com profundas implicações econômicas. Neste sentido, Gleick (1993), afirma que: "Uma das mais importantes características do ciclo global de água doce (...) é sua desigual distribuição espacial e temporal. Apesar da água ser abundante na média global, nós freqüentemente não a obtemos quando e onde queremos, ou na forma que ela é desejada."
A FAO estima que 70% da água doce disponível é utilizada na agricultura, maior consumidor de água do mundo, para fins de irrigação. Essa água é utilizada em 20% das terras com potencial agrícola do planeta, que contribuem com 40% da produção total de alimentos. O desafio é ampliar a produção de alimentos sem comprometer as fontes de água. E aí entramos num ponto de convergência. Para que as fontes de água possam ser mantidas, deve-se manter o ciclo da água, aquele que você aprendeu na época do ensino fundamental, onde temos evaporação, condensação, sublimação e novamente evaporação. De maneira extremamente resumida, é assim desde que essa bolinha de poeira cósmica se tornou um lugar habitável. Mas as características geográficas fazem com que a distribuição de água seja desuniforme e variável. Outro fator que altera o uso da água é a quantidade de moléculas nocivas presentes na atmosfera, que podem gerar chuva ácida, responsáveis por perdas de reservas em lagos e lençóis freáticos, além de afetar negativamente a produção de alimentos.
Existem suspeitas que a falta de chuva na Amazônia nesse ano tenha relação com a violenta temporada de furacões na América do Norte, que por sua vez tem relação com o aquecimento da água dos oceanos, que por sua vez tem suas correntes alteradas pelo aporte de água proveniente do derretimento das calotas polares, o que altera o clima de maneira absurda em escala global.
Como se não bastasse apenas o problema da água na produção de alimentos, algumas fontes de adubo são finitas, como as de fósforo - elemento fundamental para o desenvolvimento de qualquer cultura. A ciclagem de nutrientes é outro desafio a ser vencido num futuro próximo, pois a dependência de adubos químicos para obtenção de altas produtividades no campo é grande. Porém, dos problemas esse talvez seja o menor.
Não existem supercomputadores potentes o suficiente para medir todas as interações entre os sistemas do planeta, porém, a cada dia que passa, maior é a certeza de que o modo de vida dos seres humanos está desequilibrando de maneira irreversível a equação que permite vida na Terra. E por não existir nenhum outro planeta idêntico ao nosso, não existe a possibilidade de que sejam traçados paralelos sobre procedimentos a serem adotados, como se faz em qualquer hipótese científica a ser testada. Aqui as suposições erradas podem levar a problemas ainda maiores do que aqueles que essas se propunham a resolver.
Com tantos desafios a serem vencidos, seria melhor realizar um controle de natalidade no planeta, diminuindo a pressão sobre os ecossistemas, há muito fragilizados. O debate ecológico se iniciou apenas no final da década de 1960, ou seja, comparado com o tempo que o ser humano habita o planeta, não quer dizer nada em escala temporal. Ainda assim pode-se perceber, de maneira exageradamente otimista, que estamos evoluindo nesse campo.
Em um planeta onde se estima que 2 bilhões de seres humanos não terão água disponível para consumo na metade deste século, nada mais lógico do que evitar o aumento populacional. Volto então a Malthus. O pessimismo dele em relação à vida era pela escassez de alimentos. O meu é por falta de água, que deve gerar mais conflitos, mais epidemias e mais problemas para nossa sobrevivência. Por essas e outras, prefiro deixar para ter filhos numa próxima encarnação, isso se até lá nós conseguirmos manter a vida por aqui.
Para maiores informações sobre água no mundo, consulte também o site da FAO.
Sábado, Dezembro 24, 2005
Post de Natal sempre é complicado. Ainda mais pra mim, que sou um tanto quanto realista demais - o que, pra muita gente, quer dizer pessimismo. Não vou me repetir falando do que me incomoda, como fiz no post de Natal do ano passado. Quero apenas acreditar que esse Natal tem tudo pra ser muito melhor do que aquele que passei em 2004 e que 2006 me reserva grandes e deliciosas surpresas.
A você, que aparece aqui sempre pra dar uma checada nas abobrinhas que escrevo, um FELIZ NATAL!
Quarta-feira, Dezembro 21, 2005
Aproveitando o gancho dado pelos comentários no meu post anterior (que cura insônia, de tão mal escrito que foi) vou fazer uma suposição rápida.
Digamos que em 2001, quando eu ia ser papai caso não houvesse ocorrido aborto espontâneo, meu filho hoje contaria três anos de idade. Na época foi um misto de sentimentos, tanto bons quanto ruins, mas o pior foi a incerteza de como eu me sairia no papel de pai.
O que foi dito pelo Sérgio parece coerente: Mamãe Natureza sempre dá um jeito de colocar as coisas no rumo. E acredito também que a opinião da Aninha é condizente com a realidade, que minha geração será capaz de dar uma educação adequada para os filhos. Porém sou da mesma opinião de Saint-Ange. Não vejo motivos pra colocar filhos nesse mundo que conheço. Se eu tivesse um pouco mais de paciência para colocar aqui todos os dados que formam minha opinião, talvez o tempo que a Re imagina ser suficiente pra gerar uma criança seja pouco.
Ainda quero dar uma reforçada nesse ponto de vista, pois da maneira como fiz agora ele parece superficial, mas aguardem um post-testamento, com citações a leis e cientistas e tudo mais que eu puder arrumar. De qualquer forma, os comentários de vocês ajudaram muito no brainstorm para criar um próximo texto. Faz tempo que não encho a paciência de vocês com meus posts ambientais. =P
Sábado, Dezembro 17, 2005
Passada a fase de jejum internético (o monitor resolveu entrar em greve), vamos a mais um post.
Como eu havia comentado em um post anterior, esse mês organizei um encontro para comemorar os quinze anos da turma de oitava série. Sempre que comento sobre essa reunião com alguém que não conheceu o povo do Madalena Sofia, a pessoa se surpreende com o fato de ainda mantermos contato. Realmente é algo difícil de acontecer, pois nem com o pessoal da faculdade tenho muito contato. E olha que a formatura foi em outubro de 2003...
Só que é fácil entender a razão de ainda haver um laço entre esse pessoal: a turma era extremamente unida nos tempos de colégio. Essa união se reflete até hoje, pelo fato de, mesmo passado tanto tempo, ainda nos tratarmos pelos velhos apelidos. O fato de minha casa ficar a uma quadra do colégio deu um ar ainda mais nostálgico ao encontro.
Como só nos encontramos em eventos esporádicos, isso mostra o quanto o pessoal gostava de conviver naquela época.
Para que a reunião fosse bem sucedida, tentei conciliar a data para que a maior parte do pessoal que ainda está em Curitiba pudesse se encontrar. Várias foram as mudanças de data até bater o martelo e fazer a reunião aqui em casa mesmo. Exceto por aqueles que confirmaram presença e não deram as caras, não há razão pra reclamar. O pessoal se animou a tal ponto que muitos pediram pra que esse tipo de reunião não seja a cada cinco anos, mas sim anual, afinal existem muitos motivos pra manter nossa amizade fortalecida.
Quinze anos depois parece que nada mudou. Alguns com família e filhos, outros ainda avulsos, uns com a mesma cara, outros um tanto quanto diferentes. E aqueles que não participaram do encontro de 2000 se arrependeram de ter perdido a festa, que ficou registrada em poucas fotos, mas em muitas palavras dos relatos de quem nela esteve. Relembramos novamente os "causos" mais cabeludos que aprontamos em sala de aula, dos professores que gostávamos e de como incomodávamos aqueles que não eram tão bem quistos. Não foi difícil traçar paralelos com o que acontece atualmente na geração que enfrenta a adolescência e a nossa. Nesse sentido, muito mudou, mas não foi pra melhor. A dificuldade que a atual geração enfrenta é aproveitar a liberdade conquistada de maneira adequada. Mas quem sou eu pra enumerar aqui o que é adequado? O ritmo das coisas é esse e só resta buscar cumprir nossos papéis balizados por aquilo que consideramos como mais correto. Uma das colegas já tem duas filhas que em breve entram na adolescência; a mais velha conta com 10 anos e a irmã, 9. Mas deu pra notar que a educação passada pras meninas está acima da média, o que alenta esse escritor aqui, pois dificilmente você vê pais se preocupando em passar valores pros pimpolhos de maneira tão sólida hoje em dia.
Vamos ver como estarão na próxima reunião, dentro de cinco anos... Ou em um, se a corrente que defende as reuniões anuais for a prevalecente.
Segunda-feira, Dezembro 12, 2005
Sugestão de cinema: se você tiver oito anos, sobrinhos, irmãos ou enteados nessa faixa de idade, vá assistir Crônicas de Nárnia. Do contrário passe longe desse filme. Chatíssimo, arrastado e totalmente Sessão da Tarde. Eu assisti apenas por desencargo de consciência, pois tudo que li a respeito do filme depõe contra ele. Porém eu garanto que pegaram leve com a produção. É pior, muito pior do que eu imaginava...
Se não houver nada de interessante em cartaz no momento, ou se já viu tudo nos cinemas, aguarde a estréia de King Kong. Esse sim, promete!

Quinta-feira, Dezembro 08, 2005
Moçada, estou ultimamente tomado pela Síndrome da Falta de Inspiração. Nem pra alfinetar estou com cabeça nesse momento. Mas se você estiver curioso pra saber como foi a viagem da carioquinha ruiva e o que ela achou de Curitiba, não se faça de rogado e apareça no blog dela.
Mas antes de parar o post, vou dizer que uma das coisas que gostei de saber pela Renata tem relação com esse blog. A imagem que passo através de tudo que aqui escrevo nem sempre é condizente com a realidade e ela pôde constatar isso. Uso A Era como válvula de descarga pra muita coisa que me aborrece, não apenas para divertir e/ou informar. Os posts mais amargos são os reflexos de situações que me irritaram (e vocês perceberam que me irrito facilmente).
O que acontece é que não me preocupo com o que pensam em relação a mim, mas gosto de cutucar e fazer com que reflitam sobre alguns assuntos. Não sou santo, aqui também funciona aquela velha história do "faça o que digo, não o que faço", deixo mensagens nas entrelinhas que podem soar sem nexo, mas têm direção definida (principalmente para personas non gratas que insistem em aparecer por aqui). Além do mais, se a carapuça serve, vista e faça bom uso. Não fico passando a mão na cabeça de ninguém. Dei bola fora falando algo que magoou alguém próximo? Que a pessoa aproveite e avalie se estou certo. Se eu não estiver, basta espinafrar e me convencer que estou errado.
Quem me conhece sabe que peço desculpas se piso na bola e, na mesma linha de pensamento, perdôo numa boa quem erra comigo e pede desculpas sinceras. Só não admito que me insultem, que subestimem minha inteligência mentindo pra mim e não admitindo a mentira. Pessoas assim eu não considero dignas de meu respeito. Se hoje tenho poucos inimigos, o fato se deve à falta de respeito deles para comigo. Porém essas inimizades se resolveriam se me pedissem desculpas formais, através de uma conversa civilizada. De qualquer forma, saibam que por trás dessas linhas muitas vezes ácidas e mau humoradas, existe um cara que está de bem com a vida e que sabe o que está fazendo... Se não der certo, é só botar o tapetinho*...
* Sobre isso ainda vai sair um post... Hehehehehe...
Domingo, Novembro 27, 2005
Até o momento não consegui escrever nada que preste pra ser publicado aqui. Saco! Detesto essas entressafras criativas, que impedem de manter o ritmo do blog.
Mas na falta do que falar, resta a opção de colocar uma figura. A tira é de autoria do grande Laerte...

Quarta-feira, Novembro 23, 2005
Alguém pode me explicar o que leva um ser humano a cometer o ato abaixo?
Domingo, Novembro 20, 2005
Minha paixão pelos quadrinhos começou como a de muitos aficionados, através das revistinhas da Turma da Mônica e as publicações Disney da Abril, entre elas meu preferido sempre foi o Pato Donald, principalmente pelos traços de personalidade muito parecidos... hehehehehe... Lembro que uma das coisas mais divertidas da minha infância era ir até a banca de revistas e sempre voltar pra casa com uma nova aquisição pra coleção. Tempos depois nos tornamos assinantes do pacote Disney, lá nos idos de 1987, e era sempre com muita ansiedade que eu e meus irmãos esperávamos pela nova remessa de revistas a cada mês. Na verdade o mais ansioso era eu, meus irmãos nunca ligaram muito pra gibis. Além das revistinhas, sempre ficava de olho nas tirinhas dos jornais. Foi assim que conheci Garfield e Calvin & Haroldo, entre outros.
Também em 1987 havia espaço no Brasil para publicações de autores nacionais na Editora Circo, como Chiclete com Banana. Mas na época eu só ouvia falar dessas publicações nas rodinhas de colégio e não dava muita bola pra elas. E assim foi até 1991, quando numa das palestras obrigatórias que tínhamos que fazer nas aulas de Português, um colega levou uma edição dos Piratas do Tietê, pois seu tema eram quadrinhos nacionais. Até então eu nunca tinha entrado em contato com a obra de Laerte e fui fisgado pelo estilo do cara, limpo, detalhista e com a dose exata de sarcasmo. A partir de então fui atrás de outras revistas dos Piratas em bancas e sebos, mas não encontrava a revista que havia aberto minha mente para as criações nacionais, a Piratas do Tietê nº. 8. O tempo passou, desisti de encontrar essa edição e continuei com minha vidinha.
Porém, um belo dia, ao visitar uma amiga, comentei com o pai dela, um senhor freqüentador da Igreja Universal do Reino de Deus, que gostava de ler as criações do Laerte e que havia uma revista que eu procurei exaustivamente em todos os lugares possíveis e não a encontrava. Para minha surpresa, ele também era entusiasta de quadrinhos nacionais, além de leitor de Conan (!) e me deu um presente. Já deu pra adivinhar qual foi? No lugar menos provável do mundo consegui o "tesouro dos Piratas". E lá estava ela: minha tão desejada Piratas nº. 8. Infelizmente não tenho todas as edições dos Piratas que gostaria, mas as que tenho, guardo com muito carinho, além de algumas outras edições da Circo, que fazem uma falta danada. Torço para que um dia exista espaço novamente para publicações periódicas de Laerte e Angeli - da excelente Chiclete com Banana, na minha opinião os melhores desenhistas de HQ nacionais.
Sábado, Novembro 19, 2005
Dia 15 tivemos a presença da "famosa" Bruna Surfistinha, atualmente atendendo pelo nome verdadeiro: Raquel, no Programa do Jô, para divulgar o livro baseado no período de sua vida como garota de programa. Passei pelo blog da moça algumas vezes e não deu pra dizer que a escritora e a moça no sofá do Jô são a mesma pessoa. Faltou eloqüência à menina e inspiração ao entrevistador. Nada do que foi perguntado ou respondido fez valer o tempo perdido em assistir ao programa. Não me recordo agora de todas as perguntas, mas sempre que a entrevistada ia responder, começava com um "Então..." Isso irrita! Pelo menos a mim. O tal "então..." antes de qualquer coisa que se diga (ou escreva) é comparável ao "tipo assim", "olha só", "bom", "veja bem". Não dá! Sei que não é todo mundo que sabe como falar em público, mas a Raquel é uma "escritora" relativamente conhecida na mídia, já participou de alguns programas de TV. Não é o caso de contratar uma assessoria de imprensa?
Nossa, Rodrigo! Como você é chato!
Sou o chato que é contra entrevistas com jogadores de futebol e com gente que não sabe usar o bom e velho português. Contra todo tipo de agressão ao idioma causado por gente que tem estudo suficiente pra não cometer erros banais, mas não se preocupa em falar "seje", "haja visto", "a nível de" etc. em situações onde isso é imperdoável. Mas perto dessas cacas, os "então..." da Bruna, ou melhor, Raquel, não são nada.
Voltando à entrevista, uma coisa que me surpreendeu foi a coragem - na falta de expressão mais adequada - do namorado de Raquel. Não é qualquer um que se expõe (e conseqüentemente as pessoas de sua família) para o Brasil inteiro, assumindo sua relação com uma ex-prostituta que relatava seus programas na internet. Em resumo: todo mundo sabe o que a atual mulher fez na cama, o que não foi pouco. Dava pra ouvir até que bem o zum-zum-zum da platéia quando o Jô falava com o rapaz. "Personalidade" é isso: largar um casamento, ir morar com uma prostitua, assumir escancaradamente seu amor pela menina via satélite para todo o país e fazer a ex-mulher, filhos (se tiver) e pais passarem o maior carão no dia seguinte. Isso tudo só não é pior do que ser alguém que namora prostituta e nem sabe. E tem também aqueles que namoram meninas que não são prostitutas, mas que agem como tais. A diferença é que essas não cobram pra abrir as perninhas. Basta o cara ser - ou dizer que é - juiz, ou que trabalha como gerente de uma loja de importados, ou que é cantor de uma banda (underground de preferência) além de ser ator amador e pronto! - elas embarcam no carro do sujeito. Diga qualquer coisa nesse sentido, demonstre que detém algum "poder" e lá estará ela, disposta a dar o que você quiser (ainda mais se for levada a um drive in ou algo igualmente "perigoso"). O namorado-marido-companheiro nem fica sabendo. E continua dormindo com o "inimigo"...
Quarta-feira, Novembro 16, 2005
Post light, falando sobre algo que há temos eu não comentava: cinema. Aproveitei essa última semana e assisti a três filmes.
O primeiro foi Jogos Mortais II. Vale o ingresso. Não assisti ao primeiro, que muitos falam ser bastante superior a esse. Mas se do II eu gostei, esse final de semana vou alugar o I e conferir.
Outro foi Mergulho Radical. Nem preciso falar que é uma bomba, mas o fato de ter Jessica Alba no elenco (e de biquíni!) fez com que o filmeco fosse suportável. Espere sair em DVD...
Sábado, Novembro 12, 2005
O post sobre o separatismo foi profundo como um pires e ainda assim surtiu bons comentários. Gostei! Como havia dito antes, não sou favorável ao movimento. O aspecto econômico citado no post foi apenas um, entre vários outros motivos, para demonstrar a fragilidade da causa. Só quero reafirmar que o Sul não é um país e que os separatistas estão lutando por uma idéia perdida. E também não me alongo no discurso aqui porque não apareceu nenhum defensor da idéia, graças a Deus!
Aliás, o contador anda num ritmo bastante acelerado. É muito bom saber que isso aqui está sendo visitado. Diferente de outros diários na internet, que andam às moscas... Acho que o único visitante desses deve ser o(a) escritor(a), pois nem comentários deixam pro(a) coitado(a). Nada pior do que isso, você escrever e ninguém deixar uma opinião.
E o pessoal do Dois-em-um (pero no mucho) está com problemas. Gente, vamos fazer uma vaquinha, pois nem a compra dos artigos de decoração na Casa China foi suficiente pra que conseguissem manter o orçamento. As doações podem ser feitas na minha conta bancária mesmo. Prometo que reenvio todo o valor doado aos necessitados.
E quando menos esperava, dei de cara com uma expressão PIOR que "beijo no coração". Impossível? Não, meus caros... Existe coisa pior que isso. Duvida? Lá vai: "beijo na sua alma". Não é invenção minha. Eu juro que li isso. Só que infelizmente estou fazendo um contra-serviço ao apresentar esse novo aborto para vocês. Agora, quando quiserem me ofender, já sabem o que fazer...
O destaque visual desse post fica por conta da surpresa de aniversário que recebi essa semana. Bastam uns minutinhos e muita criatividade e ela consegue deixar a gente de queixo caído. Essa Garotinha, hein... Aproveite e se acabe de rir com o trabalho da Re, feito com exclusividade pra mim... =D
Sexta-feira, Novembro 11, 2005
Ainda não é nesse momento que coloco no ar um post novo, mas como fã dos Malvados, não podia deixar de contribuir com o Senhor André Dahmer, mesmo sem ganhar nenhum tostão... Se bem que talvez eu cobre uma caneca personalizada, pra não passar em branco...

Domingo, Novembro 06, 2005
A lista de coisas que me deixam de mau humor é extensa, característica típica de gente ranzinza... Dentre os itens dessa longa lista está o movimento separatista, que deseja tornar os três estados do Sul independentes, formando um novo país. Fico imaginando onde o povo que apóia essa baboseira andou estudando ou se atualmente mora no planeta Terra. Eu fui separatista. Admito. Não, não me xingue. Isso aconteceu quando estava na 5ª série, época em que não entendia porra nenhuma de política, muito menos de economia. Não que hoje eu seja um expert nesses assuntos, mas percebi que esse papinho de separatismo é a coisa mais babaca que pode existir. Ainda se a região sul fosse a mais rica e industrializada, tudo bem... O problema é que o PIB dos três estados do Sul não rivaliza com o PIB de São Paulo sozinho. Por isso, os separatistas mais "espertinhos" gostariam que São Paulo entrasse no bolo. Apesar de termos altos índices de qualidade de vida, não há justificativa racionalmente aceitável para a criação da tal "República dos Pampas". Nomezinho infeliz, hein? Já imaginou uma sessão da ONU? "E agora, com a palavra, o representante da República dos Pampas." Pára, vai...
O Uruguai é um país de Primeiro Mundo? O que faria a "República dos Pampas" ser? As razões para a separação do Uruguai eram bastante claras, pois a cultura de lá não batia com a nossa. No entanto, não vejo diferenças culturais gigantescas que justifiquem a criação de um novo país. Além de ser um país inexpressivo, o maior azar dos uruguaios são as fronteiras. A única opção de povo vizinho que falava espanhol é a (argh!) a Argentina. Pior do que se juntar com a Argentina seria ser o último brasileiro do sul, fazendo fronteira com o (blérgh!) Rio Grande do Sul... Não duvido que muito uruguaio deva rezar toda noite pra Deus provocar um terremoto que faça o Uruguai se tornar uma ilha. Pelo menos assim a vizinhança não seria problema.
Domingo, Outubro 30, 2005
Hoje vamos fazer um exercício de imaginação. Viagem na maionese total.
2005 nem tinha começado e já tinha um monte de gente comendo grama pela raiz depois do tsunami devastador na Ásia. Se iniciar um ano assim não foi uma das melhores maneiras, piores foram os eventos que aconteceram desde janeiro, como essa onda de problemas climáticos e de catástrofes naturais. Bateu-se o recorde de furacões, a falta de água na região norte do Brasil é a pior dos últimos 80 anos (se não me engano) e vários terremotos registrados mundo afora também foram devastadores. Há uns três mil anos atrás, se acontecesse esse tipo de coisa, vinha um "doido" dizendo que eram sinais de Deus. Onde estão os Moisés, os Zacarias, os Malaquias de hoje? Por que nenhum profeta aparece e nos diz que estamos nos desviando do caminho certo, que essas "punições" querem mostrar a insatisfação divina com nossos atos, nossas ações? Será que Deus nos abandonou à própria sorte e foi cuidar de outro planeta habitado, e mais bem comportado, nos confins do Universo? Às vezes um puxão de orelha bem dado faz a diferença na educação, certo? O Manda-Chuva Supremo ta devendo um desses pra nós. Ou você acha legal essa história do Mundo estar se acabando aos poucos?

Sexta-feira, Outubro 28, 2005

Quarta-feira, Outubro 26, 2005
Voltando ao mundo dos Quadrinhos


Domingo, Outubro 23, 2005
Depois do dever cívico cumprido, aqui vai mais um "post gráfico". Só espero que o Sr. Maringoni não ache ruim eu ter colocado a charge dele aqui...

Era pra sair um post daqueles, com um assunto que ia deixar gente rangendo os dentes de raiva. Mas resolvi aprimorar o texto e vai demorar pra ter algo sobre o assunto que quero tratar.
Enquanto isso, vamos dar o migué e enrolar vocês com um post "blé"...

Quarta-feira, Outubro 19, 2005
Não sei se vocês sofrem desse mal, mas me divirto horrores quando decido baixar ou trocar músicas do século passado em MP3. É muito engraçado rir sozinho quando tocam os primeiros acordes de músicas que você adorava e há um tempão não ouvia. Daí você deixa rolar, sai pulando e dançando que nem um retardado pela sala (mas só quando se está sozinho e ninguém vendo, lógico) e relembra com gosto das festinhas americanas da época em que o que tocava era em LP ou K7 com a trilha sonora das novelas. Vai dizer que não lembra o que são essas coisas? Oras! LP é um treco preto, redondo e achatado, feito de vinil e com sulcos paralelos, que tocava música! K7 é aquela caixa achatada de plástico retangular, com dois furos e uma fita magnética dentro e... Quer que eu desenhe ou já lembrou?
De qualquer forma, estou fazendo uma coletânea de preciosidades musicais dos anos 80 para que sirvam de trilha sonora para uma vindoura reunião do pessoal do colégio. Já se passaram 15 anos desde que saímos do saudoso Colégio Madalena Sofia e a última reunião realizada foi em 2000, mas essa eu não pude curtir por um surto psicótico de uma pessoa. Depois fiquei sabendo que o pessoal ficou até altas horas relembrando os bons tempos da puberdade. Felizmente minha participação na próxima reunião não será interrompida por nenhuma neurótica e provavelmente teremos uma presença maior de antigos colegas do que na de 2000 (graças a São Orkut!), o que indica que essa provavelmente será muito mais divertida.
Não sei se interessa muito pra vocês, mas depois que ela rolar, com certeza vai ter post sobre o evento aqui. Mas isso só depois do dia 10 de dezembro. Até lá, outras bobagens serão publicadas...
Domingo, Outubro 16, 2005
Até quinze anos atrás, o último trimestre do ano era a época mais aguardada por mim. Primeiro porque as férias estavam chegando, segundo porque eram três meses seguidos de presentes. Em outubro, tinha o dia das crianças e presente dos meus pais. Em novembro, vinha meu aniversário. O que significava presente dos pais e dos tios. E, finalmente, em dezembro, era Natal. O que acontecia? Presentes, presentes e mais presentes... É bem verdade que nem todos os anos puderam ser "goldinhos" no quesito novas aquisições, mas geralmente não havia razão pra reclamar. Acho que único ano que foi fraco foi 83. Os demais, sucesso total. É por essas e outras que não posso reclamar da minha infância e, no que depender de mim, meu filho vai ter o mesmo privilégio. Concepção em meados de fevereiro, nascimento em novembro e uns 15 anos de brinquedos pela frente. Mas isso ainda vai demorar um pouco. Se bem que, segundo dados atuais, as crianças só admitem serem chamadas de crianças até os seis anos. Depois disso já começa a reivindicar o título de "pré-adolescente". Uma pena...
Sexta-feira, Outubro 14, 2005
Dia 12 foi dia do engenheiro agrônomo. Queria ter escrito algo, mas passei o dia com minha família, curtindo o aniversário de 82 anos do meu avô. Cara, se eu chegar aos oitenta com a vitalidade e lucidez do "véio" Basílio, beleza. O problema será ficar velho e depender de outros pra viver. Mas se levar em consideração o histórico das famílias de papai e mamãe, vou longe ainda. E se levar em conta o quanto a medicina vai evoluir nesse meio tempo, putz, passo fácil dos 100. Mas essa nem de longe é minha meta. Admito que não me sinto à vontade com o fato de ter que envelhecer. Estou às portas do meu 30º aniversário e não aparento essa idade. Se pudesse escolher, ficaria pra sempre com a cara que eu tinha com 25. Porém, sendo o tempo inexorável, cruel e impiedoso como um cossaco russo, não me resta nada a fazer além de aproveitar cada instante, certo? Bom, não preciso nem comentar que isso serve pra ti também. Então esse post vai ficando por aqui, pra você ir fazer coisas mais interessantes do que ler as abobrinhas que escrevo. Vai ler um livro, andar de bicicleta, beijar teu amor, enfim, te vira!
Ah... Motivo pra atazanar...
Segunda-feira, Outubro 10, 2005
Última retratação sobre o post "Vícios":
"O que não ficou explícito no meu post foi o seguinte: quanto você tem que fumar (beber, se drogar etc.) pra causar danos irreversíveis? Foi sobre esse tipo de vício que quis falar. Pena que a espada recaiu diretamente sobre as cabeças fumantes.
E eu estou falando (da maneira mais torta, é verdade) das pessoas que estão de fora, vendo quem é amado se degenerando."(sic)
Trecho retirado de conversa no MSN, onde justifico o que era pra ficar entendido.
Ok? Beleza? Então até mais, pe-pessoal!
Domingo, Outubro 09, 2005
Sábado, Outubro 08, 2005
Tá, antes que me mandem uma carta bomba por causa do "radicalismo" do post abaixo, vamos deixar claro uma coisa:
- Vício s.m. 1. Mau hábito. 2. Costume pernicioso, condenável. 3. Apego extremo a tóxicos, bebidas etc.
E abro o leque assim não só para o tabagismo. Entram no balaio o alcoolismo e drogas ilícitas. Qualquer coisa que te mate aos poucos por SUA própria vontade. Só pra frisar: Vai ser egoísta assim lá no Inferno!!!
Segunda-feira, Outubro 03, 2005
Como recebi pedidos para que as postagens sejam mais freqüentes, vou mandar agora um "post enche-lingüiça":
Sábado, Outubro 01, 2005
Verborragia total hoje. Isso que dá só ter tempo de escrever nos finais de semana... Mas, enfim, vamos lá.
Entramos em outubro, mês das crianças e o papo novamente será nostálgico, coisa comum pra quem escreve em blogs e já passou dos 25, onde boa parte dos relatos remete à infância. Compreensível, pois o passado geralmente é um lugar confortável. O que era ruim ficou pra trás e as boas coisas se mantém vivas na memória com mais força do que as demais. A não ser aquilo que foi muito ruim, mas essas não vêm ao caso. Sendo o mote de hoje a infância, suas delícias e encantos, pergunto: quantos foram os especiais infantis de qualidade que a televisão brasileira realizou nos últimos tempos? Pergunto isso com base naqueles que assisti quando era pequeno, que traziam cultura, fantasia e participações especiais verdadeiramente especiais, como Plunct Plact Zum, A Arca de Noé e outros que hoje parecem não ter espaço na TV. Mesmo os programas infantis atuais não passam de sombra daqueles que assistia quando era pirralho. Implicância? Pode até ser, pois não assisto programas infantis da TV aberta. Ainda assim duvido que exista algum como os exemplos que citarei. Que atire a primeira jujuba aquele que discorda, mas, por favor, o faça com bons argumentos.
Existe hoje algum programa infantil com capacidade de mexer com a criatividade da petizada como A Turma do Lambe-lambe, com o inigualável Daniel Azulay? O que? Nunca ouviu falar do cara? Ponto negativo pra ti, algodão-doce pra mim... Eu lembro muito bem dos meus dias de estudante na pré-escola, época em que A Turma do Lambe-lambe era transmitido (ou seja, lá pelos idos de 1980 - 1981) e da correria que era sair da escolinha pra chegar a tempo de ver um pedacinho do programa e aprender a fazer um brinquedo novo, com materiais que toda casa possuía e sempre ia pro lixo. Numa mostra de estar à frente de seu tempo, Daniel Azulay, sem querer, fez de muitos mini-telespectadores pessoas com ímpetos de reciclar coisas que eram julgadas como lixo. O brinquedo que sempre me vem à memória é um ônibus espacial feito com miolos de rolos de papel higiênico e uma garrafa de água mineral. Esse eu havia feito sozinho e, para um ser de tenros 5 anos, ficou perfeito. Era meu orgulho mostrar o ônibus espacial Colúmbia (na moda naquela época) feito pelas minhas próprias mãozinhas, pra todo mundo.
O Sítio do Pica-pau Amarelo está de volta, mas as coisas não são romanticamente toscas como na minha época, devido ao início do desenvolvimento dos efeitos especiais. Admito que nesse caso, estou sendo um velho ranzinza, mas a Cuca da minha época era mais charmosa que a atual, a Dona Benta que eu assistia era mais carismática que a de hoje e, apesar do enorme talento da garotinha que interpreta a Emília, ainda sou mais as antigas. Dos males, o menor, pois acredito que essa versão do Sítio vai ser lembrada com muito carinho pelas crianças que acompanham o programa. Ponto pra TV atual.
Apesar da Rede Globo sempre ter buscado por programas bem produzidos, a Bandeirantes foi o lar do meu infantil preferido: TV Tutty Fruti! Era um deboche total: tinha um apresentador que era um abacaxi que parodiava o Chacrinha, havia vários amendoins cangaceiros, 3 jabuticabas (ainda lembro o chavão das ditas: Eu sou Jabu! Eu sou Ticá! E eu sou Binha! As três jabuticabinhas que não param de fofocar!), enfim, muitas frutas, verduras e legumes como era de se esperar de um programa com esse nome - tudo bem, Tutti Fruti generaliza apenas frutas, mas isso não tira a originalidade do show. Não era propriamente um programa infantil, uma vez que muitas piadas traziam referências a fatos que poucas crianças percebiam, mas meu pai se partia de rir em muitos esquetes. Ficou no ar pouquíssimo tempo, mas o suficiente pra marcar quem assistiu.
Bastante semelhante em humor ao extinto TV Colosso, que conseguiu ser uma excelente opção para as manhãs das crianças em meados da década de 90. Ou alguém não se lembra da chamada pra hora do almoço, feita pelo cozinheiro francês da casa? A sátira da TV Colosso era fantástica. Acredite se quiser virou Acredite se puder ("Ih, esse Jacka Paladium é o maior cascateiro"), o apresentador Thunderbird, da MTV na época, virou Thunderdog, todos os funcionários de baixo escalão da emissora canina se chamavam Gilmar (sendo o mais popular o Gilmar das Candangas), enfim, era muito divertido aproveitar as manhãs de férias curtindo aquele programa, que, diga-se de passagem, era muito melhor do que os apresentados pela Xuxa - na era pré TV Colosso - e pela Angélica, conseqüentemente pós TV Colosso. Se você é menina, provavelmente discordará, pois raras são as que admitem isso. Xou da Xuxa era irritante, só se salvava pelos desenhos que apresentava. Era dose de agüentar os discos da Xuxa... Argh!!!! Só sabe isso quem teve irmã fã da Xuxa.
Mas, voltando aos especiais infantis, até a Blitz participou em um da Globo na década de 80. Lembro que, após o programa, quis dormir com a luz acessa (não me pergunte por que) e acabei queimando o lustre do meu quarto, uma colagem que dava ao objeto a cara de um palhaço, devido à idéia brilhante da minha mãe em cobrir o dito para diminuir a luminosidade. O item kitsch se foi, mas era algo que toda criança que se prezasse na época tinha em seu quarto...
Leitor interrompe o escritor: Desse jeito fica difícil de manter a linha de raciocínio, Rodrigo. Pára de escrever sobre SEU passado e volta ao assunto, faz favor?
Ok, ok... Sorry folks.
Onde eu estava mesmo? Ah, sim... No especial da Globo com participação da Blitz. É praxe fazer uso de artistas populares entre as crianças para reforçar a audiência e também atrair outras faixas de público, e na época da explosão do Rock Nacional, nada mais normal que fazer um programa com uma das bandas mais carismáticas do momento. Não cabe aqui a defesa da qualidade musical do grupo, pois apesar de ter seu primeiro disco riscado a prego em duas faixas pela censura da época, nem tudo que a Blitz fez foi bom. Voltemos às vacas frias.
Se hoje a Globo resolvesse realizar um especial para crianças, quem estaria lá? Wanessa Camargo, Sandy, DJ Serginho e a Lacraia, só gente do melhor naipe de artistas. Todos compatíveis com as participações dos infantis da década de 80, como Vinícius de Morais, Toquinho, MPB4, Elis Regina... A pergunta agora é: os pais das crianças de hoje não são os mesmos que viram esses artistas na sua época de infância? Em boa parte, sim. Mas então porque não tentam mostrar aos filhos artistas que transmitam mensagens inteligentes, mesmo que infantis. O que tem de errado com "era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada"? Por que a música da Lacraia é mais legal que aquela cantando "lá vem o Pato, patati patacolá"?
A resposta, pra mim, é simples: quantos são os pais que passam o devido tempo com os filhos a ponto de transmitir pra eles valores familiares? Desde que a renda começou a decair, obrigando muitos pais a passar mais tempo nos escritórios, seus filhos vão para creches ou ficam em casa com babás. Muito bom, são as conquistas do mundo moderno: pais trabalham e delegam a responsabilidade de criação dos filhos a pessoas que nem sempre têm os mesmos valores morais e culturais que os seus. Aí o que acontece? Crianças em casa ou em creches, na companhia de babás e "educadoras" que ouvem Latino, Calypso e coisas do tipo. Culpa das babás e "educadoras"? Não, pois a possibilidade delas terem freqüentado uma boa escola e desenvolvido um senso cultural e moral suficiente é pequena. Aí cabe separar o joio do trigo e ressaltar que existem pessoas de mau gosto mesmo. Não sou contra a cultura popular, mas sim contra o seu empobrecimento.
Culpa apenas dos pais, que passaram a ser apenas provedores de roupa e comida, transformados em monstros fazedores de dinheiro? Em boa parte, não. Sabe-se da existência de pais que, ao colocarem filhos no mundo, não se deram ao trabalho de criá-los decentemente.
Culpa do governo, com esses impostos absurdos (ou você acha que uma mordida de 27,5% no seu salário é pouco?) que obrigam os pais a trabalhar mais? Do governo que não oferece escolas de qualidade para o povo, o que favorece a proliferação de uma cultura popular chinfrim? Em parte, sim, a culpa é do governo.
Mas uma boa parte da culpa se deve ao fato dos valores atuais terem se distorcido ao ponto que você só é alguém se o sucesso na sua vida for medido pelo tamanho da sua casa, por quantos carros você tem na sua garagem, sendo importante também que esses carros não sejam os modelos mais baratos e nem tenham mais de 5 anos de uso. Você só é alguém de sucesso se suas roupas são da grife mais cara, se freqüenta o Country Club e os lugares da moda. Por aí vai. Todo mundo correndo feito doido pra garantir um padrão cada vez mais elevado de vida - não que isso seja errado, é natural do ser humano procurar melhorar sempre - mas estamos esquecendo de educar, e digo educar no sentido amplo da palavra, ou seja, não apenas ensinar a ler e escrever, mas mostrar que é importante respeitar a si e aos outros, ser honrado, entender (a partir da idade adequada) qual será seu papel na sociedade.
Como pode um filho saber como é amar seus pais e irmãos se esse tipo de coisa não foi ensinado em casa? Dificilmente você verá uma convivência harmoniosa em uma casa assim. Qual é a expectativa com relação a uma pessoa que passou a vida assistindo seus pais promoverem trambiques, se aproveitando dos outros? Um futuro cidadão honesto? Dificilmente. Que tipo de valor passa para um filho aquele pai que pega dinheiro emprestado do mesmo, mas não devolve e deixa o nome de sua cria parar no Serviço de Proteção ao Crédito, deixando para outro a responsabilidade de limpar o nome da criatura? Aquele que fez a "caridade" de tirar o nome da pessoa do SPC também não viu mais a cor do dinheiro. Por quê? Porque foi esse o exemplo que foi passado, oras. "Eu tirei o meu da reta, quem colocou que se vire". Resquícios da Lei de Gerson.
Deu pra perceber qual é a perspectiva futura da nossa sociedade? Ainda há tempo para resgatar valores dignos e colocar as coisas no rumo. Corremos tanto em direção ao sucesso desmedido que deixamos nosso caráter pra trás. Não seria prudente pararmos e esperar por ele?
Segunda-feira, Setembro 26, 2005
Já faz cinco anos desde minha última participação em uma peça de teatro. Em agosto de 2000 participei da montagem de Sonho de Uma Noite de Verão no Teatro Lala Schneider, aqui em Curitiba. Fizemos sucesso, tivemos várias apresentações lotadas, a produção tinha certo charme. Admito que não foi uma das minhas atuações mais inspiradas e marcantes, até gostaria de assistir ao vídeo da peça e perceber se fui canastrão como me sentia ao interpretar Oberon. Mas o bom é que a peça fez o sucesso que fez por causa de uma cena que, a cada apresentação, ficava mais e mais divertida. Não sei se você já leu o texto ou viu alguma montagem ou filme de Sonho, mas na nossa peça, a cena que sempre matava todo mundo de rir era quando os artesãos interpretavam a "tragédia" de Píramo e Tisbe. Ninguém se agüentava nesse momento. Quem não participava, corria pras coxias pra poder se acabar de rir com o momento. E os que participavam sempre colocavam um caco a mais em cada apresentação, aumentando em uns minutos preciosos o tempo do espetáculo a ponto de deixar o Fiani, dono do teatro, maluco, pois era uma correria pra montar o cenário da peça seguinte à nossa apresentação.
Apesar de Sonho ter sido a última peça que fiz, a que guardo com mais carinho na memória foi a primeira, montada em meados de 1999, baseada em textos do Luis Fernando Veríssimo, do livro Comédias da Vida Privada. Chamava-se Amor, sexo, traição, tinha um elenco pequeno e nenhuma produção, mas nela já era possível vislumbrar o talento de uma excelente atriz, Marjorie Estiano. Sim crianças, Tata já esteve no mesmo palco com uma global... hehehehehe... No período em que tive a oportunidade de dividir o palco com ela, me diverti muito. Saudade dessa menina...
99 também foi um ano marcante por ter sido contemplado com o prêmio de melhor ator no festival interno do Lala. Foi o maior sufoco esse festival. Atuar em duas peças, com temáticas tão diferentes como eram, deu o maior trabalho. Primeiro porque decorar dois textos em um período curto é difícil. Segundo porque, além dos textos, tinha que estudar pras provas finais da faculdade... Era muita correria, mas o resultado final ficou muito bom. Só achava ruim o fato das apresentações serem poucas, três de cada peça, para poder rolar todas as montagens... Foi uma época muito boa, de verdade.
Sinto uma saudade enorme de atuar, participar de uma montagem, me divertir nos ensaios, decorar textos, criar personagem. Era meu plano retomar a carreira de ator amador esse ano, mas a pós-graduação travou tudo, pois os módulos da especialização não seguem uma seqüência (pelo menos não nos moldes escolhidos por mim para realizá-la), ficaria difícil de conciliar as duas atividades. Mas é bem provável que em 2006 eu finalmente retome de onde parei. O melhor de tudo é saber que dessa vez não haverá faculdade ou gente atrapalhando. Não será dedicação total, mas sim diversão total.
Sábado, Setembro 24, 2005
Não sei se só acontece comigo, mas sempre que entro em uma loja de brinquedos (assumo que ainda sou fascinado por brinquedos) me dá uma saudade ainda maior da minha infância. Admito que existam brinquedos que eu adoraria se tivesse 10 anos de idade, como os da série do Harry Potter ou Senhor dos Anéis (esses eu compraria mesmo sendo adulto).
Mas onde estão os veículos fantásticos dos Comandos em Ação? Eram realistas (até onde pode uma criança acreditar), bem feitos e duráveis - os meus primeiros datam de 1983 e ainda persistem. Onde está a coleção Playmobil com suas divisões temáticas insuperáveis? E o Hering-Hast, precursor do Lego, que vinha com kits incluindo motores à pilha que faziam seus carros e aviões ganharem vida? O mais legal desse brinquedo era que, diferente do Lego, não vinha com as peças já definidas para a montagem final. Você decidia o que fazer e como ficaria a cara final de sua criação. Tudo bem, o Lego não é tão limitado assim, mas a figura da caixa diz o que deve ser montado e se a criança for paranóica por seguir instruções (como esse que vos escreve) não iria dar asas à imaginação. Por que os bonecos do desenho da Liga da Justiça não são tão legais como eram os da série Superpowers? Ou vai dizer que o boneco do Darkseid não era perfeito naquela época?
Falcon, a "Barbie" de todo menino no início da década de 80, tinha os acessórios mais "irados" que lembra essa memória aqui. He-man and the Masters of Universe também tinha uma linha muito legal de brinquedos, que recentemente chegaram a ser relançados sob nova roupagem, mas o desenho animado não decolou, era chato, mesmo se comparado com aquele cheio de lições de moral que assistíamos no programa da Xuxa. Dessa linha de brinquedos, os únicos remanescentes aqui em casa são o boneco do Esqueleto, a Nave do Vento e mais um veículo que agora não me recordo o nome. O resto, do Castelo de Greyskull até os bonecos que tinha, foi tudo para instituições de caridade.
Dos jogos, a Grow tem o mais clássico de todos: War, um jogo capaz de pulverizar relacionamentos (jamais jogue com sua namorada, muito menos CONTRA ela). Mas alguém chegou a jogar Cartel, também da Grow? Esse simplesmente sumiu das prateleiras e era um jogo onde você assumia o controle de uma empresa e precisava ampliar sua participação no mercado. Era inteligente e divertido, pena que foi pouco conhecido. Na verdade, só joguei uma vez, mas ficou grudado na minha memória de tal forma que, quando paro na frente das prateleiras de jogos, sempre procuro o dito, na esperança de poder levá-lo pra casa. A Estrela também é responsável por jogos memoráveis, como Banco Imobiliário, que muitas vezes terminava antes do fim, pois poucos são os "pobres" que têm paciência de ficar no tabuleiro até o "milionário" da vez levar suas roupas de baixo e comemorar a falência dos adversários.
A única coisa que eu talvez inveje um pouco a molecada de hoje em dia está na área de videogames. Mesmo o finado Odyssey, com todo seu poder de fogo e jogos inteligentes, fica no chinelo. Mas essa minha inveja eu fiz questão de eliminar comprando um PS2... Coisa de criança? Só se você for preconceituoso(a) a ponto de renegar a diversão que esses "brinquedos" proporcionam nos momentos de necessidade de alívio do stress. Não é raro encontrar gente com seus 30 e poucos anos que aderiu à onda dos videogames modernos e mostra muita desenvoltura no domínio dos consoles. Coisa que nossos pais, na época do Atari, tinham muita dificuldade. E olha que o joystick só tinha um botão... Hahahahahaha... Mas que dá saudade de, de vez em quando, jogar um River Raid ou Pacman, ah dá.
Mudando de assunto, vou dar um toque: mantenham suas listas de e-mail sempre atualizadas e não se esqueçam de excluir seus antigos amigos e/ou amores delas. Do contrário você corre o risco de cometer a gafe de enviar convites ou mensagens à alguém que hoje não representa nada para você.
Domingo, Setembro 18, 2005
Decepção. Essa palavra define relativamente bem o que senti ao terminar de ler Anjos e Demônios essa semana. Fico impressionado com a capacidade de Dan Brown em construir uma história intrigante, com raros pontos fracos no início e no decorrer da narrativa, mas pecar à medida que chega o final do livro. Foi assim em O Código Da Vinci, que li em dezembro passado. Com citações e descrições exuberantes (de acordo com o autor, todas baseadas na realidade) de objetos e locais, ambas as histórias nos prendem e queremos saber logo quem está por trás de toda a trama e qual será o destino final dos personagens. Mas isso até umas 20 páginas antes do final, quando o ritmo desacelera, as explicações se tornam um tanto quanto forçadas e a inteligência do leitor chega a ser ofendida. Tanto Anjos e Demônios quanto O Código Da Vinci possuem a mesma estrutura, quase um Ctrl+C - Ctrl+V. Pelo que ouvi, A Fortaleza Digital segue o mesmo rumo. Como só poderia afirmar algo sobre o que conheço, vou ver se consigo emprestar esse livro de alguém. Afinal, se for pra comprar algo, que seja como uma das melhores aquisições que fiz esse ano, uma biografia de Leonardo Da Vinci, que por sinal seria um presente de Natal que eu daria em dezembro passado, mas que certamente está sendo melhor aproveitado comigo. Talvez até um Paulo Coelho venha a ser dinheiro mais bem gasto... Ops, peguei pesado... Paulo Coelho também não é esse baita escritor que muita gente acha.
De qualquer forma, os livros de Dan Brown são diversão garantida, fazem o tempo passar depressa e dão uma vontade danada de viajar para os lugares citados e verificar quão reais são as colocações feitas pelo autor.
Sábado, Setembro 17, 2005
Hoje o post vai ser longo... Falta tempo para escrever durante a semana, já que os dias estão lotados (isso me lembra um livro do Calvin e Haroldo). Vou colocar aqui um texto baseado em uma opinião sobre o desarmamento, posição que defendo, mas ainda não tinha expressado (ou tinha?). Nesse texto a argumentação foi bem colocada, de forma tal que, se ainda pairam dúvidas sobre qual será sua posição no referendo de outubro, ali existe forte razão para ser contra o desarmamento. Sou a favor de uma legislação moderna, que venha a ser obedecida, onde o cidadão que deseje portar uma arma de fogo demonstre ser capaz disso. O problema é que vivemos em um país onde a corrupção é quase parte do cotidiano e pessoas com pouco caráter e muito dinheiro podem conseguir seu porte de arma sem a necessidade de passar por trâmites que hoje já existem, mas ainda são insuficientes. Segue o texto:
Domingo, Setembro 11, 2005
Tropeços em caminho plano, liso e sem obstáculos... Felizmente tem alguém ao meu lado pra me colocar na rota certa.
Sábado, Setembro 10, 2005
Frase insensata de gente descabida:
"Gasolina tinha que custar R$ 5,00 o litro. Daí não teria pobre andando de lata velha na cidade."
Essa saiu da boca do pai de uma ex-namorada, há oito anos atrás. E olha que esse foi meu "sogro" mais centrado, psicologicamente falando... Imagina como não eram os outros...
Quinta-feira, Setembro 08, 2005
Depois de tanta lambança, será ótimo ver a cabecinha luzidia do Severino sair abaixada da Câmara dos Deputados. Com sorte não será pela porta dos fundos e tomara que seja para nunca mais voltar. O Congresso está passando por uma boa faxina, ainda insuficiente, mas espera-se que eficiente.
Terça-feira, Setembro 06, 2005
Mais um post de utilidade pública: acessem o site Floresta do Futuro ou a comunidade do programa no Orkut, busque as maneiras efetivas de sua participação e contribua para o futuro do planeta.
Domingo, Setembro 04, 2005
Semana passada resolvi passar na locadora e procurar filmes que há tempos estou querendo ver, mas que por "N" razões não consigo. Dei uma olhada nos clássicos e peguei O Corvo, de 1963 dirigido por Roger Corman, com Boris Karloff, Vincent Price e Peter Lorre. Trata-se de um filme de horror, mas que cativa do princípio ao fim pelas atuações interessantíssimas do "triunvirato do terror". Depois, escolhi Ed Wood, de Tim Burton, com Johnny Deep; Cães de Aluguel, primeiro filme de Tarantino; Memórias Póstumas, com Reginaldo Farias e por último, decidi finalmente assistir Amadeus. Digo finalmente porque há tempos vinha protelando isso. Não que o filme seja desinteressante, mas sempre ia acompanhado de amigos no momento da locação e dificilmente os gostos batem no momento da escolha dos filmes. Aproveitando que estava sozinho, decidi fazer minha vontade e segui pra casa.
O primeiro que coloquei pra rolar foi Memórias Póstumas na expectativa de ser um filmaço, pois a obra que o inspirou é, de longe, uma das melhores obras da literatura nacional. O filme começa bem, a caracterização da época ficou excelente, o Brás Cubas de Farias agrada muito e o fato de seu personagem interagir com a platéia durante o filme mostra fidelidade à obra de Machado de Assis. Infelizmente outros atores não estão inspirados o suficiente pra segurar o ritmo da história, fazendo com que o filme perca aos poucos a graça. Apesar de ter sido aclamado no Festival de Gramado de 1999, ainda prefiro o livro... Dos cinco filmes que aluguei, esse foi o mais fraco.
Na seqüência assisti O Corvo, que comentei acima e dispensa comentários. Grande obra do cinema B que também conta com um astro desconhecido na época, que com um pequeno papel conseguiu demonstrar a semente do talento reconhecido de hoje, ninguém menos que Jack Nicholson.
Depois foi a vez de Ed Wood, que conta a história desse cineasta consagrado em Hollywood como o pior de todos os tempos. Totalmente rodado em preto e branco, o filme mostra a trajetória "fracassada" de Ed Wood, que sonhava em ser cineasta, mas não tinha tato pra conduzir suas produções da maneira genial como ele acreditava que fazia. Tim Burton acerta a mão nessa produção, que mostra mais uma vez que entre ele e Johnny Deep existe uma química perfeita. Divertidíssimo.
Em seguida veio Cães de Aluguel. Tarantino na veia, mas ainda sem o refinamento da violência atingido em Pulp Fiction. Com um elenco afinado, é uma boa pedida.
Finalmente chegamos aonde eu queria: Amadeus. Nada que eu fale aqui sobre esse filme se compara à experiência de assisti-lo. Ainda mais se for possível fazer isso em um home theater. Um filme que conta com 21 anos, mas pela competência técnica com que foi realizado, parece que foi filmado ontem. Mesmo com 160 minutos, não é cansativo e consegue deixar aquele gostinho de "pôxa, acabou?" quando chega ao fim. Sobre o que é o filme? Bom, já ouviu falar de Wolfgang Amadeus Mozart? É a história dele, contada pelo seu maior rival, Antonio Salieri, papel que deu ao seu intérprete, F. Murray Abraham, o Oscar de melhor ator daquele ano. Por não ter palavras para definir essa obra (admito aqui minha mediocridade em realizar resenhas de filmes), só posso sugerir, de maneira quase inquisitória, que você assista a esse filme. Um dos melhores que já vi em toda minha vida. Ah! Merece destaque também a lembrança da música Rock Me Amadeus, interpretada pelo falecido Falco, que tocava direto na programaçãs das FM's naquela época, mas que não aparece no filme.

Sábado, Agosto 27, 2005
Dias atrás postei o endereço do site MyFootPrint e deixei que vocês criassem a curiosidade pra verificar qual o tamanho de sua pegada ecológica. O que eu esperava era receber alguns comentários sobre a "furada" que é esse site. Não que eu ache errado buscar uma vida de acordo com parâmetros ambientais adequados, mas um pouco de senso crítico é interessante. O contador de visitas aqui da Era virou, virou, virou, recebi os comentários de leitoras habitués, mas nenhum falando que as questões do MyFootPrint são, até certo ponto, descabidas. Por que digo isso? Ora, não há muita chance de voltarmos a comer alimentos minimamente processados e/ou que venham em embalagens diferentes das atualmente utilizadas. Dificilmente mudaremos nossos hábitos no tocante ao transporte, quer seja público ou particular. Todo mundo quer morar em habitações espaçosas e confortáveis. E por aí vai. É legal saber que o número de visitas aqui aumentou bastante nos últimos dias. Pena que isso não refletiu em comentários interessantes por parte dos leitores. Ou eu sou muito eloqüente e consigo convencer que estou 100% certo ou vocês são muito preguiçosos...
Sexta-feira, Agosto 26, 2005
Salve, meu povo! Peço desculpas pelo afastamento momentâneo ocorrido essa semana, mas a pós e a consultoria tomaram muito do meu tempo. Outro motivo pra essa demora em escrever foi decidir se iria ou não botar alguns podres pra fora e, conseqüentemente, algumas pessoas no seu devido lugar. Mas escolhi não me ater à assuntos que só fariam com que eu descesse à níveis muito baixos. Melhor comentar boas notícias e coisas interessantes... Por exemplo? Show de Pearl Jam em Curitiba!!! As datas e locais nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre ainda não foram confirmados, mas, segundo dica publicada pelo Omelete, os shows provavelmente devem rolar no final de novembro, início de dezembro. Guardem seus tostões, meus caros!
E em comemoração ao estado de graça desse rapaz que vos escreve, uma das músicas mais belas de Cole Porter. Intérprete? Vocês escolhem, tanto faz U2 ou Frank "Blue Eyes" Sinatra... Na dúvida, fique com ambos.
Segunda-feira, Agosto 22, 2005
De repente a gente percebe que pode ser mal interpretado por usar expressões ambíguas, por omitir detalhes ou por pura falta de atenção sobre o que escreve. Por isso dou toda a razão à Garotinha Ruiva quando ela me perguntou a razão para não ter deixado explícito ter saído de sua boca (até agora estou me perguntando: o que é a boca dessa Garotinha?!?) a citação que usei no post passado.
Feitos os devidos esclarecimentos, peço humildemente perdão por todo e qualquer mal entendido gerado pela falta da citação da fonte...
Domingo, Agosto 21, 2005
Em conversa com uma pessoa que me surpreende cada vez mais, ouvi coisas que precisam ficar registradas. Nenhum lugar melhor do que esse humilde e dourado blog pra isso.
"Ninguém está livre de se apaixonar, mas faça as coisas com decência e respeito."
Tapa de luva de pelica na cara de quem merecer...
Depois de um longo período sem alterações no visual, agora A Era Dourada está em nova embalagem.
Sábado, Agosto 20, 2005
Tentei encontrar uma maneira interessante de começar esse post, mas não consegui. Basicamente porque o assunto pode parecer chato para alguns, mas a importância do mesmo é igual pra todo mundo, admita-se isso ou não.
Somos uma raça egoísta e não damos importância para esse mundinho que habitamos. O ser humano é a única criatura que possui plena consciência de sua mortalidade, mas ainda assim não é capaz de tomar as atitudes que são necessárias. O debate sobre ecologia não é atual, começou no final dos anos 60, início da década de 70 e de lá pra cá pouco evoluímos no desenvolvimento de sistemas sustentáveis de consumo. Estamos a cada dia com menos água potável, menos espaço nos aterros sanitários (isso onde eles existem) e com os recursos naturais mais escassos. As maneiras para diminuir ou resolver muitos problemas vão desde a prevenção de doenças (quanto menos doentes, menos lixo hospitalar) até a educação ambiental.
Como A Era Dourada também é um espaço de utilidade pública, resolvi deixar na barra de indicações um site onde você pode medir o tamanho do estrago que seu estilo de vida causaria ao planeta, se todos os seres humanos seguissem seu comportamento. Quando eu fiz minha avaliação, seriam necessários 1,5 planetas Terra pra todos viverem como eu. Só que não é apenas pra entrar lá e ver como é bonitinho quantificar o estrago que você gera. O primeiro passo é tomar consciência do que você pode fazer pra diminuí-lo. Não estou querendo passar sermão, mas aquela história do trabalho de formiguinha, onde cada um faz sua parte, é mais do que necessário no momento.
Não é todo mundo que tem acesso aos dados da ONU sobre as condições ambientais e, por isso, não sabe como a coisa tá crítica. Não vou ficar colocando dados nem planilhas aqui, pois duvido que alguém preste atenção, mas se cada um tomar conta do seu espaço e fizer o que deve ser feito (separação de lixo, diminuição do consumo de energia elétrica e de água, uso racional do carro etc.) ainda teremos um lar pra deixar para nossos netos e bisnetos.
Quinta-feira, Agosto 18, 2005
VOCÊ DORME DURANTE AS REUNIÕES CONVOCADAS PELA DIRETORIA DA EMPRESA EM QUE TRABALHA?
Você sente um tédio imenso durante as reuniões que seu Gerente dirige?
Pois, então, seus problemas acabaram! Chegou um método super eficaz para combater este problema e que promete revolucionar o mundo dos negócios: CHEGOU BUSINESS BINGO! Isso mesmo! É super-fácil. Veja como fazer:
1. Prepare várias cartelas com algumas das palavras abaixo colocadas em fileiras, formando uma cartela de bingo e as distribua entre os participantes da reunião:
PARADIGMA
VEJA BEM
CAPITAL TIED UP
REDUÇÃO DE CUSTOS
META
OTIMIZAÇÃO
CASE
REENGENHARIA
CORPORAÇÃO
SISTEMA
RISCO
OPERACIONAL
GESTÃO
IMPLANTAÇÃO
RENDIMENTO
ENFOQUE
ARVORE
BALANCED SCORECARD
DESDOBRAMENTO
REDE
REGRAS
RESPONSÁVEL
CRONOGRAMA
DESAFIO
MENTALIDADE
ESTRATÉGIA
PLANILHA
AÇÃO PREVENTIVA
PADRONIZAÇÃO
IMPLEMENTAÇÃO
COMPROMETIMENTO
PLANEJAMENTO
PONTO DE VISTA
NICHO
PRÓ-ATIVO
INFLUÊNCIA
RECURSO
EM PRINCÍPIO
CUSTOS
AGREGADO
MELHORIAS
2. Sempre que ouvir uma das palavras da tabela acima, marque a mesma com um X.
3. Quando completar uma linha, coluna ou diagonal, grite " Bingo! ". O resultado é impressionante. Veja os testemunhos de jogadores satisfeitos:
"Ganhei o jogo em apenas vinte minutos de reunião!"
"Minha capacidade de concentração aumentou muito desde que comecei a jogar o Business Bingo!"
"As reuniões na minha empresa continuam não resolvendo nada. Mas pelo menos agora nós nos divertimos bastante."
"Pela primeira vez na minha vida, vi um método que faz as pessoas prestarem atenção em cada palavra que se fala em uma reunião."
"O clima da última reunião com os Gerentes estava muito tenso, pois 14 pessoas já estavam prestes a preencher a quinta casa em dez minutos de jogo!"
"O Gerente Geral da Agência em que eu trabalho ficou completamente atônito quando ouviu oito pessoas gritarem 'Bingo' ao mesmo tempo."
"É impressionante como as reuniões na minha empresa têm ficado lotadas depois que adotamos o revolucionário sistema Business Bingo."
"O Business Bingo é um achado! Desde que o implantamos nas reuniões da nossa Agência, temos tido assunto para nossas conversas nos butecos após o expediente."
"Agora, vou a todas a reuniões da minha área... MESMO SE NÃO FOR CONVOCADO!"
"As reuniões ficaram realmente muitíssimo mais interessantes"
Tem notícia que te faz rir demais. Sua casa deve ter sido decorada com artigos da Casa China, provavelmente. "Na Casa China TEM!"
Experiência comprovada na compra de artigos "R$1,99" é o que não falta.
Ademais, dois em um não é todo mundo que faz.
Hmmm... Melhor parar com esse jabá, pois não recebo um centavo dessa loja.
E o meu crítico nunca mais deu as caras... Uma pena... Hahahahahahaha... Mais uma coisa pra me fazer riiiiiiir...
Ah, antes que eu esqueça: dia 25 é dia de cortar os pulsos. Pelo menos pra quem destesta a banda, mas vai para acompanhar sua cara-metade que gosta, só pra não ficar feio na foto... Por que disso? Quinta que vem tem show de Los Hermanos em Curitiba...
Segunda-feira, Agosto 15, 2005
Não posso deixar de registrar aqui mais um ótimo momento da tirinha dos Malvados. A de número 607 está simplesmente perfeita, sintetiza de maneira ácida todo o momento pelo qual passa o país. André Dahmer está cada dia mais afiado. Se bem que a situação política anda ajudando... Infelizmente.

Sábado, Agosto 13, 2005

Al_VaCaeDa
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O Fantástico Mundo de Boby!